PT contesta no TSE distribuição de registro para Barroso

PT contesta no TSE distribuição de registro para Barroso

Ministro é considerado linha-dura por petistas, que defendem o envio do caso a Admar Gonzaga, relator de ações que pedem a impugnação da candidatura do ex-presidente

Rafael Moraes Moura / BRASÍLIA

15 de agosto de 2018 | 22h01

TSE. Foto: Dida Sampaio/Estadão

O PT decidiu nesta quarta-feira, 15, contestar no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) o fato de o ministro Luís Roberto Barroso, vice-presidente da Corte Eleitoral, ter sido definido o relator do registro da candidatura ao Palácio do Planalto do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Segundo apurou o Estadão/Broadcast com auxiliares petistas, a contestação da relatoria se deve à questão de “regularidade processual” – eles acreditam que o registro deveria ter sido encaminhado diretamente ao ministro Admar Gonzaga, relator das ações do Movimento Brasil Livre (MBL) e de Alexandre Frota que pedem a impugnação da candidatura de Lula.

Nesta quarta, a procuradora-geral eleitoral, Raquel Dodge, também questionou a candidatura de Lula, preso e condenado na Operação Lava Jato.

Barroso não deve decidir de forma monocrática (individualmente) sobre o pedido de registro do ex-presidente. De acordo com interlocutores do ministro, ele acredita que a questão é institucionalmente relevante e deve ser submetida à análise do plenário o mais rápido possível.

Na avaliação de dirigentes petistas, a relatoria com Barroso é “péssima”, porque o ministro seria linha-dura e sujeito à influência da opinião pública.

O objetivo principal do PT é garantir a presença de Lula no horário eleitoral gratuito, previsto para começar no dia 31 de agosto em rede nacional de rádio e televisão.

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