PF aponta relação de bunker de R$ 51 milhões com deputado irmão de Geddel

PF aponta relação de bunker de R$ 51 milhões com deputado irmão de Geddel

Investigadores apontam que apartamento onde dinheiro foi encontrado foi emprestado a parlamentar peemedebista Lúcio Vieira Lima

Beatriz Bulla, de Brasília

08 Setembro 2017 | 10h42

Lucio Vieira Lima. Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil

A Polícia Federal apontou que existem “fortes indícios” de que o dinheiro encontrado em um apartamento em Salvador nesta semana seja do ex-ministro Geddel Vieira Lima. A afirmação faz parte do pedido de prisão preventiva do peemedebista que foi encaminhado à Justiça Federal.

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Policiais e procuradores apontam ainda a ligação do imóvel onde foram encontradas as malas de dinheiro com o irmão de Geddel, o deputado Lúcio Vieira Lima (PMDB-BA).

Foto: PF

Na última terça-feira, a PF encontrou em um imóvel na capital baiana que seria usado por Geddel um “bunker”, com armazenagem de dinheiro em espécie. O valor chegou a o equivalente a R$ 51 milhões, distribuídos em oito caixas e seis malas. A Polícia achou as digitais do ex-ministro no apartamento.

Durante a operação a polícia encontrou uma fatura em nome de Marinalva Teixeira de Jesus, apontada pelos procuradores como empregada doméstica de Lúcio. Além disso, o proprietário do apartamento, Silvio Antônio Cabral da Silveira, confirmou que emprestou o imóvel ao deputado federal.

Segundo o MPF, Silveira afirmou que emprestou o apartamento para Lúcio Vieira Lima “em nome da amizade que possuía com ele, embora não conhecesse Geddel”. O empréstimo do apartamento foi confirmado em depoimento da administradora do condomínio.

Foto: PF

O juiz Vallisney de Souza Oliveira, da 10ª Vara em Brasília, autorizou a prisão preventiva de  Geddel e de Gustavo Pedreira, considerado pessoa próxima ao ex-ministro. Investigadores identificaram as digitais dos dois no apartamento. O juiz também deferiu busca e apreensão em três endereços nesta manhã, entre eles a casa da mãe do ex-ministro.  Ao pedir a busca, a Polícia Federal alegou que “há grande probabilidade” de que nos endereços existam documentos de práticas de crime e “inclusive, mais dinheiro de origem ilícita”.

Para o juiz, diante dessas circunstâncias “não há nenhuma possibilidade de se assegurar que o preso domiciliar esteja cumprindo e possa continuar cumprindo rigorosamente todos os requisitos da cautela. Aliás, como se pode ver, tudo evidencia que não está executando fielmente a medida alternativa à prisão (efetiva), pois foram encontradas fragmentos de impressões digitais no material apreendido, e tanto de Geddel quanto de Gustavo Pedreira”.

Para o magistrado, há fortes os indícios do crime de lavagem de dinheiro e de “reiteração da conduta criminosa”, o que justifica a necessidade da prisão preventiva.

COM A PALAVRA, GEDDEL

A defesa do peemedebista afirma que vai se manifestar quando tiver acesso aos autos.

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