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Bolsonaro defende tratamento precoce na abertura da 76ª Assembleia-Geral da ONU

Em Nova York, presidente ignorou apelos da diplomacia brasileira para moderar fala

O presidente Jair Bolsonaro abriu a 76ª Assembleia-Geral da ONU insistindo na retórica de que seu governo é melhor do que o retratado na imprensa e disse, como fez em 2019, que o Brasil esteve "à beira do socialismo". Nos cerca de 13 minutos de pronunciamento, ainda atacou governadores e prefeitos por políticas de isolamento social na pandemia de covid-19, defendeu o chamado "tratamento precoce" contra a doença — em referência a medicamentos comprovadamente ineficazes contra covid, como hidroxicloroquina e ivermectina — e se colocou contrário a "passaportes de vacinação".

 

Antes dele, o secretário-geral da Organização das Nações Unidas, António Guterres, fez uma defesa contendente da vacinação contra a covid-19 e destacou, além da pandemia, os problemas a serem enfrentados pelos líderes internacionais, em especial as mudanças climáticas. "Criamos problemas que somos capazes de resolver".

 

Bolsonaro chegou à assembleia pressionado por líderes internacionais por não ter se vacinado contra o coronavírus. O avanço da imunização global como saída para o fim da pandemia de covid-19 e a recuperação da economia foi a tônica de vários discursos de hoje. 

 

A 76ª Assembleia-Geral da ONU segue até o dia 27.

 

 

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  • 13h45

    21/09/2021

    Encerramento da transmissão; Assembleia-Geral segue até o dia 27

     

    A 76ª sessão da Assembleia-Geral das Nações Unidas, aberta nesta terça para a participação dos líderes mundiais com o discurso do presidente Jair Bolsonaro, segue até o dia 27 de setembro. 

     

    O mandatário brasileiro foi precedido pelo secretário-geral da ONU, António Guterres, que defendeu a ampla vacinação da população mundial para superar a pandemia de covid-19, tema central da reunião, batizada oficialmente como “Construindo resiliência através da esperança – recuperar de Covid-19, reconstruir sustentabilidade, responder às necessidades do planeta, respeitar os direitos das pessoas e revitalizar as Nações Unidas”. 

     

    Como mostrou o Estadão, a fala do presidente brasileiro destou da de Guterres e de outros líderes que o sucederam, como o americano Joe Biden. Bolsonaro defendeu o chamado tratamento precoce - cuja eficácia é questionada pela comunidade científica - e criticou medidas de isolamento social, atribuindo a elas a alta da inflação no Brasil. 

     

    Mandatários de diversos países, como China e Argentina, ainda devem se manifestar hoje, por meio de videoconferência ou presencialmente. 

     

    A Assembleia-Geral segue até dia 27. Encerramos agora a cobertura em tempo real do encontro. Continue acompanhando a cobertura e repercussão do evento e as últimas notícias da política nacional e internacional no portal do Estadão.

     

    Agradecemos a audiência!

  • 13h24

    21/09/2021

    Eliane Cantanhêde: O Brasil da realidade paralela

     

    O presidente Jair Bolsonaro usou a abertura da Assembleia-Geral da ONU para se gabar de vitórias dos governos passados, transformar erros da sua gestão em méritos e confrontar todo o mundo civilizado, ao discursar sem tomar vacina, fazer apologia do “tratamento precoce” contra a covid-19 e condenar o isolamento social. 

     

    Só faltou Bolsonaro se referir diretamente à “imunidade de rebanho” e atacar também as máscaras, mas não chegou a tanto. Sem vacina e depois de comer pizza na calçada em Nova York, falar em deixar todo mundo morrer e aparecer sem máscara seria demais, mesmo para padrões bolsonaristas.

     

    Segundo o presidente do Brasil, massacrando a realidade e contrariando o consenso internacional, “a história e a ciência” vão responsabilizar quem batalhou pelas vacinas e pelo isolamento social e rejeitou a cloroquina e a ivermectina (que foram condenadas pela Organização Mundial da Saúde e por todas as agências sanitárias mundo afora). Na verdade, ocorrerá o oposto: a história e a ciência condenarão quem trabalhou a favor do coronavírus e de tratamentos inadequados, como ele.

     

    Leia a análise da colunista Eliane Cantanhêde.

  • 12h49

    21/09/2021

    Bolsonaro retira citação a militares em discurso na ONU

     

    Na transcrição oficial do discurso que o presidente Bolsonaro fez na ONU, presente no site do governo federal, há uma citação aos militares na frase em que o mandatário diz a quem ele tem respeito. No discurso que foi de fato proferido na Assembleia-Geral, porém, o chefe do Planalto omitiu esse grupo de sua fala. Confira:  

     

    Discurso oficial, transcrito no site do governo: “O Brasil tem um presidente que acredita em Deus, respeita a Constituição e seus militares, valoriza a família e deve lealdade a seu povo”.

     

    O que Bolsonaro disse: “O Brasil tem um presidente que acredita em Deus, respeita a Constituição, valoriza a família e deve lealdade a seu povo”.

     

  • 12h38

    21/09/2021

    André Borges: Brasil verde descrito por Bolsonaro na ONU é ficção sem respaldo na realidade; leia análise

     

    Nos poucos mais de 12 minutos em que discursou na Assembleia-Geral da ONU, Bolsonaro disse ao mundo que a Amazônia registrou uma redução de 32% em seus níveis de desmatamento no mês de agosto, quando comparado ao mesmo mês do ano passado. Na verdade, a maior floresta tropical do mundo perdeu 1.606 km² de vegetação no mês passado e superou em 7% os índices alarmantes já registrados no mesmo período de 2020.

     

    Com a fala de Bolsonaro, o Brasil, que sempre ocupou posição de protagonismo na agenda ambiental, dada a relevância da Amazônia para que o mundo reduza os impactos do aquecimento, reafirma sua posição negacionista na ONU.

     

    Leia a análise do repórter André Borges.

  • 12h31

    21/09/2021

    Senadores da CPI da Covid dizem que Bolsonaro 'mentiu' na ONU

     

    Membros das CPI da Covid, no Senado, reagiram no início da sessão de hoje ao discurso do presidente Jair Bolsonaro na Assembleia-Geral da ONU. A reunião de hoje, destinada a ouvir o ministro da Controladoria-Geral da União (CGU) Wagner Rosárioiniciou com atraso por conta da fala de Bolsonaro no evento em Nova York.

     

    O relator da CPI, senador Renan Calheiros (MDB-AL), avaliou que o chefe do Executivo "mentiu do início ao fim do discurso". "Parecia falar de outro país", disse.

     

     "A corrupção negada por ele na ONU foi comprovada em várias oportunidades aqui nesta comissão parlamentar de inquérito", disse Renan.

     

    No discurso, Bolsonaro afirmou que não há corrupção no Brasil desde que ele assumiu o governo. "O Brasil mudou, e muito, depois que assumimos o governo em janeiro de 2019. Estamos há 2 anos e 8 meses sem qualquer caso concreto de corrupção", afirmou Bolsonaro, ignorando as investigações da CPI da Covid.

     

    O presidente da comissão, senador Omar Aziz (PSD-AM), citou o jantar em que Bolsonaro e sua comitiva comeram pizza na calçada, em Nova York.

     

    Segundo Aziz, os trabalhos da CPI não acabarão em pizza. "Lá estava o representante da Nação brasileira degustando uma pizza. Então essa pizza não foi, para deixar bem claro, não foi assada por nós da CPI. A nossa não dará em pizza", disse. 

     

    O senador Rogério Carvalho (PT-SE) disse que Bolsonaro aproveitou seu discurso na ONU para reproduzir "fake news".

     

    Cássia Miranda

    Foto: Pedro França/Agência Senado 

    Foto: Pedro França/Agência Senado

  • 12h21

    21/09/2021

    Biden rejeita 'nova Guerra Fria' e fala em cooperação internacional durante Assembleia-Geral da ONU

    Em um discurso longo, com mais de meia hora de duração, Joe Biden fez seu primeiro pronunciamento na Assembleia-Geral da ONU como presidente dos Estados Unidos. Durante a fala, marcado por acenos ao multilateralismo e à cooperação internacional, Biden rejeitou a hipótese de que os EUA tenham interesse em mergulhar o mundo em uma nova Guerra Fria - tema que foi levantado recentemente pelo secretário-geral da ONU, António Gueterres.

     

    "Nós não estamos buscando - e eu repito, nós não estamos buscando - uma nova Guerra Fria, ou um mundo dividido em blocos rígidos", afirmou o presidente americano durante o discurso.

     

    O pronunciamento de Biden vai na contramão dos posicionamentos defendidos pelos Estados Unidos na Assembleia-Geral nos últimos anos, durante o governo de Donald Trump. Enquanto o ex-mandatário colocou o país em uma posição de isolamento em relação à comunidade internacional sobre os temas em debate - defendendo sempre a resolução interna das agendas, em detrimento das saídas multilaterais -, Biden deixou claro que pretende tratar diversas agendas prioritárias, como o combate à pandemia da covid-19 e as mudanças climáticas de forma conjunta com seus pares.

     

    Já no início do discurso, Biden ressaltou que a dor pelas perdas provocadas pela pandemia era comum a toda a humanidade, afirmando que o momento de "luto compartilhado" funciona como um lembrete de que o futuro coletivo depende da capacidade de "reconhecer nossa humanidade comum e nossa ação compartilhada". "A próxima década deve ser uma década decisiva, que literalmente determinará nossos futuros", disse.

     

    Algumas pautas prioritárias foram mencionadas pelo presidente americano, como o próprio combate à pandemia. Biden defendeu a criação de um novo mecanismo de financiamento à saúde, ressaltando que o mundo ainda lidará com outras pandemias. "Precisamos agir para expandir acesso a vacinas contra a covid-19".

     

    O presidente ainda garantiu que os EUA doarão mais vacinas ao Covax facility, iniciativa da Organização Mundial da Saúde (OMS e que os EUA vão anunciar novos compromissos sobre combate global à pandemia na quarta-feira, 22.

     

    Outra agenda discutida pelo presidente - tema prioritário e recorrente desde as eleições americanas - diz respeito à pauta ambiental. O presidente voltou a afirmar que os líderes devem enfrentar a crise climática juntos e mencionou a "enorme oportunidade" de geração de empregos e crescimento econômico trazidos pelas transformações por elas exigidas -  em tom muito similar ao discurso feito durante a Cúpula do Clima realizada no começo deste ano nos EUA.

     

    Biden afirmou que os EUA vão dobrar o financiamento contra as mudanças climáticas e destacou a importância de que todos os países levem suas maiores ambições para lidar com a crise à COP 26, a Conferência da ONU sobre Mudanças Climáticas, que ocorre em novembro, em Glasgow./ Gabriel Caldeira, Ilana Cardeal e Renato Vasconcelos

     

    Reprodução/ YouTube/ ONU

    Reprodução/ YouTube/ ONU

  • 12h14

    21/09/2021

    Veja a checagem do Estadão Verifica sobre o discurso de Bolsonaro na Assembleia-Geral da ONU

     

    Em seu discurso na Assembleia-Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), em Nova York, o presidente Jair Bolsonaro fez afirmações enganosas sobre a suposta ausência de corrupção no País durante sua gestão, criticou medidas de isolamento social adotadas em decorrência da pandemia de covid-19 e descreveu os atos de 7 de Setembro como os "maiores da história do Brasil". O presidente também destacou feitos de seu governo, criticou a imprensa e se disse comprometido com a área ambiental.

     

    Veja a checagem do discurso feita pelo Estadão Verifica.

  • 11h49

    21/09/2021

    Reveja o discurso do presidente Jair Bolsonaro na 76ª Assembleia-Geral da ONU

     

  • 11h34

    21/09/2021

    Biden cita o Afeganistão e conflitos armados ao redor do mundo em seu discurso 

     

    Reforçando seu tom multilateralista, Biden afirmou que os Estados Unidos farão sua parte, por meio de diplomacia, para mitigar conflitos armados ao redor do mundo, citando Etiópia e Iemen. O presidente americano pediu “mais paz e segurança para todas as pessoas”. 

     

    Biden citou o Afeganistão, onde a retirada das tropas americanas foi seguida pela tomada do Poder pelo grupo fundamentalista islâmico Taleban. Ele afimou que o país asiático deve receber suporte para seguir em frente e conter o grupo. “Nós todos somos a favor que as mulheres tenham direitos políticos e econômicos para que possam perseguir seus sonhos livres de violência e intimidação”.

     

    Biden também reafirmou sua prioridade em reforçar alianças com os parceiros da Otan, que foram deixadas em segundo plano durante os anos de governo Trump. "Nos últimos 8 meses, eu priorizei reconstruir nossas alianças,revitalizando nossas parcerias e reconhecendo que elas são centrais e para a continuidade da segurança e prosperidade dos EUA".

     

    Foto: Reprodução/Youtube ONU

    Foto: Reprodução/Youtube ONU

  • 11h22

    21/09/2021

    'Estamos de volta à mesa de negociaçoes internacionais', diz Biden

     

    O presidente Joe Biden reforçou a política externa que tem adotado durante o discurso. "Estamos de volta à mesa de negociaçoes internacionais, especialmente das Nações Unidas, para focar a atenção e ação global e compartilhar desafios", afirmou, ressaltando a volta do país a acordos e organizações internacionais, como a Organização Mundial de Saúde. "Conforme os Estados Unidos buscam guiar as ações mundiais, lideraremos não apenas com o exemplo de nosso poder, mas com o poder de nosso exemplo."

     

    "Não se enganem, os Estados Unidos vão continuar se defendendo, seus aliados e interesses contra ataques, incluindo ameaças terroristas quando necessário. Mas para defender nosso interesse nacional, incluindo contra ameaças em curso e iminentes, mas a missão precisa ser clara e alcançavel, feita com o consentimento dos americanos e sempre que possível em parceria com nossos aliados."

     

  • 11h08

    21/09/2021

    Biden abre discurso falando em 'luto compartilhado'

     

    Joe Biden iniciou seu primeiro discurso na Assembleia-Geral da ONU como presidente dos Estados Unidos fazendo referência à pandemia da covid-19, definindo o momento como de dor e possibilidades. "Nosso luto compartilhado ajuda a lembrar que nosso futuro coletivo vai reconhecer nossa habilidade de reconhecer a humanidade e agir juntos".

    O discurso de Biden é direcionado à cooperação internacional e ao trabalho em causas comuns. Além da pandemia, o presidente americano também menciona as mudanças climáticas como um desafio comum a ser enfrentado.

    Em vez de continuarmos as guerras iniciadas no passado, estamos abrindo nossos olhos e direcionando nossos recursos para os desafios que são chave para o nosso futuro coletivo.

     

    "Encerrando essa pandemia, dando resposta às mudanças climáticas, coordenando a dinâmica de poder global e formatando às regras globais em assuntos-chave, como comércio, novas tecnologias e encarando as ameaças do terrorismo atuais"

  • 11h04

    21/09/2021

    Leia a íntegra do discurso do presidente Jair Bolsonaro na 76ª Assembleia-Geral da ONU

     

    Senhor Presidente da Assembleia-Geral, Abdullah Shahid,

     

    Senhor Secretário-Geral das Nações Unidas, António Guterres, 

     

    Senhores Chefes de Estado e de Governo e demais chefes de delegação,

     

    Senhoras e senhores,

     

    É uma honra abrir novamente a Assembleia-Geral das Nações Unidas. 

     

    Venho aqui mostrar o Brasil diferente daquilo publicado em jornais ou visto em televisões. 

     

    O Brasil mudou, e muito, depois que assumimos o governo em janeiro de 2019. 

     

    Estamos há 2 anos e 8 meses sem qualquer caso concreto de corrupção.

     

    O Brasil tem um presidente que acredita em Deus, respeita a Constituição e seus militares, valoriza a família e deve lealdade a seu povo.

     

    Isso é muito, é uma sólida base, se levarmos em conta que estávamos à beira do socialismo.

     

    Nossas estatais davam prejuízos de bilhões de dólares, hoje são lucrativas.

     

    Nosso Banco de Desenvolvimento era usado para financiar obras em países comunistas, sem garantias. Quem honra esses compromissos é o próprio povo brasileiro. 

     

    Tudo isso mudou. Apresento agora um novo Brasil com sua credibilidade já recuperada.

     

    O Brasil possui o maior programa de parceria de investimentos com a iniciativa privada de sua história. Programa que já é uma realidade e está em franca execução.

     

    Até aqui, foram contratados US$ 100 bilhões de novos investimentos e arrecadados US$ 23 bilhões em outorgas.

     

    Na área de infraestrutura, leiloamos, para a iniciativa privada, 34 aeroportos e 29 terminais portuários. 

     

    Já são mais de US$ 6 bilhões em contratos privados para novas ferrovias. Introduzimos o sistema de autorizações ferroviárias, o que aproxima nosso modelo ao americano. Em poucos dias, recebemos 14 requerimentos de autorizações para novas ferrovias com quase US$ 15 bilhões de investimentos privados.

     

    EM NOSSO GOVERNO PROMOVEMOS O RESSURGIMENTO DO MODAL FERROVIÁRIO.

     

    Como reflexo, menor consumo de combustíveis fósseis e redução do custo Brasil, 

     

    em especial no barateamento da produção de alimentos. 

     

    Grande avanço vem acontecendo na área do saneamento básico. O maior leilão da história no setor foi realizado em abril, com concessão ao setor privado dos serviços de distribuição de água e esgoto no Rio de Janeiro. 

     

    Temos tudo o que investidor procura: um grande mercado consumidor, excelentes ativos, tradição de respeito a contratos e confiança no nosso governo. 

     

    Também anuncio que nos próximos dias, realizaremos o leilão para implementação da tecnologia 5G no Brasil.

     

    Nossa moderna e sustentável agricultura de baixo carbono alimenta mais de 1 bilhão de pessoas no mundo e utiliza apenas 8% do território nacional.

     

    Nenhum país do mundo possui uma legislação ambiental tão completa. 

     

    Nosso Código Florestal deve servir de exemplo para outros países. 

     

    O Brasil é um país com dimensões continentais, com grandes desafios ambientais. 

     

    São 8,5 milhões de quilômetros quadrados, dos quais 66% são vegetação nativa, a mesma desde o seu descobrimento, em 1500.

     

    Somente no bioma amazônico, 84% da floresta está intacta, abrigando a maior biodiversidade do planeta. Lembro que a região amazônica equivale à área de toda a Europa Ocidental.

     

    Antecipamos, de 2060 para 2050, o objetivo de alcançar a neutralidade climática. Os recursos humanos e financeiros, destinados ao fortalecimento dos órgãos ambientais, foram dobrados, com vistas a zerar o desmatamento ilegal. 

     

    E os resultados desta importante ação já começaram a aparecer! 

     

    Na Amazônia, tivemos uma redução de 32% do desmatamento no mês de agosto, quando comparado a agosto do ano anterior. 

     

    QUAL PAÍS DO MUNDO TEM UMA POLÍTICA DE PRESERVAÇÃO AMBIENTAL COMO A NOSSA? 

     

    Os senhores estão convidados a visitar a nossa Amazônia!

     

    O Brasil já é um exemplo na geração de energia com 83% advinda de fontes renováveis.

     

    Por ocasião da COP-26, buscaremos consenso sobre as regras do mercado de crédito de carbono global. Esperamos que os países industrializados cumpram efetivamente seus compromissos com o financiamento de clima em volumes relevantes.

     

    O futuro do emprego verde está no Brasil: energia renovável, agricultura sustentável, indústria de baixa emissão, saneamento básico, tratamento de resíduos e turismo.

     

    Ratificamos a Convenção Interamericana contra o Racismo e Formas Correlatas de Intolerância. 

     

    Temos a família tradicional como fundamento da civilização. E a liberdade do ser humano só se completa com a liberdade de culto e expressão.

     

    14% do território nacional, ou seja, mais de 110 milhões de hectares, uma área equivalente a Alemanha e França juntas, é destinada às reservas indígenas. Nessas regiões, 600.000 índios vivem em liberdade e cada vez mais desejam utilizar suas terras para a agricultura e outras atividades. 

     

    O Brasil sempre participou em Missões de Paz da ONU. De Suez até o Congo, passando pelo Haiti e Líbano.

     

    Nosso país sempre acolheu refugiados. Em nossa fronteira com a vizinha Venezuela, a Operação Acolhida, do Governo Federal, já recebeu 400 mil venezuelanos deslocados devido à grave crise político-econômica gerada pela ditadura bolivariana.  

     

    O futuro do Afeganistão também nos causa profunda apreensão. Concederemos visto humanitário para cristãos, mulheres, crianças e juízes afegãos.

     

    Nesses 20 anos dos atentados contra os Estados Unidos da América, em 11 de setembro de 2001, reitero nosso repúdio ao terrorismo em todas suas formas. 

     

    Em 2022, voltaremos a ocupar uma cadeira no Conselho de Segurança da ONU. Agradeço aos 181 países, em um universo de 190, que confiaram no Brasil. Reflexo de uma política externa séria e responsável promovida pelo nosso Ministério de Relações Exteriores.  

     

    Apoiamos uma Reforma do Conselho de Segurança ONU, onde buscamos um assento permanente. 

     

    A pandemia pegou a todos de surpresa em 2020. Lamentamos todas as mortes ocorridas no Brasil e no mundo. 

     

    Sempre defendi combater o vírus e o desemprego de forma simultânea e com a mesma responsabilidade. As medidas de isolamento e lockdown deixaram um legado de inflação, em especial, nos gêneros alimentícios no mundo todo. 

     

    No Brasil, para atender aqueles mais humildes, obrigados a ficar em casa por decisão de governadores e prefeitos e que perderam sua renda, concedemos um auxílio emergencial de US$ 800 para 68 milhões de pessoas em 2020.

     

    Lembro que terminamos 2020, ano da pandemia, com mais empregos formais do que em dezembro de 2019, graças às ações do nosso governo com programas de manutenção de emprego e renda que nos custaram cerca de US$ 40 bilhões. 

     

    Somente nos primeiros 7 meses desse ano, criamos aproximadamente 1 milhão e 800 mil novos empregos. Lembro ainda que o nosso crescimento para 2021 está estimado em 5%.

     

    Até o momento, o Governo Federal distribuiu mais de 260 milhões de doses de vacinas e mais de 140 milhões de brasileiros já receberam, pelo menos, a primeira dose, o que representa quase 90% da população adulta. 80% da população indígena também já foi totalmente vacinada. Até novembro, todos que escolheram ser vacinados no Brasil, serão atendidos.

     

    Apoiamos a vacinação, contudo o nosso governo tem se posicionado contrário ao passaporte sanitário ou a qualquer obrigação relacionada a vacina. 

     

    Desde o início da pandemia, apoiamos a autonomia do médico na busca do tratamento precoce, seguindo recomendação do nosso Conselho Federal de Medicina.

     

    Eu mesmo fui um desses que fez tratamento inicial. Respeitamos a relação médico-paciente na decisão da medicação a ser utilizada e no seu uso off-label.

     

    Não entendemos porque muitos países, juntamente com grande parte da mídia, se colocaram contra o tratamento inicial.

     

    A história e a ciência saberão responsabilizar a todos. 

     

    No último 7 de setembro, data de nossa Independência, milhões de brasileiros, de forma pacífica e patriótica, foram às ruas, na maior manifestação de nossa história, mostrar que não abrem mão da democracia, das liberdades individuais e de apoio ao nosso governo.

     

    Como demonstrado, o Brasil vive novos tempos. Na economia, temos um dos melhores desempenhos entre os emergentes. 

     

    Meu governo recuperou a credibilidade externa e, hoje, se apresenta como um dos melhores destinos para investimentos.

     

    É aqui, nesta Assembleia Geral, que, vislumbramos um mundo de mais liberdade, democracia, prosperidade e paz. 

     

    Deus abençoe a todos.

  • 11h03

    21/09/2021

    Bolsonaro cita atos de 7 de Setembro em discurso na ONU

     

    Em mais um aceno à sua base aliada, o presidente Bolsonaro incluiu em seu discurso as manifestações de apoio ao governo que aconteceram no último dia 7 de Setembro. Ele afirmou que milhões de brasileiros foram às ruas de forma "ordeira e pacífica" para mostrar que "não abrem mão da democracia". Na ocasião, o presidente atacou o ministro do Supremo Alexandre de Moraes e fez ameaças à Corte. Bolsonaro disse ainda que as manifestações daquele dia foram as maiores da história do País.

     

    Davi Medeiros

  • 11h03

    21/09/2021

     

    Bolsonaro afirma que concederá vistos humanitários a afegãos 

     

    O presidente Jair Bolsonaro ressaltou em seu discurso políticas do Brasil de acolhimento a refugiados e disse que concederá vistos humanitários a afegãos. "Em nossa fronteira com a vizinha Venezuela, a Operação Acolhida do governo federal já recebeu 400 mil venezuelanos deslocados pela crise político-econômica gerada pela ditadura bolivariana", dissse, antes de afirmar que concederá vistos a afegãos "cristãos, mulheres, crianças e juizes".

     

    "Apoiamos uma reforma do Conselho de Segurança da ONU, em que buscaremos uma cadeira permanente para o Brasil", afirmou, lembrando que o País participará da cúpula em 2022. 

     

  • 10h59

    21/09/2021

    'Temos tudo o que o investidor procura', diz Bolsonaro

     

    Na segunda parte de seu discurso, o presidente Bolsonaro mirou os investidores internacionais. "Apresento agora um novo Brasil, com sua credibilidade restaurada perante ao mundo". 

     

    Bolsonaro destacou os investimentos do governo na construção de ferrovias e o leilão para implementação da tecnologia 5G, a ser realizado nos próximos meses, além de defender a agricultura brasileira, definida por ele como "moderna", "sustentável" e de "baixa emissão de carbono". Segundo o presidente, "nenhum país do mundo possui uma legislação ambiental tão completa como a nossa".

     

    Sobre a política ambiental, Bolsonaro disse que o Brasil antecipou de 2060 para 2050 o compromisso de atingir a neutralidade climática. Ele sinalizou para o compromisso em "buscar consenso sobre as regras do mercado de crédito de carbono global" na COP-26. "O futuro do emprego verde está no Brasil", afirmou.

     

    Ao citar os indígenas, Bolsonaro repetiu que eles "cada vez mais desejam utilizar suas terras para agricultura e outras atividades".

     

     

    Cássia Miranda

    Foto: Reprodução

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