Moro mais que dobra arrecadação com venda de bens apreendidos de traficantes

Moro mais que dobra arrecadação com venda de bens apreendidos de traficantes

Coluna do Estadão

26 de novembro de 2019 | 05h00

Ministro Sérgio Moro. FOTO: DIDA SAMPAIO/ESTADÃO

Apesar das dificuldades de Sérgio Moro com seu pacote anticrime no Congresso, o ministro poderá encerrar o ano com um tento a favor da Justiça no combate ao crime organizado, uma de suas bandeiras neste ano. A arrecadação com a venda de bens apreendidos de traficantes mais que dobrou em comparação ao valor de todo o ano passado, chegando a R$ 24,3 milhões. Em 2018 foram R$ 10,3 milhões. A explicação para esse salto é a MP editada no meio do ano, transformada em lei em outubro pelo Legislativo, que facilita a venda desse espólio.

Acelerou. Desde a promulgação da lei, foram leiloados 311 ativos, arrecadando mais de R$ 2,6 milhões. Sob Moro, o foco da Secretaria Nacional de Políticas sobre Drogas (Senad), com Luiz Roberto Beggiora, mudou para descapitalizar o tráfico de drogas.

Objetivos. “A Secretaria Nacional de Políticas sobre Drogas (Senad/MJSP) está atuando para a melhor e mais eficiente gestão de ativos, para devolver à sociedade os recursos apreendidos do tráfico de drogas, e destinando os recursos para a prevenção e o reaparelhamento das forças de segurança pública, alinhada com as diretrizes do governo federal na desarticulação financeira das organizações criminosas no país”, disse Beggiora à Coluna.

Sarrafo alto. O governo ainda está longe da ambiciosa meta de R$ 100 milhões, fixada no início do ano. A expectativa é de aumentar a cota com os próximos leilões, quinta-feira no Rio Grande do Sul e no Paraná.

Ajuda aí. O governo precisa que os Estados cadastrem os bens apreendidos na nova plataforma criada com a lei para realizar os leilões. O passivo é de 50 mil veículos, joias e eletrônicos, entre outros, parados em pátios da polícia.

Top 5. A maioria está no Sudeste: São Paulo tem 3,7 mil bens e Minas Gerais, 1,6 mil. Em seguida, aparecem Paraná, com 1,5 mil, Mato Grosso do Sul, 1,1 mil, e Rio Grande do Sul, 965.

Sob medida. Entre as poucas certezas sobre o futuro do partido Aliança pelo Brasil, está a de que o diretório de Goiás terá como principal cacique o deputado federal Major Vitor Hugo. No PSL, ele e Delegado Waldir duelavam pela primazia no Estado.

SINAIS PARTICULARES.

Vitor Hugo (PSL-GO), deputado federal

ILUSTRAÇÃO: KLEBER SALES/ESTADÃO

Eu… Mesmo tendo rompido com Jair Bolsonaro, o PSL deve manter simbolicamente seu ministério na Esplanada. Marcelo Álvaro Antônio (Turismo) pretende continuar no partido sem deixar o governo.

…fico. “Tenho fidelidade partidária ao PSL, acredito que há um risco grande de perder o mandato (de deputado federal se sair).”

Investida. Deputados do Nordeste e de Goiás articulam contraproposta a ser entregue ainda hoje ao relator do Novo Marco Legal do Saneamento, deputado Geninho Zuliane (DEM-SP). Se houver consenso, o plenário deve votar a urgência da proposta amanhã.

Boia. O grupo quer que novos contratos sem licitação possam ser fechados por um período de transição após a sanção da proposta. Aliados do relator enxergam uma tentativa de salvar estatais do setor que não conseguem prestar serviço de qualidade.

CLICK. No lançamento do novo site do grupo jurídico Prerrogativas, Marco Aurélio de Carvalho entre as advogadas Juliana Souza (à esq.) e Silvia Souza, da ONG Conectas.

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Garupa. Aprovado pelo Novo para disputar a Prefeitura de São Paulo, Filipe Sabará aproveitou um evento com a participação do Sebrae-SP, comandado por seu partido, para, digamos, se tornar mais conhecido na populosa favela de Paraisópolis, sábado passado.

Atrito. As “caronas” de membros do Novo na rabeira do Sebrae-SP têm causado ruídos na base de João Doria, especialmente com o PSDB. O governador tucano foi determinante na escolha de Wilson Poit para a seção paulista da diretoria do serviço social.

PRONTO, FALEI!

Deputada Perpétua Almeida. Foto: Pablo Valadares/Câmara dos Deputados

Perpétua Almeida (PCdoB-AC), deputada federal: “Bolsonaro diminui o papel das Forças Armadas quando as coloca para brigar com a população. Essa não é a responsabilidade delas”, sobre a GLO rural.

COM REPORTAGEM DE ALBERTO BOMBIG, MARIANA HAUBERT E MARIANNA HOLANDA. 

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