Em balanço, Moro fará dos limões a limonada

Em balanço, Moro fará dos limões a limonada

Coluna do Estadão

11 de dezembro de 2019 | 05h00

Ministro Sérgio Moro. FOTO: ADRIANO MACHADO/REUTERS

Sérgio Moro já aprendeu uma valiosa regra da política: fazer do limão a limonada. Em balanço a ser apresentado amanhã, deverá insistir que a aprovação do pacote anticrime, mesmo desfigurado pelo Congresso, foi o grande feito de sua gestão. No entender da Justiça, o conjunto de propostas, juntadas a projetos do ministro Alexandre de Moraes (STF), traz mudanças importantes e estruturais, como o banco de DNA de criminosos. Reservadamente, porém, aliados do ministro admitem: o maior capital dele ainda é a popularidade obtida com a Lava Jato.

Jogral. Os secretários da Justiça vão falar por dez minutos, além dos diretores da Polícia Federal, da Polícia Rodoviária Federal e de um representante da Funai.

Futuro. Outros destaques da Justiça: o programa Em Frente, Brasil, a ser ampliado, e o aumento no confisco de bens de traficantes.

Azedume. No meio jurídico, os limões de Moro ainda são só limões: termina o ano distante da vaga no STF, fustigado pela “vaza jato”, e derrotado no excludente de ilicitude, avaliam.

Ajuda aí. Moro pediu a aliados que retomem, no ano que vem, os pontos cruciais que acabaram fora. Indicou que deve recomendar a Jair Bolsonaro o veto à criação do juiz de garantia.

Prato… A decisão do Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP) de abrir processo disciplinar contra Deltan Dallagnol, por críticas feitas à candidatura de Renan Calheiros (MDB-AL) a presidente do Senado, pode ser apenas um indigesto aperitivo para o procurador da Lava Jato.

…frio. Outro processo contra Dallagnol que aguarda na fila, relativo à tentativa de criação de um fundo da Lava Jato, é de igual ou até de maior peso, avaliam conselheiros contrários ao procurador no órgão.

CLICK. O senador Randolfe e o deputado Rodrigo Agostinho na COP 25, em Madri, com a representante do Meio Ambiente da Alemanha, Rita Schwarzelühr-Sutter.

FOTO: COLUNA DO ESTADÃO

Canja. Bolsonaro cancelou viagem a Salvador por conselho médico. Está tudo bem com o presidente, afora o “cansaço”. A agenda no Rio está mantida.

Referência fitness. O deputado Felipe Francischini (PSL-PR) emagreceu 38 kg nos últimos meses. O segredo? Dieta restritiva e exercícios físicos todos os dias.

SINAIS PARTICULARES.
Felipe Francischini, deputado federal (PSL-PR)

ILUSTRAÇÃO: KLEBER SALES/ESTADÃO

Polêmica… Começa a ganhar força, de novo, a ideia de extinguir a Renca (Reserva Nacional do Cobre e Associados), recriada por Michel Temer após muito barulho da sociedade civil.

…a caminho. O senador Lucas Barreto (PSD-AP) circula com minuta de texto e cobra de Jair Bolsonaro a promessa de abrir a área para exploração.

Explique. O PSOL acionou o PGR, Augusto Aras, para que ele esclareça a decisão de destituir a procuradora Deborah Duprat do cargo de vice-presidente do Conselho Nacional de Direitos Humanos (CNDH), uma vez que ela foi eleita para a mesa diretora e a vaga é intransferível.

Estamos juntos. O presidente da Comissão Arns, o ex-ministro José Carlos Dias, visitou Deborah Duprat após ela ter sido destituída do conselho.

Brilho. A prefeitura de Angra dos Reis (RJ) apresenta hoje na Bolsa de Valores de SP a PPP de iluminação da cidade. São 20 mil pontos, com destaque para os pontos turísticos. O contrato é de R$ 85 milhões com duração de 15 anos.

PRONTO, FALEI!

Senador Alvaro Dias. FOTO: NILTON FUKUDA/ESTADÃO

Álvaro Dias, senador (Podemos-PR): “A PEC da Câmara está sendo construída para não ter prisão após condenação em segunda instância. Se ela passar pelo Congresso, vai cair no STF.”

COM REPORTAGEM DE ALBERTO BOMBIG, MARIANA HAUBERT E MARIANNA HOLANDA

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