Política

Política

Veja como foi a entrevista com Joice Hasselmann na sabatina do Estadão

Ex-líder de Bolsonaro no Congresso, deputada do PSL foi entrevistada na série de sabatinas com candidatos à Prefeitura de SP nas eleições 2020

 

 

Candidata do PSL para disputar a Prefeitura de São Paulo nas eleições 2020, a deputada federal Joice Hasselmann foi a entrevistada desta quinta-feira, 22, da série de sabatinas do Estadão, com transmissão ao vivo pelo portal estadao.com.br a partir das 14h30. 

 

A ex-líder do governo de Jair Bolsonaro no Congresso Nacional concorre este ano ao lado do empresário Ivan Leão Sayeg, herdeiro da Casa Leão Joalheria. 

 

Em suas propagandas no horário eleitoral, a candidata reforçou o apoio à Operação Lava Jato, teceu críticas ao presidente e seus filhos e usou a personagem Miss Piggy, de Os Muppets, para fazer referência a ataques gordofóbicos que recebe nas redes sociais. 

 

Desde o rompimento com o governo, a parlamentar tem sido alvo de agressões de aliados de Bolsonaro nas redes sociais. Foi o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL-SP), filho do mandatário, que cunhou o apelido “Peppa” para a candidata. Na última pesquisa Ibope/Estadão/TV Globo, Joice aparece com 1% das intenções de voto. 

 

A sabatina desta quinta teve mediação da colunista do Estadão Eliane Cantanhêde e participação dos repórteres Pedro Venceslau e Tulio Kruse, ambos da equipe de Política do Estadão. A candidata também respondeu a perguntas enviadas por representantes da academia e de entidades da sociedade civil.

 

Já foram entrevistados Bruno Covas (PSDB), Guilherme Boulos (PSOL), Celso Russomanno (Republicanos), Arthur do Val (Patriota) e Filipe Sabará, horas antes de ser expulso pelo Novo.

 

A próxima candidata da série será Marina Helou (Rede). Abaixo, confira a ordem das entrevistas, definidas em sorteio que contou com a presença de representantes das campanhas.

 

Próximas sabatinas

Hoje - Joice Hasselmann (PSL)

23/10 - Marina Helou (Rede)

29/10 - Márcio França (PSB)

30/10 - Jilmar Tatto (PT)

03/11 - Orlando Silva (PCdoB)

04/11 - Andrea Matarazzo (PSD)

ACOMPANHE AO VIVO

Atualizar
  • 16h31

    22/10/2020

    'AUXÍLIO EMERGENCIAL É TENTATIVA DE COMPRA DE VOTO', DIZ JOICE

     

    Em sabatina, candidata do PSL em SP diz que Celso Russomanno "é a pior expressão do centrão" e que o presidente Bolsonaro faz "molecagem" ao tratar da vacina contra o coronavírus. Caso tenha perdido a transmissão ao vivo, veja os destaques da entrevista aqui.

     

    Foto: Reprodução

    Foto: Reprodução

  • 15h59

    22/10/2020

    O Estadão Verifica checou a sabatina de Joice Hasselmann (PSL). A candidata citou dados errados sobre pesquisas eleitorais e sobre o subsídio ao transporte público municipal. Veja o resultado aqui. 

  • 15h37

    22/10/2020

    Verifica: Joice afirmou que, em 2020, o subsídio para o transporte público será de R$ 4 bilhões, o que não é verdade. O valor citado pela candidata refere-se a uma estimativa da Prefeitura de São Paulo para este ano. Ainda em 2019, a Câmara de Vereadores havia aprovado R$ 2,25 bilhões para subsídios para 2020. Contudo, a queda na média de passageiros causada pela pandemia de covid-19 obrigou a Prefeitura a aumentar o seu repasse para as empresas de ônibus.

     

    Bruno Covas (PSDB) informou à Câmara que o aumento deve ser de R$ 1,5 bilhão, chegando a R$ 3,75 bilhões. Apesar disso, em agosto o  Tribunal de Contas do Município recomendou que a Prefeitura renegociasse os contratos com as empresas e estimou que o valor já estivesse em torno de R$ 4 bilhões.

     

    Já para 2021, o valor do subsídio está informado na Proposta de Lei Orçamentária, enviada por Bruno Covas em 30 de setembro deste ano. O prefeito estimou novamente o subsídio para os ônibus no valor de R$ 2,25 bilhões.

  • 15h36

    22/10/2020

    Eliane Cantanhêde encerra a sabatina com a candidata à prefeitura de São Paulo pelo PSL, Joice Hasselmann. 

     

    A entrevistada de amanhã será Marina Helou, candidata pela Rede. 

     

    Veja aqui a programação completa das sabatinas. 

  • 15h35

    22/10/2020

    Eliane: "O PSL concorre com candidatos em 13 capitais e até agora só tem chance de segundo turno em uma. O PSL tem sobrevida?"

     

    Joice: "Tem. Se tiver juízo, tem. E eu vou para o segundo turno. A campanha não acabou ainda."

  • 15h35

    22/10/2020

    Venceslau: "Quanto custa uma passagem de ônibus em São Paulo? Quantos quilômetros de ciclovia tem na cidade? Quantas secretarias e quantas autarquias?"

     

    Joice: "Passagem de ônibus: R$ 4,40. Ciclovia: não me lembro, gente. Mas eu vou ampliar. Secretarias vou diminuir, vou deixar umas 12. E autarquias também não me lembro."

  • 15h33

    22/10/2020

    Kruse: "A senhora ficou conhecida por denunciar o gabinete do ódio na CPI das Fake News. Em abril, veio a público um áudio em que a senhora pede a assessores para 'falar com a turma para fazer perfis' num contexto de rebater milícias digitais. A senhora reconheceu a autenticidade desse áudio e, mais recentemente, dois ex-funcionários de seu gabinete disseram em entrevista que a equipe era obrigada a produzir fake news contra bolsonaristas. A senhora quer esclarecer esse episódio? Isso é verdade?"

     

    Joice: "Uma parte é verdade, uma parte é mentira. No dia da CPI das Fake News, foi armado todo um esquema de ataque contra mim. Inclusive, consegui uma senha de um dos grupos do gabinete do ódio. Eu tirei print das conversas, levei para a CPI, e eu soube de ataques que eles fariam de maneira coordenada durante aquele momento, e mostrei mapeamento dos ataques. Eram robôs, robôs, robôs. Eu, desesperada, falei para o meu pessoal -'gente, pede aí para a turma que me defende entrar nas redes e me defender nas redes', porque eu estava sendo massacrada. Essa é a parte verdadeira. A outra parte foi uma malandragem de dois ex-funcionários safados que eu demiti. Inclusive, um deles eu estava com suspeita de enriquecimento ilícito em cima dele. Essa figura disse 'olha, meu celular sumiu'. Eu já estava entendendo o golpezinho, porque eles estavam dentro do meu gabinete, usando os computadores para produzir provas falsas, e um dos meus funcionários pegou. Foi uma armação governista."

  • 15h29

    22/10/2020

    Eliane: "Eu acho curioso que todos os ataques são do centro para a direita. Não ouço a senhora falar da esquerda. É uma estratégia?"

     

    Joice: "Não. No meu vídeo de lançamento da candidatura, eu disse que o Guilherme Boulos (PSOL), que é apoiado por um ex-presidiário, vai virar presidiário na primeira invasão que organizar."

  • 15h28

    22/10/2020

    Venceslau: "A senhora não acha que adotou um tom agressivo, e até às vezes violento, nessa campanha?"

     

    Joice: "Eu chamei, sim, o Márcio França (PSB) de gângster e ele foi à justiça para retirar o meu vídeo do ar e a justiça deixou o meu vídeo no ar. A forma como o França atua na política, e foi isso que me fez apoiar em 2018 o então governador... Não foi a proposta do governador, mas a forma como ele (França) tentou me levar para ele. Quando eu falo que ele foi um gângster, ele foi um gângster, e eu tenho testemunha. Eu não admito esse tipo de coisa. Quando eu falo dos meninos, não é uma crítica, é porque eles são novos. A questão não é a boa vontade apenas. Eu confio no caráter tanto do Arthur (do Val) quanto do Filipe (Sabará). Vai ter que se enfrentar muita máfia aqui dentro, e não acredito que haja força pela história para que eles consigam fazer isso. É até um jeito de proteger, quando digo que eles são meninos. O Russomanno é tudo que São Paulo não precisa. É o anti-empreendedor, é o que fica enchendo a paciência dos empreendedores naquele programa. Quando eu chamei o Bruno Covas de 'surfista de enchente', é porque com 38 dias que ele assumiu a Prefeitura, ele viajou. Largou tudo aqui e foi tirar férias. Eu preciso mostrar para as pessoas quem são os concorrentes. Ou a gente muda ou é o caos. A gente vai pegar a Prefeitura no pós-pandemia."

  • 15h25

    22/10/2020

    Eliane: "O seu partido foi acusado e é investigado por ter usado a nova lei das candidaturas femininas nas eleições de 2018 com candidatas laranjas. Como isso está sendo fiscalizado e como a senhora age em relação a isso?"

     

    Joice: "Eu defendo desde sempre o afastamento desse ministro do PSL, do Turismo. Inclusive, tem muita gente que torce o nariz comigo por causa disso. Até hoje eu me pergunto: 'por que o presidente da República que sempre fala de corrupção mantém aquele ministro lá?' Eu sei é que tem muita fumaça para não ter fogo. Em relação a Pernambuco, eu tive uma conversa olho no olho com o (Luciano) Bivar. Ele me garantiu que não teve nenhuma irregularidade. A melhor forma de você provar inocência é com investigação. Agora, com o Marcelo Álvaro (Antônio)? Eu não colocaria esse dedinho no fogo. Se fosse eu que decidisse, ele tava demitido há muito tempo."

  • 15h24

    22/10/2020

    No ano passado, Joice foi uma das entrevistadas da série “Deixa Ela”, do Estadão, em episódio sobre mulheres na política. Assista aqui.

  • 15h22

    22/10/2020

    Eliane pergunta à candidata sobre violência doméstica. A pergunta foi enviada por Fernanda Cruz, pesquisadora do Núcleo de Estudos da Violência da USP.

     

    Joice: "O maior problema, que eu vejo, para a mulher vítima de violência, é o seguinte. E eu vi isso na infância, meu pai era um agressor. A mulher precisa ter um teto para ela e para os filhos. Dentro das propostas que eu estou colocando para essa área é um voucher-aluguel para esta mulher que passou por uma situação de violência. Eu gostaria que esse valor fosse de um ano, mas estou fazendo a conta e pelo menos seis meses eu garanto."

  • 15h20

    22/10/2020

    Kruse: "Está em discussão na Câmara um projeto de renda básica universal. O que a senhora acha desse programa de transferência de renda?"

     

    Joice: "O que está acontecendo nesse momento é uma tentativa de compra de voto. Não é por bondade, pelo coração enorme do prefeito que eles tão discutindo isso na Câmara. Aos 48 do segundo tempo, na boca da eleição, vem aí essa ideia brilhante. Eu não sou contra o auxílio emergencial, votei a favor do auxílio de R$ 600 em Brasília e briguei por ele quando o governo queria R$ 200. A gente conseguiu R$ 600. Agora, a gente tem que pensar o seguinte: o dinheiro vai sair de onde? Eu quero transformar pessoas que estão desempregadas em empreendedores. Por isso, criei o Pronto Socorro do Emprego, o Banco da Mulher. Eu quero fazer com que as pessoas andem com as próprias pernas. Os programas sociais têm que ter porta de entrada e porta de saída. Isso eu defendia dentro do governo em relação ao Bolsa Família. Eu dizia para o presidente: 'A gente tem que dar oportunidade para essas pessoas, a gente tem que qualificar essas pessoas, mapear o Brasil para ver qual é a especificidade de cada região'. Eu levei projetos prontos, que foram rasgados. Era só colocar em prática. Eu quero transformar pessoas em empreendedores."

  • 15h18

    22/10/2020

    Verifica: A candidata afirmou que, nas últimas seis eleições, as pesquisas de opinião pública “erraram em tudo” e que, segundo os levantamentos, Doria, Witzel, Bolsonaro e Zema não seriam eleitos. Isso não é verdade.

     

    Ao contrário do que foi afirmado por Joice, as pesquisas de intenção de voto em 2018, de Ibope e Datafolha, sempre indicaram que Jair Bolsonaro estaria no segundo turno das eleições presidenciais. Nas primeiras pesquisas, no fim de agosto, o então candidato do PSL estava atrás apenas de Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

     

    Após o indeferimento da candidatura de Lula, substituído por Fernando Haddad (PT), Bolsonaro liderou todas as pesquisas até a realização do primeiro turno, em 7 de outubro de 2018. O mesmo aconteceu ao longo do segundo turno, contra o petista.

     

    Atual governador de São Paulo, João Doria (PSDB) também liderou as pesquisas de Ibope e Datafolha em toda a campanha do primeiro turno. No segundo, chegou a ficar empatado nas intenções de voto com Márcio França (PSB), mas nunca esteve atrás do adversário.

     

    Wilson Witzel (PSC), por sua vez, nunca esteve entre os primeiros das pesquisas de intenções de voto no primeiro turno da eleição para governador no Rio de Janeiro. Porém, no domingo da votação do primeiro turno, uma pesquisa Ibope de boca de urna mostrou que o candidato tinha disparado e iria ao segundo turno. Na segunda rodada de votação, Datafolha e Ibope indicaram o favoritismo de Witzel na disputa com Eduardo Paes (DEM).

     

    Em Minas Gerais, Romeu Zema (Novo) também não era cotado para ir ao segundo turno, de acordo com as pesquisas de Ibope e Datafolha no primeiro mês de campanha. Na última pesquisa do Ibope antes da eleição, no entanto, Zema estava em empate técnico com Fernando Pimentel (PT) na disputa pelo segundo lugar. No segundo turno, o atual governador mineiro teve larga vantagem sobre Antonio Anastasia (PSDB) nas intenções de voto.

  • 15h17

    22/10/2020

    Joice: "Eu acho que o presidente erra tanto quanto errou no começo da pandemia. Depois, ele acertou na questão econômica, e aí errou o governador. E errou o prefeito, que ajudaram a quebrar São Paulo."

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.