Presidenciável, Eduardo Leite também prepara calendário de vacinação para o RS

Presidenciável, Eduardo Leite também prepara calendário de vacinação para o RS

Coluna do Estadão

03 de junho de 2021 | 05h00

Governador Eduardo Leite. FOTO: EDUARDO BELESKE

Depois de Rio de Janeiro e do Estado de São Paulo anunciarem calendário detalhado de vacinação, o governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite (PSDB), também planeja comunicado semelhante. “Demandei nossa equipe para esforço de projeção da vacinação na mesma linha. Devemos ter algo até sexta (amanhã, 4)”, disse à Coluna. Segundo Leite, o alerta sobre a necessidade da medida foi disparado após a iniciativa da prefeitura do Rio, não do governo paulista. Ele e João Doria são apontados como pré-candidatos a presidente no PSDB.

Botou… Após os anúncios, a pressão nas redes sociais foi sobre todos os governadores. Rui Costa (PT-BA) acabou parando nos “trending topics” com as cobranças e brincadeiras de baianos: estão com os braços à disposição.

…pressão. No Twitter, Costa não embarcou na pilha, disse depender do governo federal. O entorno do governador acredita ser muito arriscado apresentar calendário diante do cenário incerto de doses.

Lá vem. Sobre o silêncio do Alto Comando a respeito de eventual punição a Eduardo Pazuello, a leitura de influentes militares é: os generais estão fechados em busca de uma medida firme e evitando, a todo custo, a discussão política.

Tô fora. Sob essa ótica, a confusão política é justamente o que Bolsonaro quer. Já os militares não querem mais esticar a corda. Na quarta-feira, 2, o Alto Comando começou a discutir o futuro de Pazuello.

Calendário. A nova convocação de Pazuello pela CPI do Senado está a perder de vista. Por quê? Será tempo suficiente para o Exército punir o general, de ele ir para a reserva e de as equipes da comissão reunirem mais indícios contra o ex-ministro da Saúde.

Virou? Adversários de Bolsonaro lembram: há pouco mais de um mês, ele recebeu o título de cidadão amazonense, sancionado pelo aliadíssimo Wilson Lima, alvo de operação da PF.

SINAIS PARTICULARES.
Omar Aziz, senador (PSD-AM)

Kleber Sales

BFFs. O G7, que se engalfinhou a respeito da convocação de governadores e de prefeitos de capitais na CPI, já se realinhou. O grupo de senadores até voltou a se encontrar na casa de Omar Aziz (PSD-AM).

Servido? Aziz, na semana passado, falou, em tom de brincadeira, que os encontros na casa dele, com bacalhau e regados a um bom vinho, tinham acabado. Depois da sessão com a médica Nise Yamaguchi, porém, todos estiveram juntos, mais uma vez por lá.

CLICK. Como a Coluna antecipou, a ministra Flávia Arruda (Secretaria de Governo) tomou a primeira dose da vacina contra a covid-19. Respeitou a fila e tem comorbidade.

Coluna do Estadão

Pegando… Depois do fim do Piantella, o novo point de ministros e autoridades dos três Poderes na capital federal é o argentino Fuego, pertencente ao mesmo dono do legendário restaurante que encerrou suas atividades, o advogado Kakay.

…fuego. Nas últimas semanas, estiveram no Fuego desde a advogada de Bolsonaro Karina Kufa até o deputado Paulo Teixeira (PT-SP). O ministro Fábio Faria (Comunicações) também bateu ponto. Claro, eles não compartilharam a mesma mesa.

Correção. A Coluna errou ao afirmar que os filiados ao PSDB em São Paulo somam 1,3 milhão, segundo o TSE. Esse é o total em todo o País, segundo o tribunal.

PRONTO, FALEI!

Christina Rufatto /ESTADÃ

Heni Ozi Cukier, deputado estadual (Novo-SP): “Bolsonaro pinta um país que só ele enxerga. Não conseguirá reescrever a história, nem maquiar a realidade”, sobre pronunciamento do presidente da República.

COM REPORTAGEM DE ALBERTO BOMBIG E MARIANNA HOLANDA

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