Dida Sampaio|Estadão
Dida Sampaio|Estadão

Osmar Terra será ministro da Cidadania e Ação Social

O emedebista foi ministro do Desenvolvimento Social de Temer até abril, quando deixou o cargo para disputar seu quinto mandato na Câmara

Daniel Weterman, Leonencio Nossa, Julia Lindner e Luisa Marini, O Estado de S.Paulo

28 Novembro 2018 | 16h35

BRASÍLIA - O presidente eleito Jair Bolsonaro escolheu o ex-ministro do presidente Michel Temer Osmar Terra (MDB-RS) para ocupar a pasta da Cidadania e Ação Social. O ministério abrigará funções dos atuais Desenvolvimento Social, Cultura e Esporte, e será responsável pelo Bolsa Família e outros programas sociais como o Criança Feliz.

Segundo Terra, ele não ficará responsável pela área de Direitos Humanos e haverá outra pasta ou secretaria para cuidar do assunto, assim como a atual Secretaria das Mulheres. Ele também disse que a Cidadania pode ficar com algumas atribuições do atual ministério do Trabalho, mas não soube detalhar.

A indicação foi confirmada em anúncio feito pelo futuro ministro da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, na tarde desta quarta-feira, 28, em Brasília.

Terra foi ministro de Michel Temer no Desenvolvimento Social e deixou o cargo em abril para concorrer à reeleição na Câmara, onde cumpre mandatos consecutivos desde 1999. Ele foi reeleito com 86.305 votos.

O deputado tem histórico de críticas a propostas que visam legalizar ou descriminalizar o uso de drogas no Brasil. Nas redes sociais, o futuro ministro se posiciona de forma contundente contra a legalização da maconha em uma série de publicações. No guarda-chuva da Pasta a ser comandada por ele, estará parte da Secretaria Nacional de Políticas sobre Drogas (Senad), hoje no Ministério da Justiça.

"Não há experiência no mundo que mostre redução da violência com a liberação de consumo de drogas", escreveu Terra em sua conta no Twitter em julho deste ano. "Legalizado o consumo de maconha no Uruguai, aumentaram os homicídios, os estupros e cresceram em 50% os assaltos com violência. 'Parabéns' para o Mujica...", afirmou em outro comentário, no mês anterior.

Na campanha eleitoral, apoiou publicamente a candidatura de Geraldo Alckmin (PSDB) à Presidência da República, enquanto seu próprio partido tinha um concorrente, Henrique Meirelles. Nos últimos dias, o futuro ministro usou sua rede social para tecer elogios ao presidente eleito e às escolhas de Jair Bolsonaro para o futuro governo.

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