Edilson Rodrigues/Agência Senado
Edilson Rodrigues/Agência Senado

Jader Barbalho diz que renovação política é 'conversa fiada' e cita Collor como exemplo

Antigo aliado de Renan, senador pelo MDB diz que 'legitimidade' é mais decisivo para eleição na Casa do discussão sobre 'velho ou novo'

Renan Truffi, O Estado de S.Paulo

29 de janeiro de 2019 | 17h42

BRASÍLIA - O senador Jader Barbalho (MDB-PA) ironizou, nesta terça-feira, 29, os debates sobre uma possível "renovação" no MDB a partir da escolha de um candidato do partido para disputar a Presidência do Senado. Considerado um antigo aliado de Renan Calheiros (MDB-AL), que disputa a preferência da bancada com Simone Tebet (MDB-MS), Jader disse que "essa história de renovação" é "conversa fiada" para "iniciados".

Como exemplo, ele fez uma referência indireta ao ex-presidente e atual senador pelo PROS Fernando Collor (AL), que se apresentava como o "novo" e era conhecido como "caçador de Marajás" quando ganhou as eleições de 1989.

"Não vou discutir nomes. Esse negócio de velho em política... eu já conheci muito novo que antes de começar já está velho. Me lembro do caçador de Marajás. Me lembro de tanta coisa, a minha memória me persegue. Então esse negócio de velho ou novo é irrelevante, tem que ter é legitimidade", disse. Em seguida, questionado se não era a hora do MDB se renovar politicamente, ele emendou: "essa história de renovação, não vou nessa conversa. Isso é conversa para iniciado e eu não sou iniciado. Já tenho alguma estrada, não vou atrás de conversa fiada", rebateu.

O parlamentar, que já foi presidente do Senado, foi perguntando, então, sobre qual avaliação fazia do nome de Simone Tebet, a única candidata mulher entre os nomes colocados. "Não tem nada contra as mulheres, sempre me dei bem com elas", respondeu. 

Disputa. A eleição para a presidência do Senado tem, até o momento, pelo menos oito pré-candidatos, o maior número desde a redemocratização. A eleição para decidir quem comandará a Casa pelos próximos dois anos ocorre nesta sexta-feira, 1º de fevereiro. Até o momento, Renan Calheiros é considerado nos bastidores como um dos favorito, mas, publicamente, ele nega a candidatura. Já a senadora Simone Tebet, no meio de seu primeiro mandato pelo mesmo MDB, afirmou que deseja liderar um movimento de renovação no partido.

 

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