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CPI da Covid: veja como foi o depoimento de Carlos Murillo, ex-presidente da Pfizer no Brasil

Murillo comandava a representação da farmacêutica no País à época das negociações para compra de vacinas

Chefe da farmacêutica americana Pfizer no Brasil à época das negociações para compra de vacinas contra a covid-19, Carlos Murillo participou nesta quinta-feira, 13, da CPI da Covid no Senado. Atualmente, ele é gerente-geral da empresa para a América Latina.

 

Em depoimento, Murillo afirmou que o governo Bolsonaro ignorou por três meses negociações de vacina. Segundo ele, a empresa sugeriu 100 milhões de doses a serem entregues em 2020 e 2021, mas o governo federal só respondeu no dia 9 de novembro. Veja as 9 ofertas da Pfizer que foram ignoradas pelo governo Bolsonaro

 

O gerente-geral da farmacêutica ainda confirmou que o vereador Carlos Bolsonaro (Republicanos-RJ) e o assessor especial para assuntos internacionais da Presidência, Filipe Martins, participaram das negociações feitas entre a Pfizer e o governo federal para aquisição de vacinas contra covid. O relator da CPI, senador Renan Calheiros (MDB-AL), destacou que vários depoentes atestaram à comissão a existência de um "aconselhamento paralelo" do presidente da República em questões relacionadas à pandemia. 

 

Veja a programação de depoimentos na CPI da Covid:

 

18/05 - Ernesto Araújo, ex-ministro das Relações Exteriores (depoimento adiado)

19/05 - Eduardo Pazuello, ex-ministro da Saúde (depoimento adiado)

20/05 - Mayra Pinheiro, secretária de gestão do trabalho do Ministério da Saúde

25/05 - Dimas Covas, diretor do Instituto Butantan (Coronavac)

26/05 - Nísia Trindade, presidente da Fiocruz (Astrazeneca)

27/05 - Fernando Marques, presidente da União Química (Sputinik V)

 

 

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  • 16h13

    13/05/2021

    Sessão desta quinta-feira, 13, com o gerente-geral da Pfizer na América Latina, Carlos Murillo, acaba de ser encerrada. 

  • 16h13

    13/05/2021

    Intervalo ideal de aplicação da segunda dose é de 21 dias

     

    O gerente-geral da Pfizer na América Latina, Carlos Murillo, disse à CPI da Covid que os estudos clínicos da farmacêutica foram feitos com intervalo de 21 dias entre a aplicação da primeira e da segunda dose.

     

    O vice-presidente da CPI no Senado, Randolfe Rodrigues (Rede-AP) perguntou se era adequado, conforme tem feito o Plano Nacional de Imunização (PNI), aplicar a segunda dose com uma diferença de três meses. Murillo respondeu que é preciso respeitar a decisão de cada país.

     

    Ele também informou que, no mundo, foram aplicadas 490 milhões de vacinas, entre primeira e segunda doses. Além disso, Murillo afirmou que entre o primeiro e o segundo contrato com o País, o valor de cada dose passou de US$ 10 para US$ 12.

  • 16h03

    13/05/2021

    Nenhum país questionou cláusulas do contrato com a Pfizer, diz Carlos Murillo

     

    O gerente-geral da Pfizer na América Latina, Carlos Murillo, afirmou que nenhum dos 110 países que possuem contrato com a empresa contestaram as cláusulas do contrato que se referem à responsabilização pelos efeitos colaterais da vacina. O governo brasileiro, por sua vez, classificou como "leoninas" e "absurdas" as cláusulas do contrato proposto e afirmou, na época, que não iria aceitar "imposições de mercado". Murillo afirmou ainda que a empresa estava pronta já para oferecer as vacinas quando as autorizações estivessem prontas. 

  • 15h39

    13/05/2021

    Senador cita corrente de WhatsApp que faz alegações falsas sobre antiviral em estudo pela Pfizer

     

    Durante sua fala, o senador Luis Carlos Heinze (PP-RS) questionou o gerente-geral da Pfizer se ele tinha conhecimento de um medicamento antiviral de ação oral que estaria em fase de testes clínicos no País. Carlos Murillo negou, ao que o senador disse que "as informações que nós recebemos é que isso substituiria a hidroxicloroquina".

     

    Como mostrou o Estadão Verifica, uma corrente de WhatsApp falsamente alegava que a Pfizer estaria desenvolvendo um medicamento que agiria "exatamente como a hidroxicloroquina". A droga experimental existe e começou a ser testada no começo de março nos Estados Unidos, mas seu mecanismo de ação é diferente do suposto mecanismo da hidroxicloroquina. Além disso, estudos já provaram a ineficácia da hidroxicloroquina no tratamento da covid-19.

     

    A Pfizer disse ao Estadão que a droga está em fase de pesquisa e desenvolvimento e que "não se pode especular sobre qualquer potencial, cronograma ou resultado". Leia a checagem completa

     

    Foto: Reprodução Facebook / Arte: Estadão

    Foto: Reprodução Facebook / Arte: Estadão

  • 15h08

    13/05/2021

    A sessão foi retomada. Carlos Murillo agora responde perguntas do líder do governo no Senador, Fernando Bezerra Coelho.

  • 14h59

    13/05/2021

    O gerente-geral da Pfizer na América Latina, Carlos Murillo, pediu um intervalo de dois minutos em seu depoimento. A sessão faz um breve intervalo. 

  • 14h49

    13/05/2021

    O relator da CPI da Covid, senador Renan Calheiros (MDB-AL), foi às redes sociais para rebater os ataques do presidente Jair Bolsonaro – que, em Alagoas, chamou Renan de "picareta" e "vagabundo". Ele gravou um vídeo sobre o episódio e publicou em sua conta no Twitter:

     

    "Quero, em resposta ao presidente da República, dizer que o que nos preocupa é o número de mortes", disse Renan, na sala em que as oitivas da CPI são realizadas. "Se ele não respeita a CPI, por favor, pare com baixaria."

     

    Confira:

     

  • 14h43

    13/05/2021

    Pfizer confirma que Carlos Bolsonaro e Filipe Martins trataram de negociação por vacinas; Renan vê 'gabinete paralelo'

     

    Participação de Carlos e Martins foi intermediada por ex-chefe da Secom. Na semana passada, os ex-ministros da Saúde Nelson Teich e Luiz Henrique Mandetta apontaram a existência de um 'aconselhamento paralelo' – contrário às orientações do Ministério da Saúde – que era seguido pelo presidente Jair Bolsonaro para tomar decisões relativas à pandemia

     

    Leia mais

     

    Jefferson Rudy/Agência Senado

  • 14h28

    13/05/2021

    Murillo confirma que governo discutiu mudança na lei para dar segurança jurídica à vacina

     

    O gerente-geral da Pfizer na América Latina, Carlos Murillo, confirmou que a farmacêutica discutiu com o governo a necessidade de mudanças na legislação para dar segurança jurídica à aplicação da vacina no Brasil e, inclusive, para que a União assumisse responsabilidade por eventuais efeitos adversos da vacina. 

     

    "A partir novembro, dezembro nós discutimos sobre a necessidade dessa autorização legislativa específica", disse Murillo. 

     

    O senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP) ressaltou que, em dezembro, o governo chegou a editar uma minuta para uma medida provisória, que autorizava o governo a assumir responsabilidade por efeitos adversos da vacina. A proposta de medida provisória recebeu pareceres favoráveis da Controladoria-Geral da União (CGU) e da Advocacia-Geral da União (AGU), ressaltou Randolfe, entre dezembro e janeiro. No entanto, a proposta enviada ao Congresso não continha essa autorização. 

     

    Randolfe contou que chegou a apresentar uma emenda para incluir essa autorização, mas a sua proposta foi recusada por orientação do governo. "Deliberadamente o presidente da República não incluiu a minuta", disse o senador. "Quantas vidas poderiam ter sido salvas?"

     

    Tulio Kruse

  • 14h17

    13/05/2021

    Membros da Economia queriam transferência da tecnologia para firmar contrato com a Pfizer

     

    Carlos Murillo se encontrou com membros do Ministério da Economia em 7 de agosto para falar sobre o andamento do desenvolvimento da vacina da Pfizer. Na ocasião, a farmacêutica ainda não havia feito uma oferta ao governo - a primeira oferta foi em 14 de agosto. Mas membros do ministério, segundo Murillo, disseram que a transferência de tecnologia permitiria avançar o fornecimento das vacinas. 

     

    O vice-presidente da CPI no Senado, Randolfe Rodrigues(Rede-AP), perguntou se a transferência de tecnologia era uma condicionante para a aquisição dos imunizantes. Murillo não respondeu objetivamente, mas reiterou que ouviu que a "transferência de tecnologia permitiria avançar (a aquisição), dado o marco jurídico do País". 

     

    Entre os participantes da reunião desse dia, estavam Carlos da Costa (Secretaria Especial de Produtividade, Emprego e Competitividade), Fernando Dutra (Diretor de Apoio à Gestão) e Marilia Garcez (diretora de Programa).

     

    Érika Motoda

  • 14h10

    13/05/2021

    Depoimento se encaminha para os últimos cinco inscritos

     

    O presidente da CPI da Covid, Omar Aziz (PSD-AM), disse que encerrará as inscrições de senadores para questionamentos para evitar uma sessão muito longa. Além do senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP), hpa outros cinco senadores inscritos. 

     

    "Ele já explicou tudo que tinha que explicar", disse Aziz. "Ele só tentou vender a vacina para o Brasil, não é possível que tenham mais coisas a perguntar."

  • 14h01

    13/05/2021

    Murillo diz que recebeu e-mail informando que Wajngarten contatou CEO da Pfizer

     

    O gerente-geral da Pfizer na América Latina, Carlos Murillo, disse que recebeu um comunicado da matriz informando que o ex-secretário de Comunicação Fábio Wajngarten tentou contatar o CEO da farmacêutica, Albert Bourla, por e-mail e telefone. 

     

    Por ser o responsável pela região, Murillo foi instruído a falar com Wajngarten, uma vez que a empresa conseguiu confirmar que o ex-secretário de Comunicação era um funcionário do governo. 

     

    Até hoje, a política da Pfizer é vender os imunizantes aos governos. Murillo não soube dizer quando começarão as tratativas com o setor privado. Um dos gargalos da empresa, disse ele, é a aquisição de insumos para a fabricação da vacina. A Pfizer espera terminar o ano com 3 bilhões de doses fabricadas, ele diz. 

     

    Érika Motoda

  • 13h30

    13/05/2021

    'Carlos Bolsonaro participou de reunião com a Pfizer', diz executivo da empresa

     

    Carlos Murillo afirmou que o vereador Carlos Bolsonaro (Republicanos-RJ), filho do presidente, participou de parte de uma reunião ocorrida no Palácio do Planalto entre representantes da Pfizer e da Secretaria de Comunicação do governo. Carlos Bolsonaro não tem cargo no governo, mas, segundo o executivo, ele entrou na sala onde a reunião ocorria após ligação ao então chefe da secretaria, Fabio Wajngarten.

     

    Além do vereador, o assessor da área internacional do presidente Jair Bolsonaro Filipe Martins também entrou na sala e permaneceu no local até por mais tempo que Carlos Bolsonaro, de acordo com Murillo. Wajngarten afirmou não se recordar quem participou da reunião.

     

    No depoimento prestado por Wajngarten nesta quarta, 12, aos senadores da CPI, o ex-chefe da Secom não mencionou a participação do filho do presidente na mencionada reunião.

     

    Adriana Ferraz

  • 13h27

    13/05/2021

    Ex-presidente da Pfizer no Brasil, Carlos Murillo, depõe na CPI da Covid.

     

    Foto: Gabriela Biló/Estadão

    sdds

  • 12h58

    13/05/2021

    'Só estive confiante em fechar acordo com o Brasil em março de 2021'

     

     

    Murillo afirmou que só se sentiu confiante na celebração de um contrato entre a Pfizer e o governo brasileiro em 19 março deste ano, quando o contrato foi efetivamente assinado. 

     

    A resposta foi dada logo após Renan Calheiros ler as declarações do presidente Jair Bolsonaro de dezembro do ano passado, quando o mandatário afirmou: "Lá no contrato da Pfizer, está bem claro: 'Nós (Pfizer) não nos responsabilizamos por qualquer efeito colateral'. Se você virar um jacaré, é problema seu".

     

    Calheiros queria saber se naquele momento havia confiança da farmacêutica na assinatura de um contrato. Murillo respondeu que "não poderia estar confiante oficialmente de um acordo até o acordo ser assinado".

     

     

    Matheus de Souza e Amanda Pupo

Estadão Blue Studio Express

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