Compadre de Lula pede a Moro adiamento de interrogatório pela segunda vez

Compadre de Lula pede a Moro adiamento de interrogatório pela segunda vez

Defesa do advogado Roberto Teixeira, que tem depoimento marcado para a quarta-feira, 13, requer audiência ‘quando não houver mais risco a sua saúde’

Julia Affonso e Ricardo Brandt

11 Setembro 2017 | 12h27

Os advogados Cristiano Zanin (sentado) e Roberto Teixeira. Foto: Nacho Doce/Reuters

O advogado Roberto Teixeira, por meio de sua defesa, pediu ao juiz federal Sérgio Moro para adiar seu interrogatório. O depoimento do compadre do ex-presidente Lula está marcado para esta quarta-feira, 13.

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O interrogatório de Roberto Teixeira estava marcado inicialmente para a quarta-feira, 6. Na noite da terça, 5, porém, o compadre de Lula foi internado no Hospital Sírio Libanês em São Paulo com problemas cardíacos. Moro remarcou audiência para o dia 13.

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Teixeira é acusado por lavagem de dinheiro. No mesmo processo, a força-tarefa da Lava Jato atribui a Lula os crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro sobre contratos entre a Odebrecht e a Petrobrás.

Ao pedir o adiamento do depoimento da próxima quarta – mesmo dia em que o ex-presidente vai ser interrogado -, a defesa de Teixeira anexou um relatório médico.

‘Insuficiência coronariana com infarto do miocárdio em 1981, revascularização cirúrgica do miocárdio em 2006, e angioplastia coronariana em 2016. A recente internação deve-se a quadro de angina instável; (2) insuficiência cardíaca secundaria à miocardiopatia isquêmica; bem como (3) arritmia cardíaca controlada com uso de medicação”, aponta o diagnóstico.

A defesa de Teixeira informou que o advogado teve alta do hospital, mas ainda se encontra em repouso.

“Em função da ‘gravidade dos sintomas recentes’, o requerente, apesar de ter recebido alta hospitalar, acha-se em observação, em repouso, impossibilitado de ausentar-se de São Paulo. Assim, pela presente, renova-se que o requerente ainda não poderá comparecer para ser interrogado no próximo dia 13, requerendo que o ato seja realizado quando não houver mais risco a sua saúde, comprometendo-se a defesa a manter esse Juízo sempre atualizado”, pediu a defesa.

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