Adriano Machado / Reuters
Adriano Machado / Reuters

Bolsonaro diz que 'mulheres querem 22.º ministério', ao indicar que serão ao menos 21 pastas

Expectativa inicial da equipe do presidente eleito era reduzir o número de pastas para 15

Julia Lindner, Tânia Monteiro e Luisa Marini, especial para Estado, O Estado de S.Paulo

28 Novembro 2018 | 17h22

BRASÍLIA - O presidente eleito Jair Bolsonaro deu indícios de que pode iniciar o governo com mais de 20 ministérios. Inicialmente, a expectativa da equipe do presidente eleito era ter no máximo 15 pastas. A medida fez parte da campanha eleitoral como promessa para reduzir o número de ministérios pela metade - atualmente são 29.

Nesta quarta-feira, 28, em coletiva de imprensa, Bolsonaro cometeu ato falho e antecipou o novo número ao ser questionado se haverá um ministério das mulheres. "Existe um pedido da bancada feminina, elas estão aqui. Vocês (mulheres) querem o vigésimo segundo ministério", disse. Até ontem, Bolsonaro dizia que o número total de ministérios não passaria de 20.

Bolsonaro ainda estuda o desenho dos ministérios e deve manter conversas para formalizar as indicações até a próxima semana. Ainda falta definir o comando do Meio Ambiente, Minas e Energia e Direitos Humanos. Também é estudada a possibilidade de manter ou não o Trabalho com status de ministério.

Bolsonaro conversou com a imprensa após a formalização de três novas indicações, de Gustavo Canuto para o Ministério de Desenvolvimento Regional Osmar Terra para a Cidadania e Marcelo Álvaro Antonio para o Ministério do Turismo. Com isso, chega a 20 o número de indicados.

Após falar com a imprensa, Bolsonaro deixou o escritório da transição, no Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB), e está a caminho da Base Aérea de Brasília. Ele viaja para o Rio de Janeiro por volta das 18h, segundo a agenda.

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