Dida Sampaio/Estadão
Dida Sampaio/Estadão

Temer volta a criticar Alckmin em vídeo e diz que PSDB apoiou seu governo

residente diz que tucanos o ajudaram a governar e pede que ex-governador não minta para conseguir votos; Fernando Haddad, do PT, também foi alvo de vídeo publicado pelo presidente

Luiz Raatz e Mariana Haubert, O Estado de S.Paulo

06 Setembro 2018 | 09h44
Atualizado 06 Setembro 2018 | 14h58

 

Mais uma vez, o presidente Michel Temer usou as redes sociais para criticar candidatos à Presidência da República - nas últimas horas, ele publicou dois vídeos com críticas a Geraldo Alckmin (PSDB) e um criticando Fernando Haddad (PT). No início da manhã desta quinta-feira, 6, um dia depois de ir a público dizer que os partidos que apoiam Alckmin fazem parte de seu governo, o presidente disse que o próprio PSDB participou da gestão desde o começo. Nos últimos dias, o tucano tem criticado o emedebista e disse que sua gestão foi um fracasso em áreas como saúde e educação. No começo da tarde, o alvo foi Haddad. Temer ironizou a situação do petista, que deve assumir a cabeça da chap, já que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva foi declarado inelegível pela Justiça. 

 

"Candidato Geraldo Alckmin, eu volto a falar com você. Vários que apoiam a sua candidatura foram e são do meu governo", disse o presidente. "Agora, eu volto a falar com você para dizer como o PSDB me ajudou no governo e como fez parte do governo."

 

Temer citou os ministros José Serra (Relações Exteriores), Bruno Araújo (Cidades) e Antônio Imbassahy​ (Secretaria de Governo) como exemplos da proximidade do PSDB e sua gestão. Segundo o presidente, esses ministros o ajudaram muito durante o mandato. "Não faça como aqueles que mentem para conseguir votos", acrescentou. "Seja realista e conte a verdade."

No primeiro vídeo, divulgado na noite de quarta-feira, Temer ressaltou que os partidos que compõem a coligação do tucano na campanha eleitoral são os mesmos que integram a base do seu governo e que, inclusive, comandaram os ministérios em áreas criticadas. O presidente diz ainda que, se Alckmin for eleito, ele terá a mesma base partidária para governar e pede para que o tucano pare de ouvir seus marqueteiros. 

Na Sabatina Estadão-Faap com os presidenciáveis, na manhã desta quarta, Alckmin disse que não votou em Temer. "O PSDB votou naquilo que acredita e não é por ser do governo", disse. "Na época defendi não participar do governo. O problema não são os ministros é o presidente, que não tem a liderança que precisa ter nem a legitimidade que precisa ter."

No primeiro vídeo, o presidente citou os ex-ministros Mendonça Filho (DEM), que comandou a Educação, Ricardo Barros (PP), que esteve à frente da Saúde, Marcos Pereira (PRB), que foi da Indústria e Comércio e, sem citar nomes, diz que o PTB comandou o Ministério do Trabalho. Temer afirma que estas áreas foram bem administradas em seu governo e lembra que os partidos de seus ex-ministros apoiam a candidatura de Alckmin.

As críticas da campanha do tucano estão sendo incentivadas por dirigentes do chamado centrão, bloco partidário que engloba as siglas citadas por Temer. A avaliação do PSDB, no entanto, é a de que Alckmin precisa se descolar do governo Temer para não perder as eleições presidenciais.

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.