Rosa Weber decide manter com Barroso registro eleitoral de Lula

Rosa Weber decide manter com Barroso registro eleitoral de Lula

'Broadcast Político' apurou que ministro deve levar ao plenário o pedido da candidatura do ex-presidente, e não decidir de forma monocrática

Rafael Moraes Moura, Amanda Pupo e Breno Pires / BRASÍLIA

16 de agosto de 2018 | 20h55

Luís Roberto Barroso. Foto: Ed Ferreira/Estadão

A presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministra Rosa Weber, decidiu na noite desta quinta-feira, 16, que o relator do pedido de registro da candidatura do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) à Presidência da República deve ser o ministro Luís Roberto Barroso, segundo apurou o Broadcast Político.

Inicialmente, o pedido de registro de Lula foi distribuído por sorteio a Barroso, vice-presidente do TSE, mas o PT questionou a Corte Eleitoral sobre os critérios de definição da relatoria, sob o argumento de que o ministro Admar Gonzaga já é o relator de outros processos que pretendem barrar as pretensões eleitorais do ex-presidente.

Para resolver as dúvidas, Barroso encaminhou o questionamento a Rosa, que, na condição de presidente do TSE, definiu quem deve ser o relator do registro.

Conforme apurou o Broadcast Político, Barroso deve levar ao plenário o pedido de registro, e não decidir de forma monocrática (individualmente). De acordo com interlocutores do ministro, ele acredita que a questão é institucionalmente relevante e deve ser submetida à análise do plenário.

Também é atribuição do relator analisar a contestação da Procuradoria-Geral Eleitoral feita sobre a candidatura de Lula, porque ela está inserida no processo de registro do ex-presidente.

A procuradora-geral da República, Raquel Dodge, impugnou (pediu a rejeição) a candidatura de Lula horas após o pedido de registro, o que motivou um comentário irônico de um advogado de defesa de Lula nesta quinta-feira, 16.

“A gente não tinha visto a Procuradoria ser tão rápida até hoje, né?”, disse o advogado Luiz Fernando Casagrande Pereira. “Se houvesse essa rapidez em todos os casos, o estoque de processos do Brasil estaria zerado”, afirmou o defensor de Lula a jornalistas após sessão plenária do TSE.

O advogado de Lula disse também que, ao levantar uma dúvida sobre quem deveria ser relator, a defesa não estava buscando escolher o relator. “Algumas ações foram distribuídas ao ministro Admar, o registro ao ministro Barroso. Queremos nos pronunciar nos autos e não sabemos a qual ministro nos dirigir. Não há, assim, escolha de ministro, é uma questão técnica de dúvida que a presidência tem de dirimir, senão a gente não sabe pra quem falar”, disse Casagrande .

Até agora, sete pedidos de impugnação da candidatura de Lula já foram feitos à Justiça Eleitoral.

O TSE tem até o dia 17 de setembro para julgar os registros de candidatura, mas integrantes do tribunal defendem uma solução rápida sobre a situação de Lula.

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