Checamos a sabatina de Marina Helou no Estadão: veja o resultado
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Checamos a sabatina de Marina Helou no Estadão: veja o resultado

Candidata à Prefeitura de São Paulo pela Rede citou dados corretos sobre a fila de creches e o tratamento de esgoto na capital

Alessandra Monnerat, Pedro Prata, Tiago Aguiar e Guilherme Bianchini, especial para o Estadão

23 de outubro de 2020 | 15h57

Estadão Verifica checou as declarações da deputada estadual Marina Helou, candidata à Prefeitura de São Paulo pela Rede, durante sabatina do Estadão nesta sexta-feira, 23. Ela acertou ao citar dados sobre a fila de creches e o tratamento de esgoto na capital. Veja o resultado abaixo.

A candidata à Prefeitura de São Paulo pela Rede, Marina Helou, durante sabatina do Estadão. Foto: Reprodução

“Temos um déficit em torno de 20 a 30 mil de crianças esperando por creche por causa da pandemia”.

A informação é verdadeira. O relatório de demanda escolar publicado em junho de 2020 pela Secretaria Municipal de Educação mostra que faltavam 22.732 vagas em creches. Esse número é muito maior do que o registrado em dezembro de 2019, quando a fila havia sido reduzida para 9.670.

“Ainda que polêmico (o projeto de redução da velocidade nas Marginais), tivemos redução do número de mortes, do número de acidentes e teve melhoria no fluxo de automóveis”.

A redução da velocidade nas Marginais foi implantada em julho de 2015. Nos dois primeiros meses da medida, o congestionamento reduziu 8% segundo a CET, mas especialistas afirmaram que a queda nos congestionamentos poderia estar relacionado com o enfraquecimento da atividade econômica.

Em todo o ano de 2016, a Companhia de Engenharia de Tráfego registrou redução de 54% no número de mortes por acidente de trânsito nas Marginais do Tietê e do Pinheiros. O total de acidentes com vítimas também caiu de 740 para 460 no mesmo período.

A decisão acabou revogada em janeiro de 2017, ano em que João Doria assumiu a Prefeitura. Naquele ano, o numero de mortes aumentou 23% nas Marginais. Sobre o índice de congestionamentos, a tendência de queda se manteve. Especialistas disseram ao Estadão que ele pode ser explicado pelo aumento no número de fiscais nas marginais e a redução da atividade econômica.

“O Brasil é um dos cinco países mais violentos do mundo para ser criança”.

De acordo com um relatório publicado em 2017 pela Unicef, o Brasil tinha a quinta maior taxa de homicídio de adolescentes de 10 a 19 anos no mundo (excluindo nações em conflito). Todos os países citados como mais violentos para essa faixa etária estão na América Latina: Venezuela (96,7 mortes para cada 100 mil pessoas da mesma idade), Colômbia (70,7), El Salvador (65,5), Honduras (64,9) e Brasil (59).

Documento

Considerando também os países em conflito armado, o ranking dos mais violentos é formado por: Síria (327,4 mortes a cada 100 mil meninos), Iraque (122,6), Afeganistão (49,4), Sudão do Sul (29) e República Centro-africana (18,9). Levando em conta apenas as mortes violentas de meninas, as maiores taxas são na Síria (224,1), Iraque (84), Afeganistão (34,2) Sudão do Sul (15,9) e Somália (10,1).

“No Senado, até 2016, não tinha banheiro feminino”.

Até dezembro de 2015, o banheiro usado pelas parlamentares mulheres ficava no restaurante anexo ao Plenário. Esse banheiro feminino estava disponível desde 1979, quando foi eleita a primeira senadora mulher do País, Eunice Michilis. Apenas 36 anos depois a bancada feminina conquistou o direito a um banheiro no Plenário.

“É inadmissível quase 40% da nossa coleta de esgoto não ser tratada”.

A informação também está correta. De acordo com dados compilados pela Iniciativa Trata Brasil, a cidade de São Paulo trata 64,7% de seu esgoto. Este número cai para 54,4% quando se considera a Região Metropolitana.

A parcela da população que não possui coleta de esgoto na capital é de 3,7%.

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