JF Diorio/ Estadão
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Eleições 2018: conheça os pré-candidatos à Presidência da República

Bolsonaro, Ciro Gomes, Geraldo Alckmin, Marina Silva; confira levantamento atual do Estadão e saiba quais são os prováveis candidatos a presidente do Brasil este ano

Igor Moraes e Rubens Anater, especiais para, O Estado de S.Paulo

07 Junho 2018 | 10h02

A quatro meses das eleições 2018, a movimentação dentro dos partidos segue intensa para definir quais serão os nomes dessa disputa. Veja abaixo uma lista de pré-candidatos à Presidência que já despontaram e de prováveis candidatos que ainda tentam emplacar na preferência dos partidos e eleitores.

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Lula (PT)

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, condenado e preso pela Operação Lava Jato, segue apontado pelos líderes do PT como nome do partido para a disputa eleitoral. O petista está virtualmente inelegível pela Lei da Ficha Limpa, mas só pode ter a candidatura oficialmente negada após o registro da mesma na Justiça Eleitoral, o que deve acontecer até 15 de agosto.

Na última pesquisa presidencial do Datafolha, Lula figura na liderança das intenções de voto para presidente do Brasil. Apesar disso e do discurso público de manutenção da candidatura, setores influentes do PT defendem a realização de pesquisas sobre os cenários no caso do ex-presidente ser impedido de disputar as eleições 2018. A intenção é identificar qual é o perfil preferido pelos eleitores, testar outros nomes e medir a capacidade de transferência de votos de Lula.

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Jair Bolsonaro (PSL)

No sétimo mandato como deputado federal, Jair Bolsonaro é um dos nomes mais fortes entre os pré-candidatos à Presidência. O capitão da reserva do Exército figura em segundo lugar nos cenários com Lula e lidera levantamentos sem o petista.

Além de eventuais problemas na Justiça - o parlamentar foi denunciado ao STF pela PGR por racismo praticado contra quilombolas, indígenas, refugiados, mulheres e LGBTs -, Bolsonaro tem de enfrentar outro desafio neste momento pré-campanha: encontrar um vice para sua chapa. Nome desejado pelo deputado, o senador Magno Malta (PR-ES) anunciou que não entrará na corrida pelo Planalto e deve se candidatar à reeleição no Congresso.

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Marina Silva (Rede)

A ex-senadora e ex-ministra do Meio Ambiente é nome praticamente certo entre os candidatos à Presidência. Terceira colocada em 2014, quando recebeu cerca de 20 milhões de votos, Marina Silva também ocupa a terceira posição nas pesquisas com Lula para as eleições 2018 e, sem a presença do petista, figurou em segundo lugar no último levantamento do Datafolha. A fundadora do partido Rede Sustentabilidade ainda é apontada como uma provável “herdeira” de parte dos votos de Lula, se a candidatura do petista não for autorizada pela Justiça Eleitoral.

Na articulação política para a chapa que entrará na corrida presidencial em outubro, emissários de Marina começaram a sondar políticos de outros partidos. Um dos cogitados pela Rede para ser candidato a vice é o de Roberto Freire, ex-ministro da Cultura e presidente nacional do PPS. O nome de Freire foi elogiado por Marina, mas a pré-candidata disse que não conversou com ele

Marina também já declarou buscaria legendas que formaram sua coligação na candidatura de 2014 (PPS, PSB, PHS, PRP, PSL e PPL). Sem alianças, ele ficaria com cerca de 10 segundos de propaganda na televisão na campanha das eleições 2018.

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Ciro Gomes (PDT)

O ex-governador do Ceará é outro dos prováveis candidatos que pode ver seu eleitorado crescer com o impedimento de Lula. A expectativa do PDT é que Ciro Gomes também herde votos do petista, principalmente no Nordeste. Atualmente filiado ao sétimo partido de sua carreira, já foi ministro da Fazenda nos governos de Itamar Franco e FHC, ministro da Integração Nacional de Lula e disputou a Presidência da República em 1998 e 2002.

De acordo com Cid Gomes, irmão de Ciro, a prioridade do PDT neste momento é conseguir o apoio do PSB para as eleições 2018. Recentemente, ele também se reuniu com o presidente da Câmara e pré-candidato do DEM, Rodrigo Maia.

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Geraldo Alckmin (PSDB)

Geraldo Alckmin deixou o Governo de São Paulo no início de abril para se dedicar à disputa presidencial. As pesquisas de intenção de voto, no entanto, ainda não empolgam os tucanos. 

Por conta da dificuldade de melhorar seus números, Alckmin segue pressionado por aliados. Líder do PPS, sigla que apoia o PSDB na corrida presidencial, o senador Cristovam Buarque já manifestou preocupação com a viabilidade eleitoral do ex-governador paulista. Para tentar melhorar seu desempenho e unir as forças de centro em torno de seu nome, Alckmin escalou recentemente o ex-governador de Goiás, Marconi Perillo, para a coordenação política de sua campanha.

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Aldo Rebelo (SD)

Aldo Rebelo deixou o PSB após a filiação do ex-ministro do Supremo Joaquim Barbosa, entrou para o Solidariedade e, logo em seguida, foi oficializado como pré-candidato à Presidência da República pelo novo partido.

Recentemente, Rebelo descartou anúncios de alianças com outros partidos antes do término da Copa do Mundo.

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Manuela D’Ávila (PCdoB)

PCdoB oficializou, em novembro do ano passado, a deputada estadual gaúcha Manuela D’Ávila como a pré-candidata do partido à Presidência. Apoiador tradicional do PT, esta é a primeira vez que o partido lança um nome próprio para a disputa presidencial desde o fim do regime militar.

Apesar de já ter afirmado que poderia abrir mão da candidatura na eventual união das forças de esquerda, Manuela disse recentemente que não vê motivos para deixar a disputa.

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Guilherme Boulos (PSOL)

Outro representante da esquerda, Guilherme Boulos é o pré-candidato do PSOL para a eleição presidencial. Apesar da atuação e das declarações em defesa do ex-presidente Lula, o líder do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST) já declarou em entrevista ao Estado que não acredita em uma eventual “união da esquerda” em torno de um só nome no primeiro turno das eleições 2018 e, recentemente, defendeu a diversidade de candidaturas.

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Álvaro Dias (PODEMOS)

Ex-PSDB e Partido Verde, Álvaro Dias é o pré-candidato do Podemos para o Planalto nas eleições 2018. Senador eleito com 77% dos votos do Paraná na última eleição, ele conta com o ex-ministro da Fazenda Pedro Malan entre seus conselheiros.

Recentemente, Dias declarou acreditar que apenas duas candidaturas de centro deverão sobreviver até o início da corrida eleitoral, mas descartou desistir de participar do pleito.

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​Rodrigo Maia (DEM)

Com números tímidos de intenção de voto nas pesquisas eleitorais, o presidente da Câmara dos Deputados Rodrigo Maia é o pré-candidato do DEM para presidente do Brasil.

No quinto mandato consecutivo como deputado federal, Maia, no entanto, já admite desistir da disputa presidencial em conversas com aliados e passou a trabalhar por apoio para se reeleger na Presidência da Câmara dos Deputados na próxima legislatura.

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Josué Gomes (PR)

Dono da Coteminas e filho do ex-vice-presidente José Alencar, Josué Gomes deixou o MDB em abril para se filiar ao PR. No final de maio, o empresário se colocou a disposição do novo partido para ser candidato nas eleições 2018, mas afirmou que uma eventual candidatura tem de surgir de forma “natural”. "Qual brasileiro não ficaria honrado de ser presidente da República ou de disputar a Presidência? Acho que todos. Mas não se trata disso. Isso não é uma pretensão pessoal. Não pode ser encarado dessa maneira", disse.

Josué Gomes também é cogitado como vice em chapas encabeçadas por nomes de outros partidos. O empresário já elogiou as pré-candidaturas de Henrique Meirelles, Rodrigo Maia e Flávio Rocha. Outra possibilidade é compor a chapa do pré-candidato do PDT, Ciro Gomes, o qual afirmou em entrevista ao Estado que já convidou Josué Gomes para ser seu vice. Até o momento, a única aliança descartada pelo empresário é com o deputado federal Jair Bolsonaro.

João Amoêdo (Novo)

O empresário João Amoêdo é o pré-candidato do Partido Novo para a Presidência da República. Com passagens por Unibanco e Itaú-BBA, Amoêdo defende a imediata privatização das empresas estatais brasileiras, mas rejeita o rótulo de “candidato do mercado financeiro”.

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Flávio Rocha (PRB)

Dono das lojas Riachuelo, Flávio Rocha é pré-candidato pelo PRB e se apresenta como um liberal na economia, reformista, privatista e conservador nos costumes. Com uma fortuna avaliada em US$ 1,3 bilhão, o empresário já figurou na revista Forbes como o 39.º homem mais rico do Brasil.

Apesar dos números tímidos de intenção de voto nas pesquisas eleitorais realizadas até o momento, Rocha descarta desistir da candidatura e acredita que a campanha pode lhe dar a oportunidade de conquistar o eleitorado.

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Henrique Meirelles (MDB)

O ex-ministro da Fazenda Henrique Meirelles é o pré-candidato do MDB para a corrida presidencial. As especulações que cogitavam a possibilidade de candidatura de Michel Temer foram afastadas depois que o atual presidente anunciou em discurso que desistiu de disputar um novo mandato. Para se tornar efetivamente candidato, Meirelles ainda terá de ser aprovado pela convenção do MDB, que será realizada em julho.

Recentemente, o Meirelles definiu o economista José Márcio Camargo como o coordenador econômico de sua pré-campanha.

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Fernando Collor (PTC)

Eleito presidente em 1989, o senador Fernando Collor é um dos pré-candidatos para as eleições 2018. No discurso realizado no Congresso Nacional para anunciar sua intenção de voltar ao Planalto, Collor disse ter a “experiência, a coragem, o equilíbrio e maturidade” necessárias para comandar o País. A candidatura, no entanto, também é interpretada como uma estratégia para garantir a sobrevivência de seu partido, o nanico PTC.

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Paulo Rabello de Castro (PSC)

Ex-presidente do BNDES, Paulo Rabello de Castro deixou o cargo para ser candidato à Presidência. O executivo era filiado ao Partido Novo, mas deixou a sigla em outubro para se integrar ao PSC. Com carreira no mercado financeira, Castro é um dos nomes mais desconhecidos na atual lista de candidatos.

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Levy Fidelix (PRTB)

Candidato a presidente do Brasil em 2010 e 2014, Levy Fidelix deverá ser novamente o representante do PRTB na corrida presidencial das eleições 2018. No último pleito, Fidelix recebeu 446.708 votos, o equivalente a 0,46% do eleitorado brasileiro. Entre as principais propostas do pré-candidato estão a isenção de impostos para medicamentos e itens da cesta básica, a flexibilização do Estatuto do Desarmamento e a criação de “navios-presídios”.

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PSB

O ex-presidente do STF Joaquim Barbosa se filiou ao PSB dentro do prazo legal exigido pela Justiça Eleitoral e criou muita expectativa sobre sua participação nas eleições 2018. No entanto, depois de algum suspense, anunciou que não será candidato a presidente.

De acordo com Carlos Siqueira, presidente do PSB, com a retirada de Barbosa a sigla não lançará um candidato próprio e deverá decidir até o fim de junho se fará ou não uma aliança formal com outro pré-candidato. O apoio do partido é disputado por PT, Ciro Gomes e Marina Silva.

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Calendário dos candidatos a presidente

De acordo com os prazos determinados pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), os partidos devem realizar entre os dias 20 de julho e 5 de agosto as convenções para escolha dos candidatos a presidente e vice-presidente da República, governador e vice-governador, senador e respectivos suplentes, deputado federal e deputado estadual.

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Os pedidos de candidatura devem ser enviados para a Justiça Eleitoral até o dia 15 de agosto. Os requerimentos serão julgados até o dia 17 de setembro.

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