Estadão Verifica completa um mês com 17 mil mensagens recebidas no WhatsApp
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Estadão Verifica completa um mês com 17 mil mensagens recebidas no WhatsApp

Por meio do número (11) 99263-7900, cerca de 1,3 mil leitores entraram em contato com a equipe de checagem do Estado

Estadão Verifica

13 Julho 2018 | 05h00

O Estadão Verifica recebeu mais de 17 mil mensagens via WhatsApp desde que lançou o canal direto de comunicação com os leitores, que completa 1 mês nesta sexta-feira, 13 — média de mais de 560 por dia. Por meio do número (11) 99263-7900, cerca de 1,3 mil leitores entraram em contato com a nova equipe de checagem do Estado para verificar a credibilidade da boataria que domina as redes sociais e o aplicativo de mensagens instantâneas.

O aplicativo de mensagens WhatsApp. Foto: Gadini/Pixabay

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A equipe tem feito uma filtragem atenciosa das mensagens. Depois de ver quais são as mais frequentes e avaliar o grau de interesse público delas, as informações são apuradas e o texto com o desmentido é publicado no blog. Além disso, os próprios leitores que enviaram as mentiras recebem uma resposta com o link para a matéria.

Duas iniciativas semanais têm tentado aproximar ainda mais a relação com os leitores. Uma delas é o vídeo publicado às sextas-feiras no YouTube da TV Estadão. Apresentado sempre por dois dos nossos repórteres, ele resume as principais publicações do Verifica na semana. A outra é uma espécie de “newsletter de WhatsApp”, com os links das últimas matérias, enviada às quartas-feiras para todos os contatos salvos. Além delas, há também o Twitter do blog, que posta todos os desmentidos no @estadaoverifica.

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Os boatos costumam pegar carona com o que está em discussão no País em determinado momento. Exemplo: nesta semana, quase todas as mensagens envolviam o PT ou o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, condenado e preso no âmbito da Lava Jato, por causa da “novela” judicial do último domingo, 8. Já os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) costumam ser alvo quando dão votos e declarações que desagradam algum lado do espectro político. Mentiras sobre Ricardo Lewandowski e Gilmar Mendes, por exemplo, já foram desmentidas pela equipe do Verifica.

Além de desmontar boatos, o blog tem publicado textos sobre o fenômeno das notícias falsas e o modo como o poder público tem lidado com ele. É o caso das reportagens “Projetos de lei contra notícias falsas atropelam liberdade de expressão”, publicada no dia 3 de junho, e “TSE coloca sigilo em atas de reuniões sobre fake news e eleições”, de 29 de junho.

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A diretora do First Draft, Claire Wardle, e o presidente da Abraji, Daniel Bramatti, durante lançamento do projeto Comprova, no 13º Congresso Internacional de Jornalismo Investigativo. Foto: Alice Vergueiro/Abraji

Conglomerado. O Estadão Verifica faz parte do projeto Comprova, que reúne 24 veículos de mídia para combater a desinformação nas próximas eleições. Jornalistas da coalizão vão trabalhar de forma colaborativa na detecção e verificação de rumores, conteúdo enganoso e táticas de manipulação nas redes sociais. O projeto é coordenado pela Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo (Abraji), com apoio do First Draft, entidade ligada ao Centro Shorenstein para Mídia, Política e Políticas Públicas, da Escola de Governo John F. Kennedy, na Universidade Harvard, dos Estados Unidos.

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