Gabriela Biló/Estadão
Gabriela Biló/Estadão

Quem é Rodrigo Pacheco, eleito novo presidente do Senado

Candidato apoiado por Bolsonaro e Alcolumbre derrotou a senadora Simone Tebet com 57 votos a 21

Redação, O Estado de S.Paulo

01 de fevereiro de 2021 | 10h00
Atualizado 01 de fevereiro de 2021 | 20h01

Rodrigo Pacheco (DEM-MG) foi eleito nesta segunda-feira, 1º, novo presidente do Senado. Ele tinha o apoio do então ocupante do cargo, Davi Alcolumbre (DEM-AP), que o apresentou como um nome “independente” que não criaria problemas para o Planalto. Isso agradou o presidente Jair Bolsonaro, que interveio pessoalmente para fechar acordos para garantir a eleição de Pacheco e de Arthur Lira (PP-AL) na Câmara.

O Placar da Eleição no Senado indicava que Pacheco está à frente na disputa com Simone Tebet (MDB-MS). Outros candidatos desistiram da disputa. O senador de Minas tinha o apoio da maioria dos partidos –  até mesmo do MDB, que abandonou a candidatura de Tebet.

Em entrevista ao Estadão, antes de ser eleito, Pacheco disse que o teto de gastos não pode ficar “intocado” e defendeu uma discussão sobre a retomada do auxílio emergencial ou um aumento do Bolsa Família a partir de fevereiro. Investidores e mercado financeiro reagiram mal à fala, que foi avaliada pela equipe econômica do governo como “retórica política”.

Pacheco tem 44 anos e está em seu primeiro mandato como senador. Ele nasceu em Porto Velho, Rondônia, mas se elegeu por Minas Gerais, onde sua família é dona de empresas de transporte rodoviário. Em dezembro de 2020, emplacou um assessor de seu gabinete como diretor da Agência Nacional de Transportes (ANTT) -- órgão que tem como atribuição regular empresas de sua família.

Para Entender

Veja o placar da eleição para presidente do Senado

Rodrigo Pacheco (DEM), Simone Tebet (MDB), Major Olímpio (PSL) e Jorge Kajuru (Cidadania) são os candidatos à presidência da Casa; saiba como estão distribuídos os votos para a sucessão de Davi Alcolumbre por Estado e por partido

Antes do Senado, o parlamentar teve um mandato como deputado federal, pelo MDB. Ele foi presidente da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), a mais importante da Câmara, entre 2017 e 2018. Na época, a comissão analisou duas denúncias contra o presidente Michel Temer (MDB), por obstrução da Justiça e organização criminosa e por corrupção passiva. Ambas foram rejeitadas pela Câmara. 

Pacheco atuava como advogado em Nova Lima, na região metropolitana de Belo Horizonte. Ele foi conselheiro estadual e federal da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB). Formou-se em Direito pela PUC-Minas.

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