PF vasculha casa de Joesley

PF vasculha casa de Joesley

Empresário está preso por suspeita de violar delação premiada; casa de Ricardo Saud também é alvo

Fausto Macedo e Julia Affonso

11 Setembro 2017 | 06h54

Joesley Batista em Brasília. FOTO: Adriano Machado/REUTERS

A Polícia Federal faz buscas na casa dos empresários Joesley Batista e Ricardo Saud nesta segunda-feira, 11, em São Paulo. Os executivos são delatores e estão presos.

Também é alvo a casa do advogado delator Francisco Assis, da J&F.

OUÇA O ÁUDIO QUE COLOCOU EM RISCO A DELAÇÃO DA JBS

Os agentes cumprem mandados de busca também no Rio. O alvo é a casa do ex-procurador  da República Marcello Miller.

‘Bocca’ da PF liga delação da JBS a mentiras

Joesley Batista e Ricardo Saud, cujas prisões foram decretadas pelo ministro Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal, por violação do acordo de colaboração premiada, se entregaram na sede da Superintendência Regional da Polícia Federal em São Paulo, no domingo, 10.

Saud foi o primeiro a chegar. Por volta de 14h, Joesley, que partiu da casa do seu pai, nos Jardins, chegou. Ambos chegaram à PF em carros particulares.

A prisão dos delatores foi ordenada por Fachin a pedido do procurador-geral da República, Rodrigo Janot.

O ministro deferiu parcialmente o requerimento do procurador porque não mandou prender outro personagem desse novo capítulo do caso JBS, o ex-procurador da República Marcello Miller – sob suspeita de fazer jogo duplo em favor do grupo empresarial.

“Expeçam-se mandados de prisão em desfavor de Joesley Mendonça Batista e Ricardo Saud, pelo prazo de 5 (cinco) dias findo o qual, nos termos do que dispõe o art. 2º, §7º, da Lei 7.960/1989, deverão ser postos imediatamente em liberdade, salvo se por outro motivo deverem ser mantidos sob custódia”, determinou Fachin em despacho divulgado neste domingo (10) pelo STF.

A decisão do ministro foi tomada na última sexta-feira (8), mas estava protegida sob sigilo.

“Quanto aos colaboradores Joesley Mendonça Batista e Ricardo Saud, são múltiplos os indícios, por eles mesmos confessados, de que integram organização voltada à prática sistemática de delitos contra a administração pública e lavagem

de dinheiro. A prisão temporária, quanto a eles, como requerida pelo MPF, é medida que se impõe. “, anotou.

Mais conteúdo sobre:

JBSoperação Lava Jato