KELLY FUZARO/BAND
KELLY FUZARO/BAND

Debate dos candidatos a prefeito de SP na Band: veja os ‘melhores momentos’

Primeiro programa reuniu 11 concorrentes à Prefeitura de São Paulo e seguiu roteiro tradicional das campanhas políticas

Redação, O Estado de S.Paulo

02 de outubro de 2020 | 03h15

O debate da TV Band, primeiro da série com os candidatos a prefeito de São Paulo nas eleições 2020, contou com a participação de 11 concorrentes. Andrea Matarazzo (PSD), Arthur do Val (Patriota), Bruno Covas (PSDB), Celso Russomanno (Republicanos), Guilherme Boulos (PSOL), Jilmar Tatto (PT), Joice Hasselmann (PSL), Márcio França (PSB), Marina Helou (Rede), Orlando Silva (PCdoB) e Filipe Sabará (Novo) apresentaram propostas no programa.

Russomanno, que lidera as pesquisas de intenção de voto, foi alvo preferencial de ataques dos demais. Em vários momentos, o candidato associou sua imagem à do presidente Jair Bolsonaro. O deputado federal se colocou como “único candidato que tem amizade com o presidente”.

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O próximo debate está previsto para 23 de outubro, na RedeTV!. Confira aqui a agenda completa.

Bruno Covas e bolsa crack

No primeiro bloco, o atual prefeito e a candidata Joice Hasselmann criticaram o programa Braços Abertos, da gestão Fernando Haddad (PT), ao qual se referiram como “bolsa crack”. Voltada ao tratamento de dependentes químicos na região da cracolândia, a ação foi encerrada por Covas. “Acabamos com a bolsa crack do PT”, disse Covas.

Joice defendeu a parceria do possível governo com igrejas evangélicas e católicas para recuperar dependentes, nomeando como exemplo o projeto Cristolândia. Em casos específicos, a deputada apontou para a internação compulsória. A mesma solução, de forma mais ampla, foi defendida por Andrea Matarazzo, que prometeu fiscalização em comércios da região que “são usados para o crime”

Celso Russomanno e Itacaré

Joice Hasselmann fez acusações contra Russomanno de envolvimento em casos de corrupção. No segundo bloco, a candidata lembrou a suspeita de que o deputado federal teria recebido R$50 mil não contabilizados da Odebrecht. “O senhor conhece Itacaré? Não estou falando da praia na Bahia, mas do seu codinome na planilha da Odebrecht”, perguntou.

A candidata fez referência ao apelido que o parlamentar teria no sistema onde a empreiteira registrava o pagamento de propinas. O deputado negou as acusações e ressaltou sua atuação na defesa do direito do consumidor. 

Joice também apontou que Russomanno teria votado contra a Lei da Ficha Limpa, que impede candidatos condenados por crimes de corrupção em um órgão colegiado a concorrerem às eleições. Somente Marcelo Melo (MDB-GO) foi contra a proposta - disse que apertou o botão por engano.

Onde Guilherme Boulos mora

Após Russomanno dizer que Boulos não conhece a realidade da periferia, o candidato disse ser o único dos 11 participantes do debate que mora na periferia. Boulos vive no Campo Limpo, bairro na Zona Sul de São Paulo. O distrito concentra tanto favelas e conjuntos habitacionais quanto residenciais de classes média e alta. O ativista realizou a oficialização de sua candidatura na comunidade Morro da Lua, localizada no bairro.

Russomanno fez a crítica a Boulos após o candidato do PSOL falar sobre vídeo em que o deputado, em atuação como apresentador de TV,  teria maltratado uma caixa de supermercado. "Por que você fala fino com os poderosos e grosso com o povo?", perguntou Boulos.

Retrofit

Mencionada por Márcio França e Boulos, o termo se refere a modernizar construções e sistemas antigos ou que estão fora de norma. Ambos citaram a técnica para resolver problemas de moradia na cidade.

O candidato do PSOL falou desse processo ao defender a transformação de imóveis desocupados no centro de São Paulo em moradia popular. 

Plano diretor

Arthur do Val questionou Russomanno sobre revisão do plano diretor de São Paulo, lei que orienta o poder público e a iniciativa privada em construções e na oferta de serviços essenciais. Aprovado em 2014, o plano atual é válido até 2030. 

O candidato do Republicanos disse que trabalharia com técnicos para definir a questão. Do Val defendeu a revisão como forma de gerar emprego e renda. 

Vale do Anhangabaú

Apontando a revitalização do Vale do Anhangabaú, Andrea Matarazzo criticou a escolha de prioridades realizada no governo Covas. “Você deixa como grande marca da gestão a construção de uma fonte luminosa de quase R$100 milhões no Anhangabaú”, disse o candidato do PSD.

Covas disse que a obra possibilitará retomar o local como espaço de eventos. O prefeito acrescentou que Matarazzo fez sua avaliação baseada em registro de alguém que invadiu a construção inacabada.

‘Cocô no chão’

Nas considerações finais, Arthur do Val usou frases de efeito para finalizar sua participação no debate. “Enquanto a gente debate aqui tem gente na rua, fazendo cocô no chão”. 

O estilo do candidato, que fez fama no YouTube, apareceu em outros momentos. Ao defender propostas na educação, o deputado estadual disse que implementaria projetos para ensinar direito e economia a jovens de periferia e não “aula de picho e break dance”.

Marina Helou

Na primeira pergunta direcionada à candidata, sobre medidas para estimular a geração de empregos na cidade, Marina Helou orientou o público a buscar as propostas em suas redes sociais. A deputada estadual focou perguntas e respostas em questões referentes à sustentabilidade e ao meio ambiente.

A candidata tentou vincular Márcio França ao ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles. França foi vice do ex-governador Geraldo Alckmin (PSDB) que nomeou Salles secretário estadual do Meio Ambiente. 

Em seu discurso final, Marina associou sua imagem à ex-ministra Marina Silva, também filiada da Rede e se colocou como uma candidata que foge “à mesmice” da política.

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