Reprodução/Twitter
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Após driblar manifestantes na porta de hotel, Bolsonaro come pizza na calçada em NY

Imagens do presidente e membros da comitiva brasileira jantando em pé foi compartilhada nas redes sociais pelo ministro do Turismo; grupo está na cidade para participar da Assembleia-Geral da ONU

Beatriz Bulla, Enviada especial

19 de setembro de 2021 | 19h27
Atualizado 23 de setembro de 2021 | 11h35

NOVA YORK - Depois de entrar pela porta dos fundos do Hotel Intercontinental Barclay, em Nova York, para driblar manifestantes, o presidente Jair Bolsonaro aproveitou a noite de domingo, 19, para comer pizza na calçada de um restaurante próximo ao local em que está hospedado. A pizzaria não possui espaço interno para refeições. No jantar, Bolsonaro esteve acompanhado de parte da comitiva que o acompanha na viagem. O grupo está na cidade para participar da Assembleia-Geral das Nações Unidas (ONU).

As imagens do presidente e seus auxiliares comendo pizza na calçada foram publicadas por ministros nas redes sociais. Também participaram do jantar o presidente da Caixa, Pedro Guimarães, o ministro da Justiça, Anderson Torres, o ministro do Gabinete de Segurança Institucional, Augusto Heleno, o ministro do Turismo, Gilson Machado, e chefe da Secretaria-Geral da Presidência, Luiz Eduardo Ramos.

As regras nova iorquinas estabelecem que restaurantes da cidade confiram se os clientes estão vacinados contra a covid-19 antes de atendê-los em espaços internos. Ao comer na rua, Bolsonaro —  que tem repetido que só será imunizado depois que todos os brasileiros tenham recebido a vacina — evitou a exigência.

Não é a primeira vez que Bolsonaro escolhe lugares populares para suas refeições durante viagens oficiais. Em sua primeira missão internacional, em janeiro de 2019, durante o Fórum Econômico Mundial, em Davos, presidente almoçou no restaurante de um supermercado local.

Horas antes do jantar na calçada, alguns poucos manifestantes contra o governo aguardavam o presidente brasileiro com faixas na porta do hotel. Não havia apoiadores do presidente no local. 

Em 2019, última vez que esteve em Nova York para participar presencialmente da Assembleia-Geral, Bolsonaro encontrou à sua espera manifestantes a favor e contra seu governo. Na ocasião, ele entrou pela porta da frente do hotel.

O avião presidencial pousou em Nova York às 16h30 do horário local. Diplomatas e seguranças esperavam o presidente na entrada, mas informaram à imprensa já perto das 18 horas que a comitiva presidencial havia entrado por uma porta traseira por determinação do Serviço Secreto americano. Depois de chegar à cidade, o presidente foi comer uma pizza.

A outros hóspedes que entravam no hotel, o pequeno grupo de manifestantes gritava em português e inglês “Bolsonaro genocida” e “criminoso”. 

O presidente fará o discurso de abertura da Assembleia-Geral da ONU na terça-feira, 21. Nesta segunda, ele se reúne com o primeiro-ministro do Reino Unido, Boris Johnson.

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