Checamos a sabatina de Guilherme Boulos no Estadão: veja o resultado
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Checamos a sabatina de Guilherme Boulos no Estadão: veja o resultado

Candidato do PSOL acertou ao citar dados sobre o orçamento municipal e o acesso a equipamentos culturais

Alessandra Monnerat, Pedro Prata e Tiago Aguiar

16 de outubro de 2020 | 16h04

O candidato do PSOL Guilherme Boulos respondeu a perguntas dos jornalistas do Estadão na série de sabatinas com os postulantes a prefeito de São Paulo. Boulos acertou ao citar dados sobre o orçamento, o acesso a equipamentos culturais e a gestão de Luiza Erundina, sua candidata a vice, na Prefeitura. Veja o resultado da checagem.

O candidato do PSOL, Guilherme Boulos, durante sabatina do Estadão. Foto: Reprodução

“São Paulo tinha até 1988 sete hospitais municipais. Erundina fez mais seis, todos na periferia da cidade”.

De fato, durante o período em que esteve à frente da Prefeitura (1989-1993), Erundina inaugurou seis hospitais. O site da Prefeitura não informa o início de construção das obras. No entanto, nem todas as unidades hospitalares inauguradas ficam na periferia, como disse Boulos — uma delas é na região da Mooca.

Veja os hospitais inaugurados:

  • Hospital Municipal Dr. Alexandre Zaio, Vila Nhocuné
  • Hospital Municipal Dr. Benedicto Montenegro, Jardim Iva
  • Hospital Municipal Dr. Fernando Mauro Pires da Rocha, Campo Limpo
  • Hospital Municipal Dr. Ignácio Proença de Gouvêa, Parque da Mooca
  • Hospital Municipal e Maternidade Profº. Mário Degni, Rio Pequeno
  • Hospital Municipal Prof. Dr. Alípio Corrêa Netto, Ermelino Matarazzo

“Erundina fez moradia popular para 150 mil pessoas”. 

De fato, uma das prioridades do governo de Erundina entre 1989 e 1993 foi a habitação. Em dezembro de 1992, o Estadão reportou que a administração petista tinha construído 33.186 casas ou apartamentos populares ao longo de quatro anos, com mais 16.799 unidades em obras.

Em 2016, a Agência Pública checou uma alegação feita por Erundina sobre construção de casas populares e consultou o documento São Paulo para Todos – Relatório Final de Governo, de 1992. O texto afirma que a gestão entregou 35.843 moradias populares.

Os documentos citados não mencionam o número de pessoas atendidas, mas é possível estimar que aproximadamente 150 mil pessoas foram beneficiadas.

“São Paulo tem R$ 17 bilhões em caixa, no meio de uma pandemia. R$ 8 bilhões em fundo, R$ 9 bilhões no orçamento”. 

Um documento divulgado em agosto deste ano pela Prefeitura de São Paulo indicava que havia R$ 19,2 bilhões em caixa. O candidato do PSOL repetiu uma alegação que já tinha feito no início da campanha, checada pelo site Aos Fatos. 

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“O gasto com Previdência está muito abaixo da Lei de Responsabilidade Fiscal”.

De fato, o relatório anual de gestão do Tribunal de Contas do Município de São Paulo de 2019 apontou que despesas com pessoal, ativo e inativo, corresponderam a 36,79% da receita corrente líquida. Este valor está abaixo do limite estabelecido pela Lei de Responsabilidade Fiscal, de 60%. 

“Temos mais de 30 distritos de SP que não têm uma sala de cinema, um teatro”.

Ao falar sobre a desigualdade no acesso a equipamentos culturais na capital paulista, Boulos citou números compilados pela Rede Nossa São Paulo no Mapa da Desigualdade 2019 — o candidato do PSOL afirmou que mais de 30 distritos não têm salas de cinema ou teatro. Os números são ainda mais altos que os mencionados: 54 distritos não têm cinemas e 59 não têm teatros. A Rede Nossa São Paulo dividiu o número de salas pela população e multiplicou o resultado por 10 mil.

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