Dida Sampaio/Estadão
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Bolsonaro faz novo exame para detectar covid-19

Segundo Secretaria de Comunicação, presidente apresenta bom estado de saúde; resultado sairá nesta terça-feira, 7

Jussara Soares, O Estado de S.Paulo

06 de julho de 2020 | 19h24
Atualizado 06 de julho de 2020 | 22h08

BRASÍLIA - O presidente Jair Bolsonaro fez nesta segunda-feira, 6, mais um exame para saber se está com covid-19. Segundo a Secretaria Especial de Comunicação da Presidência, o teste foi feito em um hospital de Brasília e o resultado sairá nesta terça-feira, 7. "O presidente apresenta, nesse momento, bom estado de saúde e está em sua residência", informa nota, enviada na noite desta segunda-feira.

Mais cedo, a apoiadores, Bolsonaro afirmou que já tinha feito exame nos pulmões durante a tarde. "Eu vim agora do hospital, fiz uma 'chapa' de pulmão. Tá tudo limpo. Vou fazer exame do covid agora, mas tá tudo bem", afirmou ele, em frente ao Palácio da Alvorada. 

De acordo com a CNN Brasil, o presidente relatou ter apresentado febre de 38ºC - um dos sintomas da doença - e declarou já estar tomando hidroxicloroquina, medicamento que não tem a eficácia comprovada contra a covid-19. O exame no pulmão foi realizado no Hospital das Forças Armadas. O resultado é esperado para esta terça-feira, 7. O Estadão confirmou com fontes do Palácio do Planalto e do hospital que Bolsonaro teve febre. O presidente tem 65 anos e faz parte do grupo de risco da doença.

Mesmo admitindo a suspeita, o presidente parou para falar com o grupo que o aguardava voltar à residência oficial após o dia de trabalho. Bolsonaro usava máscara durante a conversa e pediu para que as pessoas não chegassem perto dele. "Não pode chegar muito perto não, tá. Recomendação para todo mundo."

A um apoiador que pediu para retirar a máscara para uma fotografia, o presidente primeiro concordou, mas depois disse ao homem que ele não havia autorizado. "Tirou porque quis", afirmou.

Segundo a agenda oficial, o presidente despachou durante todo o dia e esteve com seis ministros. Ele teve reuniões com Paulo Guedes (Economia), Braga Netto (Casa Civil), Augusto Heleno (Gabinete de Segurança Institucional), Luiz Eduardo Ramos (Secretaria de Governo), Jorge Oliveira (Secretaria-Geral) e Levi Mello (Advocacia-Geral da União).

A última agenda ocorreu às 16h40 com o secretário especial de Cultura, Mário Frias. Às 17h, houve a cerimônia de apresentação do Plano de Contingência para Pessoas com Deficiência e Doenças Raras com a ministra da Família, Mulher e Direitos Humanos, Damares Alves e a primeira-dama, Michelle Bolsonaro, mas o presidente não participou. Ele deixou o Planalto por volta das 17h40 e seguiu para o hospital.

O presidente, que já chamou a doença de "gripezinha" e disse ser resistente por ter "histórico de atleta", já havia realizado três testes para detectar a covid-19. Os exames foram feitos em março, após Bolsonaro voltar de viagem oficial aos Estados Unidos, onde se encontrou com o presidente Donald Trump. Pelo menos 23 pessoas da comitiva brasileira foram diagnosticadas pela doença.

Na ocasião, Bolsonaro anunciou que os resultados foram negativo, mas se recusou a mostrar os exames. Os documentos foram divulgados depois de o Estadão entrar com uma ação no Supremo Tribunal Federal (STF), para obrigar que informação fosse divulgada para a sociedade brasileira em nome do interesse público em torno da saúde do presidente.

Máscaras.  O presidente anunciou que fará novo exame no mesmo dia em que desobrigou o uso de máscaras em presídios. Na semana passada, Bolsonaro já havia vetado a obrigatoriedade da utilização do equipamento de proteção em comércios, igrejas e escolas. A medida havia sido aprovada pelo Congresso.

No fim de semana, o presidente apareceu sem máscaras em confraternização na embaixada dos Estados Unidos ao lado do embaixador americano, Todd Chapman, e abraçado ao ministro das Relações Exteriores, Ernesto Araújo. 

 

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