Carl de Souza/AFP
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Temer ataca Alckmin em vídeo e pede que tucano não atenda a marqueteiros

A avaliação do PSDB é a de que o ex-governador precisa se descolar do governo para não perder as eleições 2018

Mariana Haubert e Tânia Monteiro, O Estado de S.Paulo

05 de setembro de 2018 | 23h18

BRASÍLIA - Irritado por não ter quem defenda o seu legado, o presidente Michel Temer (MDB) decidiu partir para o ataque àqueles que têm criticado seu governo. O presidente resolveu responder, em um vídeo publicado na noite desta quarta-feira, 5, às acusações feitas por Geraldo Alckmin, candidato à Presidência pelo PSDB nas eleições 2018, de que sua gestão foi um fracasso em áreas como saúde e educação.

Temer ressaltou que os partidos que compõem a coligação do tucano na campanha eleitoral são os mesmos que integram a base do seu governo e que, inclusive, comandaram os ministérios em áreas criticadas. O presidente diz ainda que, se Alckmin for eleito, ele terá a mesma base partidária para governar e pede para que o tucano pare de ouvir seus marqueteiros.

"Geraldo Alckmin, candidato a presidente da República, me dirijo a você. A você pelas falsidades que você tem colocado no seu programa eleitoral e eu não posso silenciar em homenagem ao povo brasileiro", começa Temer ao falar no vídeo publicado em sua página no Twitter.

 

"E eu me lembro, Geraldo, quando você era candidato a governador, candidato a presidente, nas vezes em que te apoiei precisamente para esses cargos, eu acho que você era diferente. Não atenda ao que dizem seus marqueteiros. Atenda apenas à verdade e a verdade é que fizemos muito por essas áreas conduzidas por aqueles que hoje apoiam sua candidatura", diz Temer.

O presidente cita os ex-ministros Mendonça Filho (DEM), que comandou a Educação, Ricardo Barros (PP), que esteve à frente da Saúde, Marcos Pereira (PRB), que foi da Indústria e Comércio e, sem citar nomes, diz que o PTB comandou o Ministério do Trabalho. Temer afirma que estas áreas foram bem administradas em seu governo e lembra que os partidos de seus ex-ministros apoiam a candidatura de Alckmin.

Como mostrou a Coluna do Estadão nesta quarta-feira, as críticas da campanha do tucano estão sendo incentivadas por dirigentes do chamado centrão, bloco partidário que engloba as siglas citadas por Temer. A avaliação do PSDB, no entanto, é a de que Alckmin precisa se descolar do governo Temer para não perder as eleições presidenciais.

Temer deverá gravar e publicar novos vídeos para rebater as críticas feitas pelo PSDB ao seu governo. A estratégia daqui para a frente será responder às críticas que forem feitas nas campanhas eleitorais, principalmente daqueles que Temer considerava como aliados.

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