DANIEL TEIXEIRA/ESTADÃO
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Eleições 2018: veja quais são os prováveis candidatos a governador de SP

João Doria, Paulo Skaf, Márcio França, Luiz Marinho; saiba quais nomes já estão definidos e quem ainda pode entrar na disputa pelo Palácio dos Bandeirantes

Igor Moraes, O Estado de S.Paulo

19 Abril 2018 | 16h37

Ocupado pelo PSDB nos últimos 24 anos, o Palácio dos Bandeirantes será alvo de uma disputa acirrada nas eleições 2018. Além do ex-prefeito João Doria, que tentará defender a hegemonia tucana, pelo menos outros cinco partidos já definiram quem serão seus candidatos a governador de São Paulo no pleito de outubro.

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Entre os candidatos figuram desde nomes de peso como o veterano Paulo Skaf (MDB), segundo colocado na última eleição, e Márcio França (PSB), atual governador do Estado, e até figuras desconhecidas do grande público como a pedagoga Lisete Arelaro, representante do PSOL, e o empresário Rogério Chequer, do Partido Novo. Lisete e Chequer disputarão um cargo no Poder Executivo pela primeira vez.

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João Doria (PSDB)

Após vencer outros nomes que pretendiam se lançar ao Governo nas prévias do PSDB, João Doria renunciou à Prefeitura e é o pré-candidato tucano a governador de São Paulo. Uma das principais barreiras para que o ex-prefeito consiga manter a hegemonia de seu partido – há 24 anos no comando do Estado – é a crescente rejeição do eleitorado. Apesar de liderar a última pesquisa Datafolha com 29% das intenções de voto, Doria registrou 33% de desaprovação no Estado. O quadro é ainda pior na capital paulista: 49% dos eleitores não votariam no ex-prefeito.

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Paulo Skaf (MDB)

A desaprovação de João Doria só foi inferior à rejeição que Paulo Skaf, pré-candidato do MDB, alcançou no último Datafolha. Segundo a pesquisa eleitoral, 34% do eleitorado paulista não votaria nele de “jeito nenhum”. Apesar disso, Skaf registrou 20% de intenções de voto e está em segundo lugar na corrida para o Palácio dos Bandeirantes. Presidente da Fiesp desde 2004, Skaf foi candidato a governador de São Paulo nas duas últimas eleições. Em 2010, pelo PSB, ficou em quarto lugar. Em 2014, já pelo PMDB, ficou na segunda posição.

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Márcio França (PSB)

O atual governador de São Paulo herdou o cargo de seu ex-companheiro de chapa Geraldo Alckmin (PSDB), que deixou o comando do Estado para tentar a Presidência da República. Prefeito de São Vicente (SP) por dois mandatos, Márcio França foi eleito deputado federal em 2006 e permaneceu na Câmara até 2014. Com 8% das intenções de voto no último Datafolha, o candidato do PSB para o governo aposta na articulação política para se tornar mais conhecido entre o eleitorado. Até o momento, França já contaria com o apoio de 13 partidos, o que pode render um bom tempo de televisão durante a campanha para as eleições 2018.

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​Luiz Marinho (PT)

O ex-prefeito de São Bernardo do Campo será o candidato petista para o governo de São Paulo. Luiz Marinho registrou 7% das intenções de voto no último Datafolha, mas apenas 1% dos entrevistados na pesquisa lembrou de seu nome espontaneamente. A tarefa para se tornar mais popular não será fácil. Depois de perder prefeituras em 2016, o PT entra enfraquecido na eleição para o Estado e, caso não consiga apoio de outras siglas, pode ter pouco mais de um minuto de televisão durante a campanha eleitoral.

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Rodrigo Garcia (DEM)

O deputado federal é pré-candidato ao Governo de São Paulo pelo DEM. Ex-secretário de Habitação do Estado, Rodrigo Garcia deixou o cargo no início de fevereiro e, logo em seguida, foi eleito líder de seu partido na Câmara dos Deputados. Mais do que sua própria candidatura, o eventual apoio de Garcia para João Doria ou Márcio França, e o consequente aumento do tempo de TV na campanha, pode ser decisivo no resultado final das eleições 2018.

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Lisete Arelaro (PSOL)

A pedagoga Lisete Arelaro foi indicada pelo PSOL para ser candidata ao governo de São Paulo. Ex-diretora da Faculdade de Educação da USP, onde atualmente é professora titular, Lisete é apresentada pelo partido como uma militante feminista e defensora das cotas universitárias. Duas vezes secretária de Educação de Diadema (SP), a pedagoga integrou a equipe de Paulo Freire na Secretaria da cidade de São Paulo durante a gestão de Luiza Erundina no início dos anos 90. No último Datafolha, Lisete ficou com 1% das intenções de voto.

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Rogério Chequer (NOVO)

O empresário vai estrear na política como candidato a governador de São Paulo. Ex-líder do Vem Pra Rua (VPR), movimento que protagonizou as manifestações pelo impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff, Rogério Chequer deixou o grupo e se filiou ao Partido Novo no final do ano passado. A privatização de empresas estatais é uma de suas principais plataformas políticas. Na pesquisa Datafolha mais recente, Chequer registrou 2% da preferência.

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Alexandre Zeitune (REDE)

Vice-prefeito de Guarulhos, Alexandre Zeitune pode ser o candidato da Rede Sustentabilidade para o Governo de São Paulo. No último Datafolha, ele alcançou 1% das intenções de voto. O partido, no entanto, ainda não definiu a possível candidatura. Zeitune disse ao Estado que, neste momento, a sigla ainda realiza debates internos e com possíveis coligações.

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Rodrigo Tavares (PRTB)

O advogado Rodrigo Tavares, de 37 anos, é o pré-candidato do PRTB para o Governo de São Paulo. O nome foi escolhido pelo partido em uma “pré-convenção” realizada no dia 28 de abril. De acordo com a sigla, Tavares se licenciará do cargo de diretor na secretaria de Trabalho, Emprego e Renda da cidade de Guarulhos para se dedicar às eleições 2018. Entre suas bandeiras na pré-campanha estão a recuperação do emprego, a segurança pública e a educação.

Celso Russomanno (PRB)

Na pesquisa Datafolha divulgada em dezembro de 2017, o virtual candidato Celso Russomanno liderava as intenções de voto para o Governo do Estado com 25%. Apesar do potencial eleitoral, ele não deve ser um dos nomes na disputa. Deputado federal mais votado em 2014, ele deve se candidatar a reeleição a pedido de seu partido, o PRB. A expectativa é que Russomanno, considerado um puxador de votos, consiga eleger uma bancada de 22 deputados.

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​Calendário eleitoral

Oficialmente, ninguém poderá ser considerado candidato antes de julho. De acordo com os prazos fixados pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), os partidos devem realizar entre os dias 20 de julho e 5 de agosto as convenções para escolha dos nomes que vão concorrer aos cargos de presidente e vice-presidente da República, governador e vice-governador, senador e respectivos suplentes, deputado federal e deputado estadual.

Os pedidos de candidatura devem ser enviados para a Justiça Eleitoral até o dia 15 de agosto. Os requerimentos serão julgados até o dia 17 de setembro. O primeiro turno das eleições 2018 acontecerá no dia 7 de outubro.

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