Checamos a sabatina do Estadão com Guilherme Boulos no segundo turno
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Checamos a sabatina do Estadão com Guilherme Boulos no segundo turno

Candidato do PSOL à Prefeitura citou dados imprecisos sobre pesquisas Datafolha, mas acertou números sobre efetivo de Guarda Municipal e corredores de ônibus

Alessandra Monnerat, Tiago Aguiar e Samuel Lima e Victor Pinheiro, especiais para o Estadão

18 de novembro de 2020 | 14h31

Estadão Verifica checou as falas do candidato do PSOL à Prefeitura de São Paulo, Guilherme Boulos, na sabatina do Estadão nesta quarta-feira, 18. Boulos citou dados imprecisos sobre pesquisas Datafolha, mas acertou números sobre efetivo de Guarda Municipal e corredores de ônibus. Veja o resultado abaixo.

A equipe entrou em contato com a assessoria do candidato sobre as checagens, e atualizará o texto conforme as respostas chegarem.

Boulos na sabatina do Estadão. Foto: Reprodução/YouTube

“Minha taxa de rejeição no último Datafolha antes das eleições era menor do que a de duas semanas antes, inclusive menor que a do prefeito Bruno Covas”.

Não é bem assim: na última pesquisa Datafolha antes do primeiro turno das eleições municipais paulistanas, realizada nos dias 13 e 14, a taxa de rejeição de Bruno Covas (PSDB) registrada foi de 25%, e a de Boulos, 24%. Considerando a margem de erro do levantamento, de três pontos porcentuais, os dois estavam em empate técnico.

Além disso, é impreciso afirmar que a rejeição ao candidato do PSOL diminuiu, pois desde 20 de outubro o índice segue na mesma faixa, em torno dos 24%, nas pesquisas do instituto. Todas os levantamentos citados foram feitos no primeiro turno.

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“A GCM de São Paulo tem menos efetivo que a GCM do Rio, sendo que SP tem o dobro da população”.

É verdade. O efetivo da Guarda Municipal do Rio era de 7.312 agentes em 2019, e o da Guarda Civil Municipal paulistana era de 6.106 no mesmo ano. De acordo com estimativas populacionais do IBGE, São Paulo tem cerca 12,3 milhões de habitantes e o Rio de Janeiro possui 6,7 milhões.

(Bruno Covas e João Doria) fizeram menos de 4 km de corredor”.

Isso também é verdade. De acordo com o relatório de metas da Prefeitura de São Paulo, foram 2,68 km na Avenida Cecília Lottenberg. Outras duas obras estavam em andamento. Somando com faixas exclusivas de ônibus, eram 14,88 km.

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“A Consultoria Ernst & Young fez um estudo e estimou que seria possível reduzir os custos em R$ 400 milhões por ano só sanando irregularidades e desvios.”

O candidato se refere a uma auditoria feita pela empresa de consultoria em 2014. A Ernst & Young constatou diversas irregularidades naquela época, como a não realização de viagens pelas empresas contratadas pela Prefeitura. Estas economizavam cerca de R$ 369,6 milhões por ano pelo descumprimento das partidas programadas. Caso a prefeitura aplicasse multas, o valor poderia chegar a R$ 36 milhões.

“A taxa de investimento dos quatro anos de Doria e Covas é pouco mais da metade do governo Fernando Haddad. Vou retomar a taxa de investimento anterior, que foi de 20 bi”.

A afirmação de Boulos é exagerada. Segundo os balanços financeiros disponíveis no portal da prefeitura, o maior valor de investimento empenhado pela gestão Haddad ocorreu em 2015, na ordem de R$ 4,48 bilhões. Durante os quatro anos de mandato, o governo petista somou pouco mais de R$ 15 bilhões em investimentos empenhados. 

Já a gestão Doria registrou empenho de R$ 1,98 bilhão no exercício de 2017; R$ 2,3 bilhões em 2018; e R$ 3,55 bilhões em 2019. O balanço referente ao ano de 2020 ainda não foi divulgado.

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“São 130 bilhões de reais de dívida ativa”.

O número citado está correto. De acordo com relatório do Tribunal de Contas do Município (TCM), a Prefeitura tinha R$ 130.327.456,00 a receber até 31 de dezembro de 2019.R

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