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CPI da Covid: Veja como foi o depoimento de Fabio Wajngarten, ex-chefe da Secom

Ex-chefe da Secom deu depoimento contraditório a senadores da comissão e evitou criticar o governo de Jair Bolsonaro

A CPI da Covid ouviu nesta quarta-feira, 12, o ex-secretário de Comunicação da Presidência Fábio Wajngarten.

 

Em depoimento, o empresário evitou críticas ao governo de Jair Bolsonaro e foi alvo de reclamação do presidente da CPI, o senador Omar Aziz, que chegou a suspender momentaneamente a sessão após o depoente não responder quem instruiu Bolsonaro com informações erradas, conforme afirmou em entrevista à revista Veja. Aziz avisou que Wajngarten pode voltar à CPI como investigado.

 

As diversas contradições na fala de Wajngarten levaram o presidente da comissão a anunciar o envio do depoimento do ex-secretário ao Ministério Público. Ao acatar uma questão de ordem, Aziz afirmou que o documento servirá para o procurador responsável pelo caso tomar as "providências" que entender cabíveis, incluindo a aplicação de penas restritivas pelo eventual cometimento do crime de falso testemunho perante à CPI. 

 

O relator Renan Calheiros ameaçou prendê-lo depois de uma série de contradições, mas Aziz ponderou que não é "carcereiro" de ninguém.

 

 

Wajngarten também não respondeu objetivamente se as declarações antivacina do presidente Jair Bolsonaro impactam a sociedade. Ele disse que o impacto se dá juntamente com outras fontes de informação e evitou tecer críticas diretas ao presidente. "Os atos do presidente pertencem a ele. Não posso imaginar o que passa pela cabeça dele quando ele fala isso. (As falas do presidente) têm impacto? Têm impacto, complementando com as outras fontes de informação. 

 

Questionado sobre quem comanda as contas nas redes sociais do presidente Jair Bolsonaro, o ex-secretário de Comunicação Fábio Wajngarten disse que as contas "pertencem a ele (presidente)"

 

Após as oitivas com o atual e dois ex-ministros da Saúde, nesta semana, além de Wajngarten, já foi ouvido o presidente da Anvisa, Antônio Barra Torres, e ainda vão falar à CPI a presidente da Pfizer, Marta Diez, e o ex-presidente da empresa, Carlos Murillo. Veja o monitor da CPI da Covid.

 

Veja a programação dos próximos depoimentos na CPI da Covid:

 

Amanhã - Marta Díez e Carlos Murillo, presidente e ex-presidente, respectivamente, da Pfizer no Brasil 

18/05 - Ernesto Araújo, ex-ministro das Relações Exteriores (depoimento adiado)

19/05 - Eduardo Pazuello, ex-ministro da Saúde (depoimento adiado)

20/05 - Mayra Pinheiro, secretária de gestão do trabalho do Ministério da Saúde

25/05 - Dimas Covas, diretor do Instituto Butantan (Coronavac)

26/05 - Nísia Trindade, presidente da Fiocruz (Astrazeneca)

27/05 - Fernando Marques, presidente da União Química (Sputinik V)

 

 

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Atualizar
  • 19h59

    12/05/2021

    Sessão é encerrada.

  • 19h50

    12/05/2021

    Omar Aziz diz que Marcelo Queiroga vai voltar à CPI porque 'mentiu muito'

     

    O presidente da CPI da Covid, Omar Aziz (PSD-AM), disse que o atual ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, vai voltar à comissão "porque mentiu muito", até mais do que o ex-chefe da Secom Fábio Wajngarten.

     

    O senador afirmou ainda que Wajngarten trouxe uma contribuição para a comissão que nenhum depoente trouxe até agora. Ele se referia à informação de que o Planalto ignorou por dois meses negociação de vacinas da Pfizer.

     

    Apesar de ter se colocado contra a prisão do ex-secretário, Omar Aziz declarou que não terá a mesma paciência em relação aos outros depoimentos. "Se alguém achar que vai brincar com a CPI, que vai intimidar a CPI, está muito enganado comigo."

     

    Bianca Gomes

  • 19h44

    12/05/2021

    Omar Aziz diz que Wajngarten 'não agradou ninguém' hoje e que 'prisão' seria 'menor castigo'

     

    O presidente da CPI da CovidOmar Aziz (PSD-AM), disse ao ex-secretário Fábio Wajngarten que a prisão seria o "menor castigo" que ele vai sofrer na vida. "Porque hoje, aqui, você não ficou bem com ninguém. Você entregou um documento que nenhum de nós tínhamos conhecimento. Você não agradou o governo, não agradou a ninguém. Você vai sofrer", afirmou ele. 

     

    "A vida machuca a gente. E a prisão não seria nada mais terrível do que você perder a credibilidade, você perder a confiança e você perder principalmente o legado que você construiu até agora. Por isso, eu lhe aconselho: quando vossa excelência for ser chamada para falar sobre o que aconteceu aqui hoje, procure falar a verdade, porque eu sei que as coisas não vão parar aqui. É natural. A CPI tem desdobramentos", declarou o presidente da CPI.  

     

    Bianca Gomes

  • 19h17

    12/05/2021

    CPI vai enviar depoimento de Wajngarten ao MP para apurar falso testemunho

     

    O presidente da CPI da Covid, senador Omar Aziz (PSD-AM), anunciou que a comissão enviará o depoimento do ex-chefe da Secom Fábio Wajngarten ao Ministério Público para que o órgão apure eventual cometimento do crime de falso testemunho.

     

    A ação acata à questão de ordem do senador Humberto Costa (PT-PE). Ao sugerir o encaminhamento, ele afirmou que a CPI não pode ser "objeto de uma desmoralização".

     

    Em despacho lido na sessão, Omar Aziz afirmou que o envio do documento servirá para o procurador responsável pelo caso tomar as "providências" que "entender cabíveis", "no sentido de promover apuração e eventualmente a responsabilização, inclusive com aplicação de penas restritivas de direito pelo eventual cometimento do crime de falso testemunho perante essa comissão".

     

    Segundo o presidente da CPI, é importante que o Ministério Público averigue se Wajngarten infringiu o Código Penal ao oferecer para a comissão "falso testemunho ou falsa perícia". O senador pontuou que há percepções de “diversos senadores” de que o ex-chefe da Secom mentiu à comissão.

     

    Mais cedo, o relator da CPI, senador Renan Calheiros (MDB-AL), defendeu a prisão do ex-secretário após ele se contradizer em várias ocasiões. Uma delas em relação à veiculação da campanha contra o isolamento social, chamada "Brasil Não Pode Parar". Omar Aziz, no entanto, se colocou contrário à medida, dizendo que não é "carcereiro" de ninguém. 

     

    Em seu artigo 342, o Código Penal classifica como crime punível com reclusão de dois a quatro anos e multa, o ato de fazer afirmação falsa ou calar a verdade. Portanto, os convocados na condição de testemunha são obrigadas a comparecer e dizer a verdade.

     

    No entanto, testemunhas têm direito a não responder a perguntas que possam comprometê-las. Isso segue o princípio de que ninguém é obrigado a produzir prova contra si mesmo.

     

    Bianca Gomes

  • 18h17

    12/05/2021

    O pandemônio das respostas do governo à pandemia; leia análise

     

     

    Em depoimento à CPI da Covid, Wajngarten optou por isentar o presidente Jair Bolsonaro, de quem é próximo desde a campanha eleitoral de 2018. Leia a análise completa de Mário Scheffer, professor da Faculdade de Medicina da USP. 

  • 17h14

    12/05/2021

    Flávio Bolsonaro chama Renan de 'vagabundo'

     

    Em fala para criticar o pedido de prisão do ex-chefe da Secom, Fábio Wajngarten, o senador Flávio Bolsonaro (Republicanos-RJ) chamou Renan Calheiros (MDB-AL) de "vagabundo" e disse que o relator da CPI da Covid está usando a comissão como "palanque".

     

    "Que a CPI busque colaborar com a vacina no braço do brasileiro. Salvar vidas. E não fazer de palanque como o senador Renan Calheiros tenta fazer aqui a todo o momento. Imagina a situação: um cidadão honesto ser preso por um vagabundo como o Renan Calheiros. Olha a desmoralização", disse Flávio Bolsonaro.

     

    Em seguida, o relator Renan Calheiros rebateu a acusação: "Vagabundo é você que roubou dinheiro". 

     

    O filho do presidente Jair Bolsonaro ainda elogiou em sua fala o trabalho do presidente da CPI, senador Omar Aziz (PSD-AM). "Pessoa equilibrada, ponderada, já entendeu que não pode deixar a CPI se tranformar em um circo", disse Flávio. 

     

    O senador do Republicanos, que saiu em defesa do ex-chefe da Secom, disse que há contradições em outros depoimentos. "Mandetta mentiu aqui nessa mesa", acusou ele, que depois afirmou que Aziz "salvou" a comissão ao não concordar com o pedido de prisão de Wajngarten. 

     

    Após a quebra de decoro, o presidente da CPI, Omar Aziz, interrompeu a sessão. Veja o vídeo do momento: 

  • 17h04

    12/05/2021

    Em carta a Bolsonaro, Pfizer alertou que rapidez para contratar vacinas era ‘crucial’

     

    Em carta enviada pelo CEO da Pfizer, Albert Bourla, ao presidente Jair Bolsonaro, em setembro de 2020, a empresa alertou que havia feito uma proposta ao Ministério da Saúde para fornecer a vacina contra covid-19, até então em desenvolvimento, sem que tivesse obtido uma resposta do Brasil. Bourla advertiu que, apesar de todos os esforços que fazia para que doses do imunizante – à época em fase de testes – fossem reservadas ao Brasil, a celeridade nas negociações era “essencial” e “crucial” em razão da alta demanda de outros países e ao número limitado de doses em 2020. A correspondência teria ficado dois meses sem resposta – leia aqui a íntegra da carta. Leia a matéria completa.

  • 17h03

    12/05/2021

    CPI da Covid: Renan Calheiros pede prisão de Fábio Wajngarten

     

    Diante de diversas contradições no depoimento do ex-secretário de Comunicação, o senador Renan Calheiros (MDB-AL) disse que vai pedir a prisão de Fábio Wajngarten. "O espetáculo de mentira é algo que não vai se repetir e não pode servir de precedente." Veja o vídeo:

  • 16h59

    12/05/2021

    Presidente da CPI, Omar Aziz diz que não irá pedir prisão de Wajngarten: 'Não sou carcereiro de ninguém'

     

    Após o pedido de prisão do ex-secretário de Comunicação, o presidente da CPI da Covid disse que, no que depender dele, Fabio Wajngarten não sairá preso ao fim da sessão desta quarta-feira, 12. "Eu não vou ser carcereiro de ninguém."

     

    Aziz afirma que não quer que a CPI seja um tribunal que "ouve e e condena". Para ele, é possível fazer o pedido de prisão de Wajngarten posteriormente.

     

    O Código Penal, no entanto, em seu artigo 342, classifica como crime punível com reclusão de dois a quatro anos e multa, o ato de fazer afirmação falsa ou calar a verdade. Portanto, os convocados na condição de testemunha são obrigadas a comparecer e dizer a verdade.

     

    No entanto, testemunhas têm direito a não responder a perguntas que possam comprometê-las. Isso segue o princípio de que ninguém é obrigado a produzir prova contra si mesmo.

     

    Érika Motoda

  • 16h40

    12/05/2021

    CPI da Covid: Revista divulga áudio em que Wajngarten aponta 'incompetência' do Ministério da Saúde

     

    Após Wajngarten ter garantido, em resposta à senadora Eliziane Gama, que nunca falou à revista Veja que houve "incompetência" do Ministério da Saúde na compra de vacinas da Pfizer, a revista divulgou áudio da entrevista em que o ex-chefe da Secom responde de forma enfática que viu como incompetência a atuação da pasta. Confira:

     

  • 16h33

    12/05/2021

    Relator da CPI, Renan Calheiros pede prisão de Fábio Wajngarten

     

    Diante de diversas contradições no depoimento do ex-secretário de Comunicação, o senador Renan Calheiros (MDB-AL) disse que vai pedir a prisão do empresário Fábio Wajngarten. "O espetáculo de mentira é algo que não vai se repetir e não pode servir de precedente, disse o relator da comissão. O pedido de prisão também foi feito pelo senador Fabiano Contarato (Rede-ES), que é professor de direito penal e delegado de polícia.  

     

    O senador fez a afirmação após Wajngarten negar que autorizou a veiculação da campanha “O Brasil não pode parar”. Renan, então, mostrou as postagens oficiais feita pelo governo.

     

    Após o presidente da CPI, o senador Omar Aziz (PSD-AM), afirmar que não irá pedir a prisão do ex-secretário, Renan reforçou que se Wajngarten "sair ileso" da CPI, diante das mentiras que falou, a comissão irá abrir uma porta que depois terá dificuldade para fechar. "Na medida em que a gente não toma decisões diante do flagrante evidente, é óbvio que isso vai enfraquecendo a comissão." 

     

    O Código Penal, em seu artigo 342, classifica como crime punível com reclusão de dois a quatro anos e multa, o ato de fazer afirmação falsa ou calar a verdade. Portanto, os convocados na condição de testemunha são obrigadas a comparecer e dizer a verdade. No entanto, testemunhas têm direito a não responder a perguntas que possam comprometê-las. Isso segue o princípio de que ninguém é obrigado a produzir prova contra si mesmo.

     

    Campanha

     

    Em abril deste ano, o governo federal lançou a campanha publicitária chamada "O Brasil não pode parar" para defender a flexibilização do isolamento social. No Instagram, uma publicação feita no perfil do governo federal dizia que "no mundo todo, são raros os casos de vítimas fatais do coronavírus entre jovens e adultos". A campanha dava a senha para a defesa do fim da quarentena. "A quase totalidade dos óbitos se deu com idosos. Portanto, é preciso proteger estas pessoas e todos os integrantes dos grupos de risco, com todo cuidado, carinho e respeito. Para estes, o isolamento. Para todos os demais, distanciamento, atenção redobrada e muita responsabilidade. Vamos, com cuidado e consciência, voltar à normalidade."

     

    Um dia depois do lançamento do slogan, a juíza plantonista Laura Bastos Carvalho, da Justiça Federal do Rio, acatou um pedido do Ministério Público Federal e determinou a suspensão da campanha que, segundo ela, poderia trazer "danos irreparáveis" à população brasileira por ser veiculada sem qualquer menção ao possível aumento de casos de coronavírus que viriam da flexibilização do distanciamento social.

     

    Depois da repercussão negativa e das ações judiciais, o governo apagou as publicações com o slogan.

  • 16h27

    12/05/2021

    'É melhor mentir à Veja do que à CPI. Aqui dá cadeia', diz senador

     

    O ex-secretário de Comunicação da Presidência Fabio Wajngarten voltou a dar declarações contraditórias em seu depoimento à CPI da Covid nesta quarta-feiar, 12. Aos senadores, o empresário afirmou que o presidente Jair Bolsonaro não sabia de sua iniciativa de mobilizar diversos setores do País para a compra das vacinas da Pfizer. Em entrevista à revista Veja, no entanto, ele afirmou que o mandatário havia te dado aval para negociar os imunizantes. Diante da situação, o senador Alessandro Vieira (Cidadania-SE) afirmou ao ex-chefe da Secom que é "melhor mentir à Veja do que à CPI". "Aqui dá cadeia", disse Vieira. 

     

    Essa não foi a primeira fala contraditória de Wajngarten. Se em entrevista à revista Veja, em abril deste ano, ele disse que houve "incompetência" e "ineficiência" do Ministério da Saúde no atraso das vacinas, nesta quarta ele evitou dar declarações sobre o ex-ministro da Saúde Eduardo Pazuello.

     

    "O senhor só está aqui por causa da entrevista à revista Veja, se não, a gente nem lembrava que o senhor existia", disse o senador Omar Aziz (PSD-AM), presidente da CPI. O senador Renan Calheiros (MDB-AL), relator da comissão, disse que vai pedir a prisão do depoente caso fique comprovado que ele mentiu.

     

    "O que eu quis dizer na entrevista é justamente sobre as três cláusulas que eram impeditivas. Eu deconheço quem tenha orientado. O fato é que a gente buscava sempre acelerar a celebração do contrato da Pfizer para que a melhor vacina chegasse aos brasileiros. Infelizmente havia uma lacuna legal", disse o ex-chefe da Secom.

     

    Érika Motoda

  • 15h57

    12/05/2021

    O ex-chefe da Secom Fabio Wajngarten durante seu depoimento com a CPI da Covid.

     

    Foto: Gabriela Biló/Estadão

    sdsd

  • 15h48

    12/05/2021

    Senador expõe vídeo em que Wajngarten afirma que trabalhou normalmente com covid

     

     

  • 15h38

    12/05/2021

    Revista divulga áudio em que Wajngarten aponta 'incompetência' do Ministério da Saúde

     

    Após Wajngarten ter garantido, em resposta à senadora Eliziane Gama, que nunca falou à revista Veja que houve "incompetência" do Ministério da Saúde na compra de vacinas da Pfizer, a revista divulgou áudio da entrevista em que o ex-chefe da Secom responde de forma enfática que viu como incompetência a atuação da pasta.

     

    "Incompetência. Incompetência. Quando você tem um laboratório americano com cinco escritórios de advocacia apoiando na negociação; e você tem do outro lado um time pequeno, tímido, sem experiência... É 7x1", disse Wajngarten, questionado se foi negligência ou incompetência.

     

    Wajngarten já tinha sido perguntado o porquê de ter afirmado sobre a "incompetência" do Ministério da Saúde na aquisição das vacinas. Ele culpou a "morosidade" do sistema público. "Incompetencia é ficar refém da burocracia, morosidade na tomada de decisões é um problema em casos excepcionais como tejmos na pandemia. A não-resposta da carta (da Pfizer), o não-retorno no tempo adequado numa pandemia."

     

    Matheus Lara

     

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