Dida Sampaio / Estadão
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Ex-assessor de Geddel não assume cargo no Iphan e tem indicação reavaliada

Ex-ministro da Secretaria de Governo de Michel Temer, Geddel tentou interferir no Iphan em 2016

Julia Lindner, O Estado de S.Paulo

03 de junho de 2020 | 19h36

BRASÍLIA - Ex-assessor de Geddel Vieira Lima, Marco Antônio Ferreira Delgado foi nomeado há uma semana como chefe de gabinete do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), mas ainda não tomou posse. A demora gerou estranheza entre integrantes do órgão. Segundo uma fonte do Palácio do Planalto, o governo reavalia a nomeação após a repercussão negativa do caso.

Ex-ministro da Secretaria de Governo de Michel Temer, Geddel tentou interferir no Iphan em 2016. Em março deste ano, ele foi condenado pela justiça por improbidade administrativa por pressionar o órgão para obter uma licença para a obra de um prédio onde ele tinha um apartamento, em Salvador.

Após começar a negociar a indicação de cargos com os partidos do Centrão para ter uma base de sustentação no Congresso, o governo enfrenta dificuldades para manter as nomeações. Mais cedo, o presidente Jair Bolsonaro tentou se desvencilhar da imagem de que possui indicações políticas no governo. 

"Admitem um cara na ponta não sei de onde. E ele é filiado a não sei o quê. O pessoal me critica. Eu sou responsável por 30 mil servidores que são comissionados pelo Brasil. Entrou um cara no Banco do Nordeste agora. Ó, trocou a Suframa. Saiu um coronel, entrou um cara. Imprensa diz que foi o centrão. Imprensa, o general que está na Suframa não é do centrão. Estou fazendo o que posso", disse o presidente a apoiadores, pela manhã.

Nesta quarta-feira, o Banco do Nordeste (BNB) confirmou a queda do seu presidente Alexandre Borges Cabral, um dia depois da sua posse. A destituição do cargo foi aprovada pelo Conselho de Administração do banco em reunião. Para o cargo, foi nomeado interinamente Antônio Jorge Pontes Guimarães Júnior, atual diretor financeiro e de crédito, cargo o qual ele ficará acumulando até que seja eleito novo presidente definitivo.

Como mostrou reportagem do Estadão, Cabral é alvo de uma apuração conduzida pelo Tribunal de Contas da União (TCU) sobre suspeitas de irregularidades em contratações feitas pela Casa da Moeda durante sua gestão à frente da estatal, em 2018. O prejuízo é estimado em R$ 2,2 bilhões.

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