Checamos a sabatina de Filipe Sabará no Estadão: veja o resultado
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Checamos a sabatina de Filipe Sabará no Estadão: veja o resultado

Candidato do Novo à Prefeitura de São Paulo errou o valor da passagem de ônibus e os nomes das autarquias municipais

Alessandra Monnerat, Pedro Prata, Tiago Aguiar e Guilherme Bianchini, especial para o Estadão

21 de outubro de 2020 | 16h13

Candidato do Novo à Prefeitura de São Paulo, Filipe Sabará respondeu a perguntas dos jornalistas do Estadão nesta quarta-feira, 21, como parte da série de sabatinas do jornal. Ele errou o preço da passagem de ônibus na capital e os nomes das autarquias municipais. Veja o resultado da checagem do Estadão Verifica.

Filipe Sabará durante sabatina do Estadão. Foto: Reprodução

“Não existem irregularidades no meu currículo, cursei quatro faculdades e me formei em uma”.

Filipe Sabará afirmou que não existem irregularidades em seu currículo. No entanto, este foi o argumento utilizado pelo Partido Novo para proibi-lo de fazer campanha pela sigla. Ele também é alvo de um processo da Comissão de Ética Partidária da sigla pelo mesmo motivo.

A questão foi parar na Justiça Eleitoral, que decidiu no último dia 18 que o candidato não feriu as regras do partido. No entanto, a decisão não validou as informações fornecidas no currículo de Sabará. O juiz Marco Antonio Martin Vargas, da 1ª Zona Eleitoral de São Paulo, disse que “não é possível saber qual currículo foi apresentado”, uma vez que as duas partes enviaram currículos diferentes.

Apesar disso, sobre o curso de graduação em Marketing, o magistrado falou que “o candidato apresentou diploma devidamente assinado pelas partes e histórico escolar, elementos de convicção que se revelaram hábeis para suprimir os indícios de fraude”. Já sobre ele ter dito que possuiria diploma de pós-graduação em gestão de cidades, afirmou que a defesa de Sabará nega que ele tenha declarado a realização do curso e que isso deve ser alvo de investigação pelo partido.

Por fim, o magistrado considerou que a questão tratava de controvérsias internas do partido, que podem e devem ser resolvidas pelos diretórios regional ou nacional. Sabará já estava em campanha, uma vez que decisão liminar do Tribunal Superior Eleitoral lhe concedeu a autorização.

Documento

“O juiz do TRE já deu ganho de causa a meu favor (sobre a candidatura)“.

O juiz Marco Antonio Martin Vargas, da 1ª Zona Eleitoral, deferiu o pedido de registro de candidatura de Filipe Tomazelli Sabará ao cargo de prefeito sob o número 30. A decisão foi proferida em 18 de outubro de 2020 e já recebeu um recurso nesta terça-feira, 20. O recurso aguarda julgamento.

No site do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), a candidatura de Filipe Sabará aparece como “apta”.

“Minas Gerais tem menos mortes (por covid-19), porque o Zema fez hospitais de UTI, hospitais de campanha”.

Minas Gerais não é o Estado com menos mortes por covid-19: de acordo com o Ministério da Saúde, foram 8.483 óbitos em Minas, número que só é menor que os registrados em São Paulo, Rio de Janeiro, Ceará e Pernambuco. 

Por outro lado, a mortalidade por coronavírus em Minas Gerais (número de pessoas que morreram em decorrência da doença a cada 100 mil habitantes) é de 40,1, a menor do País. Santa Catarina (41,7), Paraná (43,7) e Rio Grande do Sul (47,9) têm taxas de mortalidade semelhantes.

“O preço da passagem de ônibus é R$ 3,30, foi aumentado para R$ 3,70”.

O candidato errou o preço da passagem de ônibus. Segundo a SPTrans, a tarifa em dinheiro em 2020 é de R$ 4,40.

“E [sobre o número total de] autarquias não existe transparência de quantas existem. Nossa própria equipe de plano de governo não conseguiu – e eu fui secretário e eu até hoje não sei exatamente. Não estão no Portal de Transparência todas as autarquias. Mas as mais famosas que a gente conhece aqui: a COHAB, a SPTuris – que também não serve pra nada – que é a empresa de turismo que infelizmente não fomenta o turismo, tem a CET e tem outras empresas, as autarquias da saúde, e tem outras autarquias que não servem pra nada, a própria Autarquia do Trabalho aqui não serve pra nada.”

A Prefeitura de São Paulo tem cinco autarquias, 12 empresas e duas fundações.  

Chamadas de “entidades da administração indireta”, os dados financeiros sobre todos estes órgãos estão disponíveis no Portal da Transparência da Prefeitura. A Companhia Metropolitana de Habitação de São Paulo (COHAB), a Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) e a São Paulo Turismo, citadas pelo candidato, são empresas estatais. A CET possui economia mista, com capital majoritário da Prefeitura.

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