Roque de Sá/Ag. Senado
Roque de Sá/Ag. Senado

Adversária de Renan no Senado, Simone diz que representa 'MDB sem conchavos'

Senadora promete liderar movimento de renovação interna para fazer o partido 'reconstruir seu futuro'; ouça

Matheus Lara, O Estado de S.Paulo

23 de janeiro de 2019 | 09h07

Pré-candidata à Presidência do Senado pelo MDB, a senadora Simone Tebet (MS) afirmou nesta quarta, 23, que estará à frente de um movimento de renovação em seu partido. Na corrida contra Renan Calheiros (AL) pela indicação da sigla à disputa na Casa, ela diz que quer trazer de volta o"velho MDB": em sua avaliação, um partido que não faça conchavos ou seja adepto do chamado "toma lá, dá cá".

"Um dos motivos pelos quais coloco meu nome à disposição, é que quero que aquele velho MDB de volta. Aquele que falava a favor do País, não em conchacos, 'toma lá, dá cá', que seus membros tinham orgulho de dizer que eram do MDB", disse Simone à Rádio Eldorado. "Faço parte desse grupo e acho importante que o MDB possa resconstruir seu futuro. Independente de ganhar ou não, vou estar à frente de um movimento de renovação dentro do próprio partido." 

Simone disse que sua candidatura à presidência da Casa representa renovação. "Temos visto nas ruas que a população quer renovação. Mais do que uma candidatura contrária (a Renan), é uma candidatura a favor do Senado e do Brasil. Me coloco nesse propósito. O mais importante é estarmos em sintonia com a sociedade brasileira."

A senadora diz ter conversado com Renan e que recebeu dele a garantia de uma disputa até o fim pela indicação do partido. "O Senado precisa ser um poder moderador, de equilíbrio, para ajudar no atual contexto do Brasil. Falei isso pra ele. E ele disse que vai até o final na disputa, não tenho dúvida disso."

Simone não disse se é pessoalmente a favor ou contra a votação aberta ou fechada para a presidência da Casa. Afirmou que esta é uma decisão que precisa ser tomanda pelo plenário. "O plenário é soberano e o regimento diz isso. Qualquer senador pode perguntar a quem estiver presidindo a sessão se o voto será aberto ou fechado e isso é algo que precisa ser definido pelo plenário. Hoje, prevalece o voto fechado, mas nada impede que no dia da eleição a decisão do plenário seja diferente."

A pré-candidata disse já ter conversado e recebido apoio de colegas de partido e que falou também com outros pré-candidatos à presidência, como Major Olimpio (PSL) e Tasso Jereissati (PSDB). "É um jogo de paciência, dia adia, e as resoluções só se dão na véspera da eleição. Estou otimista."

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