‘Bocca’ da PF liga delação da JBS a mentiras

‘Bocca’ da PF liga delação da JBS a mentiras

São cumpridos quatro mandados de busca e apreensão na cidade de São Paulo e um no Rio

Fausto Macedo e Julia Affonso

11 Setembro 2017 | 09h12

Policia Federal. Foto: Fábio Motta/Estadão

A Polícia Federal cumpre nesta segunda-feira, 10, a Operação Bocca, cinco mandados judiciais expedidos pelo ministro Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal (STF). A investigação mira a delação dos executivos da J&F.

Em nota, a PF informou que são quatro mandados de busca e apreensão na cidade de São Paulo e um no Rio de Janeiro.

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Delatores da JBS seguem hoje para Brasília

Os alvos são as casas dos empresários Joesley Batista, de Ricardo Saud, do advogado Francisco Assis e Silva – delatores – e a sede da J&F. A PF faz buscas na casa do ex-procurador da República Marcello Miller – suspeito de fazer jogo duplo em favor da J&F.

O nome da operação é uma alusão à “Bocca della Verità”.

“A mais famosa característica da Bocca é seu papel como detector de mentiras. Desde a Idade Média, acredita-se que se alguém contar uma mentira com a mão na boca da escultura, ela se fecharia “mordendo” a mão do mentiroso.

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Joesley Batista e o diretor da J&F Ricardo Saud se entregaram na tarde de domingo, 10, à Polícia Federal em São Paulo após o ministro Edson Fachin autorizar a prisão temporária dos dois delatores por cinco dias. Para o ministro, há “indícios suficientes” de que ambos violaram o acordo de colaboração premiada ao omitir a participação do ex-procurador Marcello Miller no processo de delação. Fachin afirmou ainda que há indícios de que as delações ocorreram de maneira “parcial e seletiva”.