Em ano eleitoral, Estados querem municípios na linha de frente da pandemia

Em ano eleitoral, Estados querem municípios na linha de frente da pandemia

Coluna do Estadão

07 de janeiro de 2022 | 05h00

FOTO: LEO SOUZA/ESTADAO

O início deste ano eleitoral sob a ameaça de uma nova onda de covid-19 está fazendo partidos e pré-candidatos reverem planos. O maior foco de preocupação está nos Estados, onde os governadores, em busca da reeleição ou de emplacar um sucessor do mesmo grupo, temem ser obrigados a adotar medidas que restrinjam a circulação de pessoas, o que já mostrou ser um fator de desgaste entre parte considerável da população. Segundo apurou a Coluna, os governadores preveem uma inversão de papéis em relação a 2020: desta vez, deverá caber aos prefeitos a adoção de medidas amargas, caso elas se mostrem necessárias. Municípios já se organizam para pressionar o Ministério da Saúde.

JOGADA. O jogo de Jair Bolsonaro já é manjado: o presidente responsabilizará governadores e prefeitos por tudo.

ONDA. Edson Aparecido, secretário de Saúde da capital paulista, projeta ao menos dois meses de muita pressão sobre os sistemas público e privado de saúde de São Paulo por causa da Ômicron.

ONDA 2. Ainda não são cogitadas medidas que restrinjam a circulação dos paulistanos e dos paulistas. Elas dependerão de como os infectados reagirão aos efeitos da  variante.

VAI ROLAR? O líder da bancada do PT na Câmara, Reginaldo Lopes (MG), aguarda resposta do presidente do Congresso, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), sobre a convocação da comissão representativa para tratar da situação dos Estados atingidos pelas chuvas no Brasil.

IGUAIS NA DOR. Reunião realizada na quarta-feira, 5, entre a cúpula do PDT e a do PSB para discutir possível aliança entre os dois partidos nas eleições acabou se transformando em ato de solidariedade a Márcio França, alvo de operação da Polícia Civil de São Paulo.

IGUAIS NA DOR 2. Os dois partidos decidiram postergar as negociações. Mas reforçaram pontos em comum: assim como o PDT, o PSB busca escapar da histórica força gravitacional que os atrai rumo a Lula e ao PT. Por isso, os pedetistas hipotecaram solidariedade a França comparando-o com Ciro Gomes, alvo da PF.

FILHO TEU. Lula tem aconselhado os admiradores que o procuram em busca de apoio a eventuais candidaturas ao Congresso a saírem pelo PSB, PV e até pelo PSD. O ex-presidente, claro, não quer dividir o gordo Fundo Eleitoral do PT.

NÃO OLHE… Apesar de o entorno mais restrito de Lula afirmar que a antecipação de problemas eleitorais dá ao ex-presidente mais tempo para contorná-los, é inegável que ninguém no PT imaginava ter de lidar com a sombra de Dilma Rousseff antes do início oficial da campanha eleitoral.

…PARA CIMA. Por ora, a ordem de Lula é: virar as costas para o governo da ex-presidente e fazer uma defesa apenas formal de Dilma “na pessoa física”.

SINAIS PARTICULARES
Lula, ex-presidente da República

ILUSTRAÇÃO: KLEBER SALES

PRONTO, FALEI!

Luisa Canziani. FOTO: GABRIELA BILO/ESTADÃO

Luísa Canziani, deputada federal (PTB-PR): “Querer atribuir à ministra Flávia Arruda o não cumprimento de determinados compromissos é uma análise rasa. Todos sabemos de onde vem a fonte.”

CLICK

FOTO: COLUNA DO ESTADÃO

Rui Costa, governador da Bahia
Petista tomou a terceira dose da vacina contra a covid-19 e reforçou o apelo para que a população complete o esquema de imunização.

COM REPORTAGEM DE ALBERTO BOMBIG, CAMILA TURTELLI E MATHEUS LARA. COLABOROU VERA ROSA

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