No caso da Paraíba, PSB quer se diferenciar do PT

No caso da Paraíba, PSB quer se diferenciar do PT

Coluna do Estadão

18 de dezembro de 2019 | 05h00

Três atos publicados por Coutinho no prazo de três dias foram suficientes para viabilizar juridicamente a contratação da Cruz Vermelha. Foto: Dida Sampaio/Estadão

O pedido de prisão pela Polícia Federal do ex-governador da Paraíba Ricardo Coutinho não poderia ter timing pior para o PSB, quando o partido quer se apresentar como alternativa ao PT. Lideranças socialistas agora tentam traçar uma distância cautelar do episódio: apoiam Coutinho, mas esperam o desenrolar das investigações e rechaçam o discurso de “perseguição política”, típico dos petistas. Dirigentes sabem que o episódio vai repercutir em 2020. O temor é de que abale a hegemonia do PSB no Nordeste, especialmente Pernambuco.

Gentleman. Coutinho não é um quadro qualquer, preside a Fundação João Mangabeira. A expectativa no PSB é de que se afaste para cuidar de sua defesa.

Jogo virou? Adversários políticos do PSB na região já cresceram o olho: torcem para que a ação da PF não se restrinja à Paraíba.

Aqui não. Aliados do governador de Pernambuco, Paulo Câmara, listam suas benfeitorias para dizer que isso não será suficiente para prejudicar candidaturas.

Em casa. Aliás, hoje deve ser definida a liderança do PSB na Câmara. Concorrem Alessandro Molon (RJ), líder da oposição com força na bancada, e o deputado Danilo Cabral (PE).

Vem cá. O senador Veneziano Vital do Rêgo, do PSB-PB, tem conversado com o Podemos e tenta levar consigo para o novo partido o atual governador da Paraíba, João Azevedo (ex-PSB). A ver se depois da operação da PF as portas continuam abertas ao amigo.

É meu! Um grupo de parlamentares do PSL tentou com Eduardo Bolsonaro, mais uma vez sem sucesso, emplacar uma terceira via para liderança da bancada: Felipe Francischini (PR).

Hi… Inspirado depois de uma temporada trocando figurinhas em Londres, o líder do governo, Major Vitor Hugo (PSL-GO), quer criar um fundo de investimento para parques tecnológicos e usar o de Goiás como modelo.

…tech. Já esteve com o ministro Marcos Pontes e, nesta semana, passa o chapéu em reunião com o presidente do BNDES, Gustavo Montezano.

CLICK. Flavio Amary, secretário da Habitação de SP, visitou Paraisópolis com o líder comunitário Gilson Rodrigues. De quebra, almoçou frango, arroz e feijão. E gostou.

Coluna do Estadão

Em 2019. A Comissão de Relações Exteriores do Senado realizou, sob a gestão de Nelsinho Trad (PSD-MS), 33 sabatinas de embaixadores. Mas, a mais esperada, Washington, ficou para 2020. No início do ano, Bolsonaro prometera trocar ao menos 15 representações.

Agora vai? Para evitar mais confusão, a pedido do Planalto, quem vai relatar Washington será Trad.

Não tá… Questionados por parlamentares se não teriam “exagerado” com sugestão de 16 vetos ao pacote anticrime, membros do MPF dizem que Sérgio Moro será ainda mais duro.

…comigo. A expectativa é de que apresente menos pontos, mas que sugira veto total ao juiz de garantia e prisões preventivas – temas caros ao Congresso. O MPF sugeriu apenas parte.

SINAIS PARTICULARES.

Dias Toffoli, presidente do STF

Kleber Sales

Referências. Pouco antes de dizer ao Estado que a Lava Jato faliu empresas, Dias Toffoli esteve em Brasília com o advogado Walfrido Warde Júnior, autor de O Espetáculo da Corrupção, livro sobre como combater os desvios e os desmandos sem destruir o País.

 

BOMBOU NAS REDES!

José Antonio Teixeira/ ALESP
Bruno Caetano, Secretário de Educação de São Paulo: “Paulo Freire deixou vastíssima obra intelectual e importante legado acadêmico. Inadmissível o comentário do presidente Bolsonaro, verdadeiro desatino.”

COM REPORTAGEM DE ALBERTO BOMBIG, MARIANA HAUBERT E MARIANNA HOLANDA. COLABOROU DANIEL WETERMAN.

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