Adriano Machado/ Reuters
Adriano Machado/ Reuters

Coronavírus: relembre o que Bolsonaro já falou sobre a pandemia

Presidente Jair Bolsonaro afirmou nesta terça-feira, 07, que está com covid-19

Renato Vasconcelos, O Estado de S.Paulo

02 de abril de 2020 | 10h34
Atualizado 07 de julho de 2020 | 12h48

Desde que falou pela primeira vez sobre o coronavírus, no dia 9 de março, o presidente Jair Bolsonaro já deu diversas declarações polêmicas sobre o vírus. Nesta terça-feira, 07 de julho, o presidente afirmou que está com covid-19.

Se na primeira vez que abordou o tema, a atenção do presidente estava voltada ao impacto econômico do coronavírus, a partir do dia 11 de março, declarações com foco na saúde pública, e também no contexto político, começaram a ganhar vez. 

O fato que não mudou até aqui, contudo, é a aparente pouca gravidade atribuída por Bolsonaro ao coronavírus. Desde o primeiro momento até aqui, o presidente tem tentado minimizar os perigos e o impacto do vírus.

Veja o que Jair Bolsonaro falou sobre o coronavírus até aqui:

09/03 - ‘Coronavírus está superdimensionado’  

Bolsonaro falou pela primeira vez sobre o coronavírus em sua viagem oficial aos Estados Unidos. Durante um evento em Miami, o presidente citou o vírus como um dos fatores que contribuíram para a queda da Bolsa e dos indicadores econômicos do Brasil, opinando que “o poder destruidor” do vírus estaria sendo superdimensionado.

“Os números vêm demonstrando que o Brasil começou a se arrumar em sua economia. Obviamente, os números de hoje têm a ver, a queda drástica da Bolsa de Valores no mundo todo, tem a ver com a queda do petróleo que despencou, se eu não me engano, 30%. Tem a questão do coronavírus também que no meu entender está superdimensionado o poder destruidor desse vírus, então talvez esteja sendo potencializado até por questão econômica”, disse.

10/03 - ‘Muito do que falam é fantasia, isso não é crise’ 

Um dia depois de falar pela primeira vez sobre o coronavírus, Bolsonaro voltou a abordar o tema durante outro evento realizado em Miami. O presidente negou que houvesse uma crise em curso e culpou a imprensa pela situação.

“Muito do que tem ali é mais fantasia, a questão do coronavírus, que não é isso tudo que a grande mídia propaga”, afirmou o presidente.

Um dia depois, a Organização Mundial da Saúde (OMS) declarou pandemia do novo coronavírus, após registrar mais de 118 mil casos em 114 países, e 4.291 mortes.

11/03 - ‘Outras gripes mataram mais que essa’

Ao comentar o tema pelo 3º dia seguido, após a declaração da OMS, o presidente tratou o tema dando foco à saúde pela primeira vez. Apesar de dizer que não é médico, Bolsonaro pareceu minimizar a preocupação com o coronavírus, ao afirmar que “outras gripes mataram mais”.

“Vou ligar para o Mandetta agora a pouco. Eu não sou médico, eu não sou infectologista. O que eu ouvi até o momento, outras gripes mataram mais do que essa”, falou.

Na oportunidade, o presidente também foi questionado sobre a realização dos atos convocados para o dia 15 de março, em protesto ao Congresso Nacional e ao STF, frente à indicação de evitar aglomerações. Apesar de ter compartilhado vídeos que convocavam para o ato, Bolsonaro se limitou a negar qualquer responsabilidade: “Eu não convoquei ninguém, pergunta para quem convocou.”

12/03 - Máscaras durante pronunciamento nacional

O retorno da comitiva brasileira dos Estados Unidos marcou também o primeiro caso de coronavírus no governo. Com o diagnóstico positivo do Secretário de Comunicação da Presidência, Fábio Wajngarten, para o vírus, medidas de segurança foram adotadas no Planalto, e o presidente voltou a falar sobre o covid-19, desta vez em rede nacional.

Ao lado do ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta - os dois usando máscaras - Bolsonaro recomendou que os atos do dia 15 de março fossem adiados ou suspensos.

“O que nós devemos fazer é evitar que haja uma explosão de pessoas infectadas, porque os hospitais não dariam vazão a tanta gente. Uma das ideias é adiar e suspender para daqui um ou dois meses”, declarou.

13/03 - ‘Apesar do meu teste ter dado negativo, eu não vou apertar a mão de vocês’

Após anunciar que testou negativo para coronavírus, Bolsonaro voltou a aparecer em público. Fotografado andando no Planalto de máscara cirúrgica, o presidente se dirigiu a apoiadores na frente do Palácio da Alvorada. “Vida segue normal, um grande desafio pela frente muitos problemas para serem resolvidos”, disse.

Apesar de conversar com os apoiadores, o presidente não os cumprimentou e evitou ficar próximo à grade que o separava do público. “Apesar do meu teste ter dado negativo, eu não vou apertar a mão de vocês”.

15/03 - ‘Pode, sim, transformar em uma questão bastante grave’

Três dias depois de ter contraindicado a realização das manifestações convocadas contra o Congresso Nacional, Bolsonaro descumpriu a recomendação do Ministério da Saúde, de evitar aglomerações após ter contato com alguém contaminado, e interagiu com manifestantes em Brasília. Um levantamento realizado pelo Estado mostra que o presidente entrou em contato com, pelo menos, 272 pessoas.

Após a participação no ato, o presidente, em entrevista à CNN, Bolsonaro admitiu que a questão pode se agravar no País, mas também chamou de "extremismo" e "histeria" medidas adotadas diante da pandemia do coronavírus, como o fechamento provisório de lugares com alta aglomeração de pessoas, a suspensão de atividades escolares e a proibição de jogos de futebol

“Porque não vai, no meu entender, conter a expansão desta forma muito rígida. Devemos tomar providências porque pode, sim, transformar em uma questão bastante grave a questão do vírus no Brasil, mas sem histeria”, opinou o presidente.

16/03 - ‘Superdimensionamento’ outra vez e 'luta pelo poder'

Exatamente uma semana após fazer a primeira declaração, Bolsonaro voltou a usar o termo ‘superdimensionamento’ para definir a situação do coronavírus. Descumprindo mais uma vez a orientação de ficar em quarentena após ter contato com uma pessoa infectada por coronavírus, o presidente deixou o Palácio da Alvorada em direção ao Planalto, onde fez a última declaração.

“Foi surpreendente o que aconteceu na rua até com esse superdimensionamento. Que vai ter problema vai ter, quem é idoso, (quem) está com problema, (quem tem) alguma deficiência, mas não é tudo isso que dizem. Até que a China já praticamente está acabando”, afirmou o presidente.

Ainda na segunda, em entrevista ao apresentador José Luiz Datena, da Rádio Bandeirantes, Bolsonaro acusou o Congresso de usar o avanço do coronavírus para uma “luta pelo poder” e insinuou haver uma articulação por seu impeachment ao dizer que “seria um golpe isolar chefe do Executivo por interesses não republicanos”.

“Eu não vou viver preso no Palácio da Alvorada, por mais cinco dias, com problemas grandes para serem resolvidos no Brasil”, disse o presidente. “Se afundar a economia, acaba o meu governo, acaba qualquer governo. É uma luta pelo poder. Estou há 15 meses calado, apanhando, agora vou falar. Está em jogo uma disputa política por parte desses caras (Maia e Alcolumbre)”, completou.

17/03 - Da 'histeria' ao pedido de 'união'

A terça-feira foi um dia marcante na mudança de tom do presidente quanto ao coronavírus. O Diário Oficial do dia instituiu a criação de um comitê para supervisão e monitoramento do coronavírus no País, liderado pelo ministro-chefe da Casa Civil, general Walter Braga Netto, a pedido de Bolsonaro.

Pela manhã, no entanto, em entrevista à Super Rádio Tupi, Bolsonaro criticou “alguns governadores” e voltou a chamar a crise causada pelo avanço do novo coronavírus de “histeria”. O presidente criticou a ação de governadores que determinaram medidas de isolamento nos Estados e que, em sua opinião, vão prejudicar a retomada econômica do País e deixar muitos trabalhadores informais desassistidos.

“A economia estava indo bem, fizemos algumas reformas, os números bem demonstravam: a taxa de juros lá embaixo, a questão do Risco Brasil também, então estava indo bem. Esse vírus trouxe uma certa histeria e alguns governadores, no meu entender, eu posso até estar errado, estão tomando medidas que vão prejudicar e muito a nossa economia”, afirmou Bolsonaro.

Pela tarde, o presidente voltou a falar sobre o tema, comparando a evolução da pandemia a uma gravidez. "Vai passar, desculpa aqui, é como uma gravidez, um dia vai nascer a criança. E o vírus ia chegar aqui um dia e acabou chegando”, declarou. Mias uma vez, Bolsonaro aproveitou o contato com a imprensa para ressaltar a preocupação com o impacto econômico do coronavírus e com o "aproveitamento político" da situação. “Tem locais, alguns países que já tem saques acontecendo. Isso pode vir para o Brasil. Pode ter um aproveitamento político em cima disso”, comentou.

O presidente afirmou ainda que mais pessoas podem morrer por conta de uma economia parada do que pelo novo coronavírus. “Vai morrer muito mais gente fruto de uma economia que não anda do que do próprio coronavírus”, disse.

Durante a noite, contudo, o presidente mudou o discurso e usou sua conta no Twitter para pedir a união no combate ao vírus. Em síntese, o presidente disse que é preciso “somar esforços” com os outros Poderes para ajudar “uns aos outros”. A mudança de tom, segundo integrantes do Palácio do Planalto, ocorreu após Bolsonaro avaliar que sua narrativa de que estava sendo vítima de uma “luta pelo poder” com a cúpula do Congresso não emplacou.

Ainda na noite de terça, o presidente também anunciou que um auxílio para trabalhadores informais estaca sendo estudado pelo ministro da Economia, Paulo Guedes "Algo parecido com um voucher. Está faltando definir o montante e como é que você vai organizar esse pagamento. Então, essa possibilidade está na mesa" afirmou o presidente, na chegada ao Palácio da Alvorada, residência oficial.

18/03 - 'Cuidados devem ser redobrados agora'

Bolsonaro e ministros de Estado apareceram utilizando máscaras em uma coletiva de imprensa para apresentar as ações de combate do governo ao coronavírus. Um dia depois de chamar o avanço da doença de "histeria", o presidente recuou e disse que tudo que fez foi voltado a levar tranquilidade para o povo brasileiro. "É grave, é preocupante, mas não chega ao campo da histeria e da comoção social. E é desta forma que nós encararemos essa situação", disse Bolsonaro.

O presidente afirmou que o governo federal está externando preocupação com a crise do coronavírus pelos riscos que a sociedade poderá sofrer. Segundo Bolsonaro, em um primeiro momento não houve muita preocupação sobre a propagação da doença no País, mas disse que agora os cuidados devem ser redobrados.

Bolsonaro também minimizou as críticas recebidas pelo contato físico que teve com manifestantes no Palácio do Planalto no domingo, 15. O presidente afirmou que, como chefe do Executivo, precisa estar junto com o povo. "Não se surpreenda se você me vir no metrô lotado em São Paulo, numa barcaça no Rio é uma demonstração de que estou com o povo. É um risco que um chefe de Estado deve correr, tenho muito orgulho disso", disse Bolsonaro.

20/03 - Gripezinha, confronto com governadores e 3º exame

O presidente voltou a abordar o tema do coronavírus na sexta-feira, 20, em três declarações com enfoques diferentes. Inicialmente, Bolsonaro criticou "medidas extremas" - como classificou - tomadas por alguns governadores, sem, no entanto, nominá-los.

“Tem certos governadores que estão tomando medidas extremas, que não competem a eles, como fechar aeroportos, rodovias, shoppings e feiras”, disse o presidente, pela manhã, ao deixar o Palácio da Alvorada. Mais tarde, numa entrevista coletiva, ele voltou ao assunto. “Tem um governo de Estado que só faltou declarar independência do mesmo”, afirmou.

Em outro momento, o presidente voltou a falar sobre o coronavírus, mas para dizer que considerava fazer um 3º exame para saber se está infectado. “Estou bem. Fiz dois testes, talvez faça mais um até, talvez, porque sou uma pessoa que tem contato com muita gente. Recebo orientação médica”, disse ele ao deixar o Palácio da Alvorada.

Já em entrevista no Palácio do Planalto, Bolsonaro chamou o coronavírus de 'gripezinha' ao responder a uma pergunta do Estado sobre a razão de não tornar público os resultados dos seus exames. “Depois da facada, não vai ser uma gripezinha que vai me derrubar”, disse o presidente.

21/03 - Doria 'lunático' e dever de impedir o pânico

Um dia depois de chamar o novo coronavírus de "gripezinha", o presidente afirmou que reconhece a seriedade do momento e o temor de muitos brasileiros ante à ameaça da doença.

"É meu dever impedir que o pânico tome conta do País, o que complicaria ainda mais a situação. É com esse objetivo, de mostrar que superaremos este obstáculo, que tenho tratado a questão com coragem e tranquilidade. De forma alguma usarei do momento para fazer demagogia", escreveu o presidente em sua conta oficial no Twitter. 

Ainda no sábado, 21, Bolsonaro chamou de “lunático” o governador de São Paulo, João Doria (PSDB), que mais cedo havia decretado quarentena a partir de terça-feira, 24, para conter o avanço do vírus. Questionado sobre a decisão de Doria em entrevista à CNN Brasil o presidente afirmou:

“Para falar a verdade, porque não vou fugir dessa minha característica, é um lunático. Está fazendo política em cima deste caso. Ora é um governador que nega ter usado o meu nome para se eleger governador, então eu lamento essa posição política dele. Ele está aproveitando desse momento para querer crescer politicamente”, disse o presidente. “O assunto, no meu entender, tem de ser voltado exclusivamente para esse problema que temos pela frente que é o coronavírus.”

22/03 - 'Alarmismo' novamente

Em reunião com prefeitos de capitais na manhã do domingo, 22, o presidente Jair Bolsonaro voltou a criticar o que chamou de "alarmismo" na crise do novo coronavírus. "Há um alarmismo muito grande por grande parte da mídia. Alguns dizem que estou na contramão. Eu estou naquilo que acho que tem que ser feito. Posso estar errado, mas acho que deve ser tratado dessa maneira", afirmou.

Bolsonaro fez as declarações ao lado do ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, que tem liderado as ações do governo federal no combate à pandemia. O presidente também disse que a situação da doença no Brasil não deve ser comparada à de países da Europa.

"Não podemos nos comparar com a Itália. Lá o número de habitantes por quilômetro quadrado é 200. Na França, 230. No Brasil, 24. O clima é diferente. A população lá é extremamente idosa. Esse clima não pode vir pra cá porque causa certa agonia e causa um estado de preocupação enorme. Uma pessoa estressada perde imunidade", afirmou o presidente.

24/03 - Pronunciamento causou reações

Em pronunciamento em rede nacional de rádio e TV, Bolsonaro voltou a falar em "histeria" em torno da pandemia do coronavírus e acusou a imprensa de espalhar "a sensação de pavor, tendo como grande carro-chefe o grande número de vítimas na Itália, um país com um grande número de idosos e com um clima totalmente diferente do nosso".

Ao se usar como exemplo, o presidente disse que, caso contraísse o coronavírus, ele não sentiria nenhum efeito dado o seu histórico de atleta, referindo-se à doença como uma "gripezinha" e um "resfriadinho".

Bolsonaro criticou também algumas autoridades estaduais e municipais que "devem abandonar o conceito de terra arrasada, a proibição de transporte, o fechamento dos comércios e o confinamento em massa". Segundo ele, não há motivo para fechar escolas, uma vez que o grupo de risco é composto, em sua maioria, por pessoas com mais de 60 anos. "São raros os casos fatais de pessoas sãs com menos de 40 anos", afirmou o presidente.

O pronunciamento foi alvo imediato de políticos e associações médicas.

25/03 - 'Não condenarei o povo à miséria'

Horas depois de ser alvo de fortes críticas, Bolsonaro reforçou seu posicionamento e disse que pediria ao Ministério da Saúde mudança na orientação de isolamento da população durante a pandemia, recomendando que o isolamento seja adotado apenas para idosos e pessoas com outras doenças. "A orientação vai ser vertical daqui para frente. Eu vou conversar com ele (ministro da Saúde) e tomar a decisão. Não escreva que já decidi, não. Vou conversar com o (Luiz Henrique) Mandetta sobre essa orientação."

Bolsonaro afirmou ainda que as medidas de enfretamento à covid-19 podem colocar em risco a "normalidade democrática". "Todos nós pagaremos um preço que levará anos para ser pago, se é que Brasil não possa ainda sair da normalidade democrática que vocês tanto defendem. Ninguém sabe o que pode acontecer no Brasil", disse o presidente, que voltou a dizer que há "histeria" e "comoção" com o coronavírus.

Mais tarde, no Twitter, afirmou que não vai condenar a população “à miséria” para receber elogio da mídia ou de quem “até ontem assaltava o País”. “Se estivesse pensando em mim, lavaria as mãos e jogaria para a plateia, como fazem uns. Penso no povo, que logo enfrentará um mal ainda maior do que o vírus se tudo seguir parado”, escreveu o presidente.

26/03 - 'Brasileiro tem que ser estudado, não pega nada'

Após minimizar os efeitos do novo coronavírus durante pronunciamento em cadeia nacional, Bolsonaro questionou a presença da imprensa na saída do Palácio da Alvorada na quinta-feira, 26. "Imprensa, vocês estão aqui trabalhando. Tem que ficar em casa, pô. Quarentena, pô. Fica em quarentena em casa", disse Bolsonaro. Enquanto o presidente falava, um ajudante de ordens filmava os profissionais.

No mesmo dia, o presidente afirmou que o ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, havia concordado com a mudança no formato do isolamento horizontal para vertical como medida de combate ao novo coronavírus. Ele voltou a dizer que “alguns governadores e prefeitos erraram na dose” das medidas de contenção, que incluiu fechamento de comércio e escolas, e que “o povo quer trabalhar”. De acordo com Bolsonaro, alguns deles já reavaliam as medidas restritivas.

Sobre a situação crítica em países como Estados Unidos e Itália, Bolsonaro considera que o Brasil não chegará na mesma situação porque os brasileiros possuem algum tipo de diferenciação. “Acho que não vai chegar a esse ponto, até porque o brasileiro tem que ser estudado, não pega nada. Vê o cara pulando em esgoto, sai, mergulha e não acontece nada.”

O presidente também falou pela primeira vez sobre uma ajuda econômica aos trabalhadores informais, sinalizando que o valor poderia ser R$ 600, e desautorizou o vice-presidente Hamilton Mourão, que havia declarado ser contra a flexibilização das regras de isolamento. No mesmo dia, o governo federal lançou também a campanha publicitário 'O Brasil não pode parar', defendendo a volta dos trabalhadores à rotina.

27/03 - ‘Infelizmente algumas mortes terão. Paciência’

No dia seguinte ao lançamento da campanha 'O Brasil não pode parar', Bolsonaro cobrou o fim da quarentena para deter o coronavírus, mesmo admitindo que o País contabilizará mortes por causa da doença. “Vamos enfrentar o vírus. Vai chegar, vai passar. Infelizmente algumas mortes terão. Paciência, acontece, e vamos tocar o barco. As consequências, depois dessas medidas equivocadas, vão ser muito mais danosas do que o próprio vírus”, disse Bolsonaro em entrevista ao apresentador José Luiz Datena, no programa Brasil Urgente da TV Band.

Quase 24 horas após a divulgação de um vídeo da campanha, o Palácio do Planalto divulgou que o material foi produzido “caráter experimental”. Em nota, a Secretaria Especial de Comunicação (Secom) disse que o vídeo, que defende a flexibilidade do isolamento social, não ainda não havia sido avaliado pelo governo e teve “custo zero.”

29/03 - 'Nós vamos morrer um dia'

Um dia após o seu ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, pedir, em reunião tensa, que o presidente não menosprezasse a gravidade da pandemia do novo coronavírus em suas manifestações públicas, Jair Bolsonaro foi às ruas de Brasília. Bolsonaro visitou vários comércios e cumprimentou populares. Houve aglomerações para tirar selfies com o presidente. "O que eu tenho conversado com o povo, eles querem trabalhar. É o que eu tenho falado desde o começo. Vamos tomar cuidado, a partir dos 65 fica em casa...", disse Bolsonaro, que completou 65 anos no último dia 21.

Após visitar o comércio de Brasília, Bolsonaro afirmou que é preciso enfrentar a doença "como homem" e disse que "dia todos nós vamos morrer". "Temos o problema do vírus, temos, ninguém nega isso aí. Devemos tomar os devidos cuidados com os mais velhos, as pessoas do grupo de risco. Agora, o emprego é essencial. Essa é uma realidade. O vírus tá aí, vamos ter de enfrentá-lo, mas enfrentar como homem, pô, não como moleque. Vamos enfrentar o vírus com a realidade. È a vida, todos nós vamos morrer um dia", afirmou o presidente, segundo a TV Globo.

O presidente também disse cogitar baixar um decreto no dia seguinte, para liberar o trabalho de todas as profissões na pandemia.

30/03 - 'Vamos enfrentar o problema? Ou o problema é o presidente?'

Pressionado pela andança no comércio de Brasília, Bolsonaro reagiu a críticas e questionou se o problema da crise envolvendo pandemia de coronavírus era ele. "Vamos enfrentar o problema ou não? Ou o problema é o presidente? Tem que trocar de presidente e resolve tudo?", questionou  ao deixar o Palácio da Avalorada. 

O presidente também voltou a cobrar o afrouxamento das regras de isolamento social. “Logicamente, a vida é mais importante do que a economia, mas se o desemprego vier como está vindo de forma violenta, dado ao não afrouxamento de algumas regras agora, vamos ter um problema seríssimo amanhã ou depois que serão a fome, miséria, irritação, depressão. Não sabemos aonde isso pode levar”, afirmou Bolsonaro. “Você não pode impor esse isolamento de forma quase que eterna, como alguns Estados fizeram. Tem que afrouxar paulatinamente para que o desemprego não aumente mais no Brasil."

31/03 - 'Salvar vidas sem deixar para trás os empregos'

Sob pressão de seus ministros mais próximos, Bolsonaro recuou e baixou o tom durante um pronunciamento em cadeia nacional de rádio e TV. O presidente afirmou que o efeito colateral do coronavírus não pode ser pior do que a própria doença, pôs a preocupação com a “vida” no mesmo patamar que o “emprego” e pediu a união do Parlamento, Judiciário,  governadores e prefeitos para enfrentar a pandemia. 

“Temos uma missão: salvar vidas sem deixar para trás os empregos. Por um lado, temos que ter cautela com todos, principalmente com os mais velhos. Por outro, temos que combater  desemprego que cresce rapidamente. Vamos cumprir esta missão ao mesmo tempo em que cuidamos da saúde das pessoas”, completou o presidente. “Infelizmente, teremos perdas neste caminho.” O pronunciamento foi ao ar no mesmo dia em que o País registrou 42 mortes por coronavírus em apenas 24 horas - recorde para um mesmo dia. Já são 5.717 casos confirmados.

01/04 - Vídeo falso, pedido de desculpas e negação de recuo

Um dia após adotar um discurso mais ameno em relação à pandemia do coronavírus, Bolsonaro publicou nas redes sociais um vídeo de um homem que apontava o desabastecimento na Ceasa de Contagem, região metropolitana de Belo Horizonte, e dizia que "a culpa é dos governadores", que, segundo ele, querem "ganhar nome e projeção política a custa do sofrimento da população".

O conteúdo do vídeo, porém, foi desmentido pela Secretaria de Agricultura de Minas Gerais que, em nota, informou que o local está funcionando normalmente. Diante da repercussão, Bolsonaro apagou a postagem, e no início da noite, e pediu desculpas pela publicação. "Quero me desculpar publicamente pelo vídeo (publicado) sobre desabastecimento. A gente erra e corrige", afirmou o presidente em entrevista ao Brasil Urgente, na Band.

A publicação havia sido feita no Twitter, Facebook e Instagram. "Não é um desentendimento entre o Presidente e ALGUNS governadores e ALGUNS prefeitos. São fatos e realidades que devem ser mostradas. Depois da destruição não interessa mostrar culpados", escreveu Bolsonaro em texto que acompanhava o vídeo.

O presidente também negou que tenha mudado o tom sobre medidas de combate ao coronavírus em seu último pronunciamento em rede nacional. "Não há mudança de tom quando se fala em salvar vidas após alertar sobre histeria, como sugere determinada emissora. Ela sabe que ambos são problemas coexistentes e que precisam ser combateidos pelo bem-estar do Brasil, mas prefere tentar enganar a população", escreveu o presidente em sua conta no Twitter. 

 

02/04 - ‘Você fala por milhões de pessoas’

Bolsonaro ouviu o apelo de uma apoiadora pedia a reabertura do comércio no País em meio à pandemia da covid-19. "Pode ter certeza que a senhora fala por milhões de pessoas", respondeu o presidente à mulher, que o aguardava em frente ao Palácio da Alvorada, residência oficial, acompanhada dos dois filhos.

03/04 - ‘Terrorismo’

O presidente chamou de "terrorismo" a imagem que mostra funcionários abrindo dezenas de novas covas no cemitério da Vila Formosa, na zona leste de São Paulo. Ele voltou a criticar medidas adotadas para estimular o isolamento social, como fechamento de comércio e escolas, por causa dos efeitos negativos na economia.

"Esse vírus é igual uma chuva, vai molhar 70% de vocês, certo? Isso ninguém contesta. Toda a nação vai ficar livre de pandemia quando 70% (da população) for infectado e conseguir os anticorpos. Ponto final", afirmou. Ele disse, contudo, que uma "pequena parte da população", os mais idosos, iriam "ter problema sério". "Sabemos que vai ter morte, ninguém nega isso."

08/04 - ‘40 dias’

Pela manhã, Bolsonaro fez postagens no Twitter defendendo o uso da cloroquina. “Há 40 dias venho falando do uso da hidroxicloroquina no tratamento da covid-19. Sempre busquei tratar da vida das pessoas em 1° lugar, mas também se preocupando em preservar empregos”, disse. “Cada vez mais o uso da cloroquina se apresenta como algo eficaz”, escreveu.

À noite, em seu quinto pronunciamento em rede nacional de rádio e TV em um mês, o presidente Jair Bolsonaro voltou a defender o amplo uso da cloroquina no combate à pandemia do coronavírus.

“Após ouvir médicos, pesquisadores e chefes de Estado de outros países, passei a divulgar, nos últimos 40 dias, a possibilidade de tratamento da doença desde sua fase inicial”, afirmou o presidente, citando o caso do médico Roberto Kalil Filho, diretor-geral do Centro de Cardiologia do Hospital Sírio-Libanês, que admitiu ter tomado o remédio para se tratar da doença. “Essa decisão poderá entrar para a história como tendo salvo milhares de vidas no Brasil. Nossos parabéns ao Dr. Kalil.”

09/04 - ‘Guerra ideológica’

O presidente afirmou que existe uma "guerra ideológica" em torno da discussão sobre o uso da cloroquina para o tratamento de pacientes com covid-19. “Isso é uma guerra ideológica em cima disso, guerra de poder. Se o pessoal me ajudasse um pouquinho, não me atrapalhasse - não estou me refiro a A, B ou C -, o Brasil ia embora”, disse o presidente para um grupo de apoiadores na saída do Palácio da Alvorada.

Bolsonaro voltou a mencionar o médico cardiologista Roberto Kalil Filho, que admitiu ter usado a droga em seu tratamento contra o novo coronavírus.  No pronunciamento da noite anterior, Bolsonaro já havia elogiado Kalil. Mas o próprio presidente lembrou que a droga não tem eficácia comprovada. “Tem médico que usa. Tá usando tem quase dois meses. A gente sabe que não está ainda comprovado cientificamente, mas...", disse sem completar a frase.

10/04 - ‘Direito constitucional de ir e vir’

Bolsonaro aproveitou o feriado da sexta-feira da Paixão para fazer um novo tour por Brasília, contrariando novamente as recomendações sanitárias de isolamento social para evitar a propagação do novo coronavírus.

Na saída de uma farmácia, o presidente afirmou: “Eu tenho o direito constitucional de ir e vir. Ninguém vai tolher minha liberdade de ir e vir. Ninguém.”

12/04 - ‘Começando a ir embora’

Durante uma celebração de Páscoa com líderes religiosos por videoconferência, Bolsonaro afirmou que o novo coronavírus "está começando a ir embora".

"Tenho dito desde o começo, há 40 dias. Temos dois problemas pela frente, o vírus e o desemprego. Quarenta dias depois, parece que está começando a ir embora a questão do vírus, mas está chegando e batendo forte o desemprego", declarou o presidente.

"Devemos lutar contra essas duas coisas (o vírus e o desemprego). Obviamente, sempre lutamos crendo, acreditando em Deus acima de tudo. Vamos vencer esses obstáculos. Não serão fáceis, mas chegaremos lá", completou.

14/04 - ‘Quem reabre o Brasil não sou eu’

O presidente queixou-se pelo fato de o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, ter garantido autonomia a governadores e prefeitos para decretar restrições à circulação durante a pandemia do novo coronavírus.

“Quem reabre o Brasil não sou eu, é governador e prefeito. Eu não tenho poder nenhum”, disse Bolsonaro, rindo, na portaria do Palácio da Alvorada. “O Supremo decidiu, ué, quer que eu faça o quê? O Supremo decidiu: quem fecha ou abre é governador e prefeito.”

17/04 - ‘Risco’

Bolsonaro afirmou que chegará o momento em que lhe darão razão sobre a melhor estratégia de combate ao coronavírus. Segundo ele, metade dos prefeitos defende a reabertura do comércio nas cidades, fechados para reduzir a circulação de pessoas e evitar a propagação da doença.

“Eu li uma matéria agora que 50% dos prefeitos já querem a abertura. Até pouco tempo atrás era quase 100% não queria. Daqui a pouco vai chegar do nosso lado e falar Bolsonaro tem razão”, declarou a apoiadores na saída do Palácio da Alvorada. O presidente, porém, não citou a fonte do dado. O Estado questionou a Secretaria de Comunicação da Presidência, que não havia respondido até a publicação desta notícia.

Depois, durante a posse do oncologista Nelson Teich como ministro da Saúde, o presidente voltou a defender abertura do comércio e fronteiras. “Essa briga de começar a abrir para o comércio é um risco que eu corro. Se agravar (a doença) vem ao meu colo. Agora, o que acredito, que muita gente está tendo consciência que tem de abrir”, disse Bolsonaro.

18/04 - ‘Não tem que se acovardar’

Bolsonaro voltou a defender o retorno do País à normalidade com a reabertura do comércio e aproveitou para tecer críticas a políticos e ao Supremo Tribunal Federal (STF). O chefe do Executivo parou para falar com apoiadores em frente à rampa do Palácio do Planalto e repetiu que são dois os problemas atuais: o novo coronavírus e o desemprego.

“Não tem que se acovardar com esse vírus na frente”, afirmou o presidente em live realizada em frente ao Palácio do Planalto e transmitida em sua página do Facebook. Ele ainda criticou governadores que adotaram medidas para fechar o comércio e restringir a circulação de pessoas como forma de incentivar o isolamento social. “Os Estados estão quebrados. Falta humildade para essas pessoas que estão bloqueando tudo de forma radical.”

20/04 - ‘Não sou coveiro, tá?’

O presidente Jair Bolsonaro afirmou que espera chegar ao fim da quarentena em razão do novo coronavírus já nesta semana. O presidente voltou a citar as medidas de isolamento social adotados por governadores e prefeitos como ações "excessivas" em alguns Estados e que "não atingiram seu objetivo".

"Dá para recuperar o Brasil ainda. Eu espero que essa seja a última semana dessa quarentena, dessa maneira de combater o vírus, todo mundo em casa. A massa não tem como ficar em casa, porque a geladeira está vazia", afirmou o presidente. 

À noite, ao responder à pergunta de um jornalista sobre o número de mortes por coronavírus no País, Bolsonaro afirmou que não é "coveiro". 

"Presidente, hoje tivemos mais de 300 mortes. Quantas mortes o senhor acha que...", perguntava um jornalista quando Bolsonaro o interrompeu."Ô, cara, quem fala de... Eu não sou coveiro, tá certo?", declarou o presidente. O repórter, então, tentou fazer novamente a pergunta. "Não sou coveiro, tá?", repetiu o presidente da República.

28/04 - ‘Quer que eu faça o quê?’

O presidente Bolsonaro afirmou que lamenta, mas não tem o que fazer em relação ao recorde de mortes registradas em 24 horas, com 474 óbitos, ultrapassando a China no número total de óbitos pelo novo coronavírus. “E daí? Lamento. Quer que eu faça o quê? Eu sou Messias, mas não faço milagre", disse Bolsonaro, em referência a seu segundo nome.

Momentos depois, na mesma entrevista, Bolsonaro disse se solidarizar com as famílias das vítimas. “Lamento a situação que nós atravessamos com o vírus. Nos solidarizamos com as famílias que perderam seus entes queridos, que a grande parte eram pessoas idosas”, disse. “Mas é a vida. Amanhã vou eu. Logicamente, a gente quer ter uma morte digna e deixar uma boa história para trás.”

29/04 - Não vão botar no meu colo’

O presidente afirmou que o governo federal fez "tudo que é possível ser feito" para conter a crise causada pela pandemia do coronavírus e que não pode ser responsabilizado pelas mais de 5 mil mortes no País. "Não vão botar no meu colo uma conta que não é minha", afirmou ao presidente ao deixar o Palácio da Alvorada. 

"A imprensa tem que perguntar para o (João) Doria por que mais pessoas estão perdendo a vida em São Paulo", disse Bolsonaro, destacando que o governo federal fez sua parte ao liberar recursos para a Saúde e destinar um benefício de R$ 600 a trabalhadores informais. "Não adianta a imprensa querer colocar na minha conta essas questões que não cabe a mim", disse. "O Supremo (Tribunal Federal) decidiu que quem decide essas questões (sobre restrição) são governadores e prefeitos."

13/05 - Exames negativos apresentados

Em maio, a defesa do presidente Jair Bolsonaro apresentou ao STF três exames mostrando que o chefe do Executivo não estava infectado pelo novo coronavírus na época dos testes. Os exames foram divulgados depois de o Estadão entrar com uma ação no STF.

19/05 - ‘Quem é de direita toma cloroquina, quem é de esquerda, Tubaína’

Em entrevista ao jornalista Magno Martins, o presidente Jair Bolsonaro brincou com o uso da cloroquina no combate ao coronavírus, alvo de divergências devido aos possíveis efeitos colaterais. "Quem é de direita toma cloroquina, quem é de esquerda, Tubaína", repetiu várias vezes ao fazer piada com o assunto.

Apesar de incentivar o uso do fármaco de forma irrestrita, Bolsonaro admitiu, na mesma entrevista, que o medicamento pode se mostrar ineficaz no futuro para o tratamento da covid-19, mas prefere arriscar até que haja resultados conclusivos.

20/05 - 'Ainda não existe comprovação científica'

O presidente admitiu que não há comprovação científica no uso de cloroquina para combater a covid-19. A declaração foi feita por meio de sua rede social.

"Ainda não existe comprovação científica, mas sendo monitorada e usada no Brasil e no mundo. Contudo, estamos em Guerra: 'Pior do que ser derrotado é a vergonha de não ter lutado'.Deus abençoe o nosso Brasil!", escreveu Jair Bolsonaro ao comentar o novo protocolo divulgado pelo Ministério da Saúde para a prescrição do remédio.

23/05 - ‘Não tem outro remédio’

Ao deixar o Palácio da Alvorada no sábado, 23 de maio, Bolsonaro foi questionado sobre o uso da cloroquina, o presidente afirmou que tem ouvido testemunho de muitas pessoas que o procuram para relatar o sucesso do medicamento no combate à covid-19 e que foram curadas.

"Até porque não tem outro remédio. É o que tem. Ou você toma cloroquina ou não tem nada. O que eu fico chateado também é que quem não quer tomar, não toma", afirmou Jair Bolsonaro.

02/06 - ‘Destino de todo mundo’

Na saída do Palácio da Alvorada, em uma terça-feira, o presidente disse que lamenta por todos os mortos, mas que esse é o destino de todo mundo. "A gente lamenta todos os mortos, mas é o destino de todo mundo", disse Jair Bolsonaro, após uma apoiadora pedir uma palavra de conforto para os "enlutados, que são inúmeros".

Na época, o Brasil havia registrado um novo recorde de mortes pelo novo coronavírus em 24 horas: 1.262 novos óbitos contabilizados, segundo dados atualizados pelo Ministério da Saúde. Com isso, o País ultrapassava a marca das 30 mil mortes.

09/06 - Número ‘limpo’

O presidente afirmou que quer o número “limpo” dos registros da covid-19 no Brasil. O governo se tornou alvo de críticas por mudar os critérios para a contagem dos óbitos. A divulgação passou a ser feita com base na data de ocorrência dos óbitos e não pela data de notificação, como vinha acontecendo desde o início da pandemia e critério usado por praticamente todos os países.

"Queremos o número limpo que sirva para prognóstico e não que apenas sirva para inflar e dar notícias em órgãos de imprensa. Cada Estado que mandar os números será trabalhado e divulgar. Não queremos números mentirosos que servem para inflacionar essa questão, e de manchete para o jornal. Esses números têm que servir para alguma coisa e não para dar manchete de jornal", disse Bolsonaro após reunião ministerial, no Palácio da Alvorada.

06/07 - Novo exame para saber se está com covid-19

Na segunda-feira, 6, o presidente Jair Bolsonaro realizou mais um exame para saber se está com covid-19. Segundo Secretaria de Comunicação, presidente apresentava bom estado de saúde. Mais cedo, a apoiadores, Bolsonaro afirmou que fez um exame nos pulmões durante a tarde e que estava “tudo limpo”.

De acordo com a CNN Brasil, o presidente relatou ter apresentado febre de 38ºC - um dos sintomas da doença - e declarou já estar tomando hidroxicloroquina, medicamento que não tem a eficácia comprovada contra a covid-19. O Estadão confirmou com fontes do Palácio do Planalto e do hospital que Bolsonaro teve febre.

No mesmo dia, o presidente fez um novo veto à lei das máscaras. Bolsonaro desobrigou a utilização da proteção nos presídios e unidades de cumprimento de medidas socioeducativas.

07/07 - Teste positivo

O presidente Jair Bolsonaro afirmou na terça-feira, 07 de julho, que está com covid-19. O presidente disse estar se sentindo bem após apresentar febre de 38ºC no dia anterior.

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