Jair Bolsonaro (PSL) não participará de nenhum dos debates do segundo turno das eleições 2018 que estavam agendados para a próxima semana. De acordo com os médicos que avaliaram o candidato, ele ainda enfrenta uma anemia e precisa recuperar massa perdida nas cirurgias após o atentado em Juiz de Fora (MG). Por conta disto, ele terá alta para atividades de campanha apenas no dia 18 de outubro.
Ao ser informado que Bolsonaro não compareceria aos encontros, Fernando Haddad (PT) afirmou que aceitaria ir até uma enfermaria para debater com o adversário. "Ele falou que não quer se estressar? Vou falar docemente, nem altero a voz. Faço o que ele quiser para ele dizer o que pensa", disse o petista.
Três debates estavam agendados para a próxima semana: Estadão/ TV Gazeta, no dia 14 de outubro; RedeTV/ IstoÉ, no dia 15 de outubro; e SBT/ Folha, no dia 17 de outubro (com data ainda não confirmada).
Confira abaixo a agenda atualizada de debates presidenciais e sabatinas até o segundo turno das eleições 2018:
16 e 17 de outubro - SBT
A emissora fará duas entrevistas ao vivo com os candidatos que disputam o segundo turno da corrida presidencial. No dia 16 de outubro, com Jair Bolsonaro; e no dia 17 de outubro, com Fernando Haddad. As sabatinas serão exibidas no jornal ‘SBT Brasil’, que vai ao ar a partir das 19h20.
21 de outubro – TV Record
Debate com os presidenciáveis no segundo turno, a partir das 22 horas.
26 de outubro – Rede Globo
Ultimo debate com os candidatos à Presidência da República antes do segundo turno das eleições 2018, a partir das 21h30.
28 de outubro
Segundo turno das eleições 2018.
‘Retrospectiva’ dos debates presidenciais
Os candidatos a presidente participaram de sete debates eleitorais na televisão no primeiro turno das eleições 2018.
O primeiro encontro foi promovido pela Band, no dia 9 de agosto. A expectativa de que Bolsonaro seria o principal alvo daquele debate não se confirmou e o tucano Geraldo Alckmin foi quem mais enfrentou provocações dos adversários. O ponto mais explorado na oportunidade foi a aliança firmada pelo tucano com o chamado “Centrão”.Também chamou atenção a participação de Cabo Daciolo, que questionou Ciro Gomes sobre sua participação na Ursal.

O segundo debate foi realizado pela RedeTV!, no dia 17 de agosto. O momento de maior tensão do encontro foi protagonizado por Bolsonaro e Marina Silva. A candidata da Rede atacou o adversário pelo seu posicionamento sobre a diferença salarial entre homens e mulheres.

O terceiro debate foi transmitido pela TV Gazeta e organizado em parceria com o Estado, Rádio Eldorado, Rádio Jovem Pan e Twitter. O encontro aconteceu na noite de 9 de setembro e reuniu os presidenciáveis apenas três dias depois do atentado sofrido por Jair Bolsonaro em Minas Gerais. Na oportunidade, os candidatos evitaram confrontos e fizeram discursos com tom mais pacificador.

A novidade do quarto encontro entre os presidenciáveis, promovido pela TV Aparecida no dia 20 de setembro, foi a participação de Fernando Haddad. Já no seu primeiro debate presidencial, o ex-prefeito de São Paulo foi o principal alvo dos adversários, que o questionaram sobre denúncias de corrupção envolvendo petistas e a crise econômica originada no governo da presidente cassada Dilma Rousseff.

Haddad foi novamente um dos mais atacados no quinto debate eleitoral, transmitido pelo SBT no dia 26 de setembro. Marina Silva e Ciro Gomes foram os autores das principais críticas ao petista. O encontro também contou com o retorno de Cabo Daciolo.

O sexto debate presidencial, realizado pela Record no dia 30 de setembro, também foi marcado por críticas dos candidatos de centro contra Haddad. A principal diferença em relação aos encontros anteriores foi a retomada da intensidade dos ataques contra Jair Bolsonaro, que não participou do debate.

O sétimo e último debate presidencial, na TV Globo, seguiu a mesma tendência. Por meio de dobradinhas, Ciro Gomes e Marina criticaram Haddad e Bolsonaro. O candidato do PSL foi atacado principalmente pela ausência no encontro. Marina afirmou, em pelo menos duas oportunidades, que Bolsonaro “amarelou”.

/ COLABOROU SOFIA DEMARCHI.