Amanda Perobelli/Estadão
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Doria 'vai ter que trabalhar muito' para suceder a Covas, Serra e Alckmin, diz dirigente do PSDB

Pedro Tobias foi o primeiro a discursar na convenção que oficializa candidatura tucana ao governo de São Paulo; Alckmin defende alianças e diz que Doria é 'candidato da inovação'

Marcelo Osakabe, Ana Neira e Jonathas Cotrim, O Estado de S.Paulo

28 de julho de 2018 | 13h40

O presidente estadual do PSDB, Pedro Tobias, foi o primeiro a discursar na convenção do partido que oficializa nesta sábado, 28, o ex-prefeito João Doria como candidato ao Palácio dos Bandeirantes.

Neste sábado, além do PSDB, MDB e PT também realizam eventos para o lançamento oficial dos candidatos que participarão da corrida ao governo do Estado de São Paulo.

Em sua fala, Tobias elogiou o histórico das administrações tucanas, que governam o Estado desde 1995, e citou os ex-governadores tucanos Mário Covas, José Serra e Geraldo Alckmin. "Vai ter que trabalhar muito para suceder a essa linha de primeira", disse o presidente estadual da sigla.

O evento, que reúne 6 mil pessoas, segundo estimativas da própria organização, também conta com as presenças dos presidentes nacionais do PSD, Gilberto Kassab, do PRB, Marcos Pereira, e do PTC, Ciro Moura. O ex-governador Geraldo Alckmin, que esteve em Brasília para a convenção nacional do PTB, ainda não compareceu ao local.

Alckmin defende alianças e diz que Doria é 'candidato da inovação'. Último a chegar na convenção do partido após pegar um voo de Brasília, Geraldo Alckmin foi saudado: "Quero dar um recado aqui. Alguns questionam as alianças que fizemos. Respondo que todas as vezes que o Brasil criou grandes alianças, o País avançou. Foi assim na redemocratização, foi assim no Plano Real".

Alckmin, que chegou a disputar com Doria a preferência do partido para a candidatura presidencial, disse que o ex-prefeito foi "convocado" a liderar o trabalho dos tucanos nos próximos quatro anos. Ele também disse que Doria é o "candidato da inovação". "O Brasil vai bem quando São Paulo vai bem", argumentou.

Em sua fala, o ex-governador lembrou ainda da situação em que o PSDB recebeu o governo estadual em 1995: "havia 500 obras paradas, dez hospitais atrasados", citou, dando outros exemplos. Ele elogiou a sua gestão e de seus antecessores, Mario Covas e José Serra. "O que fizemos foram grandes mudanças. Saneamos as contas e voltamos a ter capacidade de investimento sem novos impostos."

Em Minas, sem Aécio. Em Minas Gerais, onde o PSDB também realiza convenção para o governo local, O senador Aécio Neves anunciou que não participará da convenção do partido, que oficializará a candidatura do tucano Antonio Anastasia ao Palácio da Liberdade, sede do governo mineiro. Por meio de nota, Aécio declarou ainda que revelará na próxima semana para qual cargo irá concorrer nas eleições 2018.

Na nota, Aécio justificou a ausência na convenção por estar se reunindo com lideranças políticas, em Belo Horizonte e no interior do Estado, "para avaliar a melhor forma de contribuir para o resgate de Minas Gerais nesse momento de extrema gravidade e grandes incertezas".

Nos bastidores, é tido como certo que Aécio se lançará para deputado federal. Até o momento, o ex-governador de Minas esteve ausente de todos os eventos de pré-campanha de Anastasia, o que teria sido uma das exigências do pré-candidato ao governo do Estado, ao aceitar sua postulação do Palácio da Liberdade.

Aécio Neves é alvo de vários processos na Justiça, decorrentes das investigações da Operação Lava Jato. Em abril, ele se tornou réu no Supremo Tribunal Federal, acusado de ter recebido propina de R$ 2 milhões do empresário da JBS Joesley Batista. O senador responde a outros cinco processos, instaurados após ter sido citado por delatores da Odebrecht.

Caso ele não dispute a reeleição ao Senado, o PSDB de Minas já tem nomes para compor chapa nas eleições de outubro. No entanto, esta confirmação não deverá sair na convenção deste sábado. Aliados de Anastasia estão à espera da definição do pré-candidato ao governo de Minas do DEM, Rodrigo Pacheco, que pode ser um dos nomes para concorrer ao Senado na chapa tucana.

A outra vaga seria pleiteada pelo jornalista Carlos Viana (PHS) e pelo ex-presidente da Assembleia Legislativa Dinis Pinheiro (Solidariedade). Apenas Pinheiro deverá estar presente na convenção deste sábado.

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