‘Canelinha’, chefe de gabinete do ex-ministro do Trabalho, de volta às ruas

Júlio de Souza Bernardo, ex-braço direito de Helton Yomura, foi libertado na madrugada desta terça-feira, 10, diante da ausência de uma ordem do Supremo para ficar em prisão preventiva

Breno Pires / BRASÍLIA

10 Julho 2018 | 18h52

Preso na terceira fase da Operação Registro Espúrio, na semana passada, Júlio de Souza Bernardo, o ‘Canelinha’, chefe de gabinete do então ministro do Trabalho, Helton Yomura, foi solto na madrugada desta terça-feira, 10, após o prazo de cinco dias da prisão temporária em que se encontrava. A soltura se deu diante da ausência de uma ordem do Supremo para ‘Canelinha’ ficar em prisão em preventiva.

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Ex-vereador em Paraíba do Sul (RJ) pelo PTB, partido da deputada federal Cristiane Brasil (PTB-RJ), que o indiciou ao cargo no Ministério do Trabalho, ‘Canelinha’ gravou um vídeo após a soltura afirmando que não cometeu qualquer irregularidade.

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Em depoimento à PF na semana passada, ele disse que recebeu pedidos de informações do ministro da Secretaria de Governo da Presidência da República, Carlos Marun, sobre andamento de registro sindical.

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O chefe de gabinete de Yomura, no entanto, não disse que houve irregularidade ou ilegalidade em relação a pedidos de Marun nem em relação a outros pedidos que recebeu de informações sobre registros sindicais.

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Marun havia repudiado suspeitas da PF e dito que está ‘sendo enxovalhado por causa de uma safadeza’, afirmou.

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No vídeo que gravou após deixar a Superintendência da Polícia Federal, ‘Canelinha’ afirmou que nunca foi ligado a sindicatos nem conhece de legislações específicas nem da parte técnica de registros sindicais.

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“Tão somente eu demandava algumas ações do Ministério para os demais órgãos, para demais secretarias. Não só com a Secretaria de Relações do Trabalho, mas com outras secretarias e setores em geral. Nós demandávamos documentações no procedimento normal e republicano sem nenhum tipo de pedido para que uma coisa fosse modificada em ordem cronológica. Ainda que fosse feito esse pedido, eu não estaria cometendo o crime; estaria cometendo um ato administrativo. Mas, mesmo assim, nem isso eu fiz”, disse.

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“Tenho aqui alguns documentos que ainda se tornam sigilosos por a investigação ainda estar acontecendo, mas findada a operação farei questão de apresentar o relatório, apresentar os meus depoimentos e as partes que me tornaram alvo investigado”, disse Canelinha.

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Procurado, o advogado do investigado, Luiz Gustavo Pereira da Cunha, não disse que documentos são esses. Disse também que ainda não foi dado acesso aos autos pela presidente do Supremo, Cármen Lúcia, responsável pelo plantão durante o recesso do tribunal.