Juiz mandou fazer buscas na casa da mãe de Geddel

Ao pedir para vasculhar endereços ligados ao peemedebista, a PF justificou que “há grande probabilidade” de que existam, nestes locais, documentos que comprovem a prática de crime e “inclusive, mais dinheiro de origem ilícita”

Beatriz Bulla, de Brasília

08 Setembro 2017 | 10h22

Geddel Vieira Lima. Foto: Dida Sampaio/Estadão

O juiz Vallisney de Souza Oliveira, da 10ª Vara em Brasília, autorizou a busca e apreensão em três endereços nesta manhã, entre eles a casa da mãe do ex-ministro Geddel Vieira Lima.  Ao pedir a busca, a Polícia Federal alegou que “há grande probabilidade” de que nos endereços existam documentos que comprovem a prática de crime e “inclusive, mais dinheiro de origem ilícita”.

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Foto: PF

A PF foi nesta manhã na casa de Geddel, de Gustavo Pedreira – ambos presos preventivamente – e da mãe do ex-ministro, que mora no mesmo prédio do filho em Salvador (BA). Por essa razão, a polícia considerou que “não se descarta que o mesmo possa utilizar a residência da mãe para ocultar documentos e valores decorrentes e sua empreitada criminosa, retirando-os do seu apartamento, mas se encontrando em local de pronto acesso”.

Foto: PF

O Ministério Público Federal no Distrito Federal, ao concordar com o pedido da PF, considerou ainda que Geddel pode usar a residência de seus familiares para contatar outras pessoas.

Na última terça-feira, a PF encontrou em um imóvel na capital baiana que seria usado por Geddel um “bunker”, com armazenagem de dinheiro em espécie. O valor chegou a o equivalente a R$ 51 milhões, distribuídos em oito caixas e seis malas. A Polícia achou as digitais do ex-ministro no apartamento.

Para o juiz, diante dessas circunstâncias “não há nenhuma possibilidade de se assegurar que o preso domiciliar esteja cumprindo e possa continuar cumprindo rigorosamente todos os requisitos da cautela. Aliás, como se pode ver, tudo evidencia que não está executando fielmente a medida alternativa à prisão (efetiva), pois foram encontradas fragmentos de impressões digitais no material apreendido, e tanto de Geddel quanto de Gustavo Pedreira”.

Para o magistrado, há fortes os indícios do crime de lavagem de dinheiro e de “reiteração da conduta criminosa”, o que justifica a necessidade da prisão preventiva.

COM A PALAVRA, GEDDEL

A defesa do peemedebista afirma que vai se manifestar quando tiver acesso aos autos.