Sergio Lima/AFP
Sergio Lima/AFP

Marina Silva é oficializada candidata à Presidência da República pela Rede

Aliados afirmam que presidenciável precisa afinar discurso e evitar expressões como 'vamos debater'; vice será Eduardo Jorge (PV)

Mariana Haubert e Marianna Holanda, O Estado de S.Paulo

04 Agosto 2018 | 12h01

Pela terceira vez na disputa à Presidência da República, Marina Silva foi oficializada neste sábado, 4, como postulante ao cargo nas eleições 2018 em convenção nacional da Rede, realizada em Brasília. A votação do partido foi feita por aclamação. 

AO VIVO - Marina Silva é entrevistada em sabatina Estadão-Faap

Marina chegou ao evento acompanhada por seu vice, o ex-deputado Eduardo Jorge, do PV. A coligação entre os dois partidos, chamada "Unidos para transformar o Brasil", enfrentará o desafio de conseguir levar a campanha aos eleitores já que terá apenas 15 segundos em cada bloco da propaganda eleitoral na televisão. 

Aliados de Marina disseram neste sábado que ela precisa afinar o discurso e evitar expressões vagas como "vamos debater" ou "vamos analisar" para convencer o eleitor de que suas propostas existem e são concretas.  

Ao chegar à convenção, Marina foi recebida por apoiadores, como o governador do Distrito Federal, Rodrigo Rollemberg (PSB), e correligionários. Ao ser anunciada publicamente, Marina recebeu uma salva de palmas. 

A convenção tem como apresentador o ator Marcos Palmeira, que é filiado à Rede e chegou a ser cotado como vice de Marina. No início do evento, o Hino Nacional foi tocado em ritmo de forró e grupos culturais se apresentaram. Um grupo de mulheres cantou "mulher rendeira" para Marina, que se levantou e dançou com elas.

Esta é a terceira eleição presidencial disputada por Marina. Nas últimas pesquisas de intenção de voto, Marina oscila entre a segunda e a terceira posição, dependendo do cenário avaliado, com ou sem o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Ela fica atrás de Jair Bolsonaro, candidato à Presidência pelo PSL.

A convenção da Rede, primeira nacional desde que o partido foi criado em 2015, ocorre em ritmo de festa, com duas apresentações musicais - uma de mulheres rendeiras e outro de hip hop. O “espetáculo” deste sábado, como os marineiros estão chamando, contou com uma fala pastor Levy Araujo, defendendo Estado laico, Celia Sacramento, negra militante e vice de Eduardo Jorge em 2014, que falou em defesa de cotas, e liderança indígena Joenia Wapixana, que leu uma carta dos povos indígenas da Raposa Serra do Sol manifestando apoio à candidata.

Durante os discursos, aliados da candidata da Rede destacaram o currículo ficha limpa de Marina. “A militância do PV e da Rede vão com a cabeça erguida pra rua, porque aqui não tem ninguém na Lava Jato, não tem nenhum bandido. É um novo país que está emergindo, Brasil de cara limpa, que vê a diversidade", afirmou Pedro Ivo Batista, porta-voz da Rede.

"Fizeram a Lava Jato, agora vamos pedir à população que faça o Lava Voto", endossou o deputado distrital Chico Leite, candidato da Rede no Distrito Federal ao Senado.

Neste ano, a narrativa da campanha de Marina continua apostando no desgaste da política tradicional, agora mais latente que há quatro anos. Aliados de Marina disseram que ela terá como desafio afinar o discurso e evitar expressões vagas como "vamos debater" ou "vamos analisar" para convencer o eleitor de que suas propostas existem e são concretas.  

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