Marcio Fernandes/Estadão
Marcio Fernandes/Estadão

Presidente do PDT diz que não acredita em aliança com PT no 1º turno

Em entrevista à Rádio Eldorado, Carlos Lupi reforçou a necessidade de legendas estarem juntas na segunda parte da disputa eleitoral; partido tenta, agora, fechar aliança com o PSB e se aproximar de legendas de centro

Paulo Beraldo, O Estado de S.Paulo

04 Julho 2018 | 09h45

SÃO PAULO - O presidente nacional do PDT, Carlos Lupi, afirmou em entrevista à Rádio Eldorado na manhã desta quarta-feira, 4, que não acredita em uma aliança entre seu partido e o PT no primeiro turno das eleições 2018"O PT tem seu projeto e tem o direito de apresentar uma candidatura. Não acredito que no primeiro haja uma aliança", disse. No momento, a sigla tem buscado fechar uma aliança com o PSB e se aproximar de legendas de centro. 

+ Ouça a entrevista de Carlos Lupi na Rádio Eldorado

+ Apoio a presidenciáveis divide o DEM nas eleições 2018

O pedetista ressaltou, no entanto, a importância de haver um "pacto de não agressão" com a sigla, que mantém a pré-candidatura do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, condenado e preso pela Operação Lava Jato pelos crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro desde 7 de abril. Para Lupi, o objetivo é que as duas siglas se apoiem em um eventual segundo turno. 

Questionado sobre qual base de apoio o PDT procura, Lupi respondeu que as alianças serão pautadas nos pontos do programa de governo de Ciro Gomes, como a priorização de um projeto nacional de desenvolvimento, o apoio ao capital produtivo em detrimento do especulativo e a redução de impostos dos trabalhadores assalariados.

+ Apoio a presidenciáveis divide o DEM nas eleições 2018

"Estamos conversando com aqueles que temos mais afinidade histórica, como o PSB, e também com outros mais ao centro, que concordam com esse projeto. É uma fase de aceitar o que atende interesses comuns", disse. 

+Em novo vídeo, Meirelles chama Ciro e Marina de 'candidatos profissionais'

Sobre o vice, Lupi afirmou que a tese é de que a pessoa seja de São Paulo ou Minas Gerais, os dois maiores colégios eleitorais do País. Segundo o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), há 33 milhões de eleitores paulistas e 15 milhões de mineiros. O presidente do partido ressaltou que a escolha ainda depende da configuração das alianças regionais e reafirmou que a convenção para referendar o nome de Ciro como candidato será em 20 de julho. 

Entre os nomes especulados estão o do empresário Benjamin Steinbruch, presidente da Companhia Siderúrgica Nacional (CSN), com quem Ciro trabalhou por quase dois anos, deixando a companhia em maio de 2016 para se dedicar novamente à política. O empresário Josué Gomes, filho de José Alencar, vice do ex-presidente Lula, também é um dos nomes cotados. 

+ Empresário Benjamin Steinbruch se prepara para virar político

"O Márcio Lacerda, ex-prefeito de Belo Horizonte (de 2009 a 2016), também pode se configurar (como vice). Vai depender muito do perfil que precisamos dar para essa chapa", afirmou, ressaltando que a existência de harmonia é fundamental. Lacerda foi um dos coordenadores da campanha à Presidência de Ciro em 2002 e os dois têm boa relação. "Não podemos colocar um adversário na chapa. Olha só o que aconteceu com a Dilma", afirmou, em referência ao impeachment da ex-presidente, que perdeu o mandato em agosto de 2016. 

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.