Janaína Paschoal diz que 'precisa de mais tempo' para decidir sobre vice

Janaína Paschoal diz que 'precisa de mais tempo' para decidir sobre vice

Cotada como vice na chapa de Jair Bolsonaro (PSL), jurista afirmou que não concorda com a ideia de que 'vice não manda nada'

Paulo Beraldo, O Estado de S.Paulo

23 de julho de 2018 | 15h27

SÃO PAULO - A advogada e professora da USP Janaína Paschoalcotada como possível vice na chapa à Presidência da República do deputado federal Jair Bolsonaro (PSL), reafirmou nesta segunda-feira, 23, que precisa de mais tempo para decidir se aceita o convite para formalizar a parceria e disputar as eleições 2018

Janaína, que ficou conhecida nacionalmente por ser uma das autoras do pedido de impeachment contra a então presidente Dilma Rousseff, disse que discorda da frase de Josué Gomes, filho do ex-vice-presidente José de Alencar e cotado como vice do presidenciável Geraldo Alckmin (PSDB), de que um vice "não manda nada"

"Definitivamente, não concordo com Josué de Alencar quando diz que vice não manda nada e ajuda quando não atrapalha", disse a jurista ao Estado. No domingo, 22, ela participou da convenção nacional do PSL, que oficializou a candidatura de Bolsonaro à Presidência. Segundo ela, ficou a impressão de que Bolsonaro parece "ser uma pessoa muito bem intencionada".

Janaína pediu moderação e tolerância em seu discurso, criticou o que chamou de pensamento único e defendeu a necessidade de pensar na governabilidade. “Não se ganha a eleição com pensamento único. E não se governa uma nação com pensamento único”, disse Janaína na convenção. 

Em sua fala, também afirmou que não era preciso sair "falando para as pessoas acreditar em Deus", o que teria irritado pastores evangélicos apoiadores do militar. Mais tarde, na coletiva de imprensa, Jair Bolsonaro minimizou qualquer atrito com a jurista. “Tem que ter a liberdade de se expressar. Ela tem a opinião dela. Não dá para afinar 100% o discurso", afirmou. 

Janaína é o terceiro nome cotado para assumir a vice na chapa. Antes, Bolsonaro tentou o senador Magno Malta (PR-ES), que optou por dedicar-se à reeleição ao Senado, e o general da reserva Augusto Heleno, que foi vetado pelo PRP. 

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