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Veja como foi a entrevista com Orlando Silva na sabatina do Estadão

Deputado federal e ex-ministro participou nesta terça-feira, 3, da série de sabatinas do Estadão com candidatos a prefeito de São Paulo

 

 

Candidato do PCdoB à Prefeitura de São Paulo, Orlando Silva foi o entrevistado desta terça-feira, 3, da série de sabatinas do Estadão. O deputado federal concorre às eleições 2020 com uma chapa pura, ao lado da sindicalista e enfermeira Andrea Barcelos.

 

Atualmente deputado federal, Orlando já ocupou o cargo de ministro do Esporte durante os governos de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Dilma Rousseff (PT). Nas últimas eleições municipais na capital paulista, o PCdoB deixou de lançar candidato próprio para apoiar partidos de esquerda, principalmente o PT. 

 

A sabatina teve mediação da colunista do Estadão Renata Cafardo e participação de repórteres da equipe de Política. O candidato ainda respondeu a perguntas enviadas por representantes da academia e de entidades da sociedade civil.

 

Silva foi o penúltimo candidato a participar da série de sabatinas, que receberá amanhã, 4, Andrea Matarazzo (PSD). A ordem das entrevistas foi definida em sorteio realizado em reunião virtual com a presença de representantes das campanhas.

 

Veja as entrevistas anteriores: 

Bruno Covas (PSDB)

Guilherme Boulos (PSOL)

Celso Russomanno (Republicanos) 

Arthur do Val (Patriota) 

Filipe Sabará (Sem partido) (candidatura indeferida pela Justiça Eleitoral)

Joice Hasselmann (PSL) 

Marina Helou (Rede)

Márcio França (PSB)

Jilmar Tatto (PT)

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  • 16h15

    03/11/2020

    Checamos a sabatina de Orlando Silva no Estadão: veja o resultado.


    O candidato à Prefeitura de São Paulo Orlando Silva (PCdoB) subestimou o número de pessoas registradas no CadÚnico, mas acertou dados sobre infecção de alunos por covid-19 na rede municipal.

  • 16h02

    03/11/2020

    ORLANDO SILVA DEFENDE CASSAR ALVARÁ DE EMPRESAS POR CASOS DE RACISMO. 

     

    O candidato a prefeito de São Paulo pelo PCdoB, Orlando Silva, defendeu endurecer medidas para enfrentar o racismo na cidade. Em sabatina do Estadão nesta terça, 3, ele propôs punir estabelecimentos que registrem de forma reincidente casos de racismo com a cassação de seu alvará de funcionamento. 

    Foto: Reprodução

    Reprodução

  • 15h30

    03/11/2020

    Renata Cafardo encerra a sabatina.

    A próxima entrevista será com o candidato Andrea Matarazzo (PSD), nesta quarta-feira, 4.  

  • 15h30

    03/11/2020

    Verifica: Orlando Silva disse que, na época da votação do auxílio emergencial, havia 35 milhões de pessoas no Cadastro Único do governo federal (CadÚnico). No entanto, um balanço divulgado pelo Ministério da Cidadania no dia 15 de abril apontava a existência de 73,4 milhões de cadastros. O ministério estimava que 51,4 milhões de pessoas registradas no CadÚnico receberiam o auxílio.

  • 15h29

    03/11/2020

    Tulio: "Isso inclui Sergio Moro? A direita anti Bolsonaro?"

    Orlando: "Meu palpite é que ele vai sair da cena política. O importante na frente ampla é ter programa que dê liga. É preciso fixar qual a ideia que vai dar liga."

  • 15h29

    03/11/2020

    Galhardo: "De onde a onde vai esta frente ampla?"

    Orlando: "Defendo a frente ampla não como movimento eleitoral, mas como movimento civilizatório. Quando defendemos a saúde, este é um movimento de frente ampla. O Brasil precisa, em 2022, derrotar Bolsonaro. Por isso, não podemos deixar que candidato de Bolsonaro se crie".

  • 15h27

    03/11/2020

    Tulio: "Mas por que não foi possível fazer isso este ano?"

    Orlando: "Porque a eleição é em dois turnos. No primeiro, você vota no candidato com mais identidade. No segundo, vota contra algúem. É normal uma certa pulverização de candidaturas, ainda mais quando temos leis como o fim da coligação. Mas eleição de dois turnos é assim. No segundo turno, vota naquele que considera o menos pior. Agora, votar no menos pior no primeiro é de uma burrice. É voto inútil. Voto útil é você votar no melhor candidato". 

    Tulio: "Mas isso não responde o problema que está colocado". 

    Orlando: "A pulverização vejo como algo natural. No caso da esquerda, falo de frente ampla contra Bolsonaro, que é o mal maior do Brasil hoje. Frente ampla, aqui, não é um arranjo eleitoral. Fizemos frente ampla quando defendemos a vacina. Quando defendemos o auxílio emergencial. Frentes amplas em torno de determinadas ideias."

  • 15h25

    03/11/2020

    Galhardo: "O sr. disse que, com a eleição de Bolsonaro, se encerrou um ciclo. Nesse ciclo, a esquerda foi representada pelo PT. O sr. já disse que o PT é passado. Qual o futuro da esquerda? Pode surgir um partido novo? Isso passa por essas eleições?"

    Orlando: "Eu considero que o sistema político braisleiro tem baixa representatividade. Precisamos pensar a reinvenção desse sistema. Defendo alterações na Lei Eleitoral. Mecanismos que permitam, por exemplo, agrupar mais de um partido na mesma frente. Mas não pode ser como era com as coligações, que se montavam monta só para a eleição. Poderia ter gente que não é de partido nenhum. É o caso da Frente Ampla do Uruguai. Os modelos que existem no Brasil hoje não dão conta de captar a diversidade política brasileira. O sistem a político é muito viciado".

    Galhardo: "O sr. tem articulado isto com alguém?"

    Orlando: "Posso citar meu amigo, o Freixo (PSOL), sempre falo disso. E quando falamos disso todo mundo se anima. Temos que dar chance de novas formas de mobilização". 

  • 15h22

    03/11/2020

    Tulio: "O sr., aqui, já fez elogios a Bruno Covas - a secretário dele. É uma estratégia para construir pontes?"

    Orlando: "Eu conheço o Bruno Covas. O Alê Youssef foi secretário dele e era do PSOL. Eu esotu dizendo que acredito na política, que é necessário um projeto renovador e popular. Quero ser o prefeito da quebrada. Quero pegar minha experiência e trazer para a gestão de São Paulo. Quero governar para quem mais precisa, e falo isso porque tenho uma história de vida e experiência política".

  • 15h20

    03/11/2020

    Renata:"O senhor fala mesmo no plano que precisa das outras esferas de governo. Dá para ter esta conversa?"

     

    Orlando: "É que temos que falar a verdade para as pessoas. Não dá para enfrentar o déficit de moradia sem ter parcerias. Minha visão é que você não tem que ser amiguinho do governador ou do presidente. O dinheiro não é do presidente. É dinheiro público, tem regra. Aliás, Russomanno fala de falar o auxílio paulistano, mas o presidente acaba de encerrar o auxílio emergencial. Tem tema da cidade que existe parceria. Se o prefeito não tiver liderança política, vai ficar pedindo como se fosse um favor."

  • 15h19

    03/11/2020

    Galhardo: "O sr. falou que tem candidato que age como 'meu calhambeque bibi pra cá, pra lá'. Quem é?"

    Orlando: "Entendedores entenderão. Temos que debater o rumo da cidade. Tem um que só fala 'ah eu fiz isso no século passado'. Outro fica rindo como se tivesse motivo para isso com 160 mil mortes e um País governado por Bolsonaro. Me dizem que sou muito sério. Não tenho motivo para rir." 

  • 15h17

    03/11/2020

    Orlando: "É importante termos um órgão como a Controladoria. Isso é uma proteção inclusive ao gestor ter um órgão de controle interno. E aumenta a força política de quem gere a cidade com mais transparência. É importante fortalecer os órgãos de controle, de transparência."

  • 15h15

    03/11/2020

    Caio Magri, presidente do Instituto Ethos:

     

    "Candidato Orlando Silva, o governo Doria-Covas, no início da gestão, em 2016, enfraqueceu a Controladoria Geral do Município (CGM), criada em 2013 pelo prefeito Fernando Haddad (PT) para combater a corrupção e promover a transparência nesta cidade. Bruno Covas, em 2018, patrocinou mudanças, com apoio da base do governo na Câmara Municipal, que criou entraves para as decisões da CGM e reduziu o poder de atuação do órgão. Se eleito, o senhor manterá a situação atual, ou promoverá efetiva autonomia e independência para que a CGM cumpra suas responsabilidades, como o combate à corrupção, no município de São Paulo?"

     

  • 15h15

    03/11/2020

    Tulio: "O seu programa fala em crédito a juros zero para pequenos comerciantes de produtos orgânicos, crédito para o setor de Cultura e Entretenimento, para pequenos empreendimentos. O senhor não é o único, mas essa é uma política pouco comum para uma Prefeitura, quem oferece crédito são são bancos privados, o BNDES ou ainda agências estaduais. É inclusive um compromisso de recurso a longo prazo. Tem dinheiro para isso? Foi feito um estudo?"

    Orlando: "A covid expôs um País que alguns tentavam não enxergar. Na periferia de São Paulo, existe uma economia oculta que está sofrendo muito com essa crise. A Economia Solidária é um dos fatores que impulsionam a geração de renda em São Paulo, temos muitos estudos sobre isso em São Paulo. Temos que criar as condições para isso. Qual o valor exato? Há tempo para a gente trabalhar isso."

  • 15h13

    03/11/2020

    Galhardo: "Mas não é complicado fazer uma proposta sem saber o custo?"

    Orlando: "Você vai produzir o resultado e vai adequar às condições orçamentárias. O Orçamento que vai ser votado na Câmara vai ser o Orçamento aprovado nessa legislatura. No começo do manato, vamos fazer um decreto e enviar uma mensagem falando de onde vai sair cada centavo para geração desse plano de empregos".

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