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CPI da Covid: Veja como foi o depoimento de Francieli Fantinato, ex-coordenadora do Programa Nacional de Imunizações

Servidora foi questionada sobre a insuficiência de doses e a dificuldade do governo de estabelecer critérios de prioridade durante a pandemia

A CPI da Covid interrogou nesta quinta Francieli Fantinato, ex-coordenadora do Programa Nacional de Imunizações do Ministério da Saúde. Ela deixou o cargo no fim de junho e integra a lista de investigados da comissão. 

 

O requerimento para ouvi-la é do senador Otto Alencar (PSD-BA), que citou a informação dada pelo ministro Marcelo Queiroga à CPI de que Francieli teria editado nota técnica destinada aos estados, recomendando que gestantes que tinham recebido a primeira dose da AstraZeneca tomassem a 2ª dose de qualquer outra vacina, sem nenhuma comprovação de segurança ou eficiência. 

 

Servidora de carreira, ela é tecnologista do Ministério da Saúde desde 2015 e ocupa o cargo de coordenadora do PNI desde outubro de 2019. Desde o início da campanha de vacinação no Brasil, o Ministério da Saúde tem enfrentado críticas por causa da insuficiência de doses e a dificuldade de estabelecer critérios de prioridade. 

 

Francieli teve a quebra de seu sigilo telefônico e telemático mantida pelo Supremo Tribunal Federal (STF), em decisão do ministro Alexandre de Moraes. A CPI também aprovou a realização de uma acareação entre Francieli e a médica Luana Araújo, que chegou a ser anunciada como secretária extraordinária de Enfrentamento à Covid-19, mas não foi nomeada. A data para a acareação, no entanto, segue em aberto.

 

 

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  • 16h28

    08/07/2021

    Sessão encerrada

     

    Com a reunião esvaziada, a senadora Soraya Thronicke (PSL-MS) encerrou a sessão que ouviu a ex-coordenadora do Programa Nacional de Imunizações (PNI) Francieli Fantinato. Soraya exercia a presidência da sessão na ausência do senador Omar Aziz e de outros membros da comissão. 

     

    A CPI da Covid se reunirá novamente nesta sexta, 9, para a oitiva do servidor William Amorim Santana, do Ministério da Saúde.

  • 16h10

    08/07/2021

    Barros pede ao STF para ser ouvido na CPI antes do recesso parlamentar

     

    O líder do governo na Câmara, Ricardo Barros (PP-PR), disse ter apresentado pedido de liminar no Supremo Tribunal Federal (STF) para que seja ouvido na Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Covid no Senado antes do recesso parlamentar. O recesso vai vigorar entre 17 e 31 de julho caso a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) seja aprovada pelo plenário até o dia 16. O depoimento de Barros estava marcado para hoje, 8, mas foi adiado e remarcado para o dia 20. O presidente da CPI, Omar Aziz (PSD-AM), também será notificado de forma administrativa, disse ele.

     

    "Estou procurando a oportunidade de ir à CPI para esclarecer os fatos que envolvem o meu nome", afirmou Barros, em discurso no plenário da Câmara. Ele se tornou alvo da CPI desde que foi citado pelo deputado Luis Miranda (DEM-DF) na CPI.

     

    "Não fui notificado oficialmente dessa mudança porque dia 20 é dia de recesso. Obviamente a CPI não pode marcar a minha oitiva no recesso. Então, pedi ao STF que seja concedida segurança em caráter liminar para determinar que o depoimento perante a CPI seja realizado imediatamente após a sessão da CPI, quando intimada da liminar, ou em outra data razoável, desde que até o dia 16 de julho, que é o último dia que trabalharemos antes do recesso."

     

    Anne Warth

  • 15h33

    08/07/2021

    PNI estava preparado para vacinar com Pfizer, diz Francieli

     

    Ex-coordenadora do Programa Nacional de Imunizações (PNI), Francieli Fantinato afirmou que a primeira edição do PNI estava preparado para começar a imunização contra covid-19 no País com os imunizantes da Pfizer. De acordo com Francieli, na primeira versão do programa, a coordenação chegou a anexar um memorando de entendimento da Pfizer onde havia uma intenção de compra de 70 milhões de doses do imunizante, das quais duas milhões seriam entregues no primeiro trimestre deste ano.

     

    A ex-coordenadora afirmou, contudo, que o entendimento de compra da vacina não fazia parte das atribuições do PNI, e foi solicitado por ela para que pudesse ser iniciado o planejamento para poder organizar a campanha de vacinação no País. “Não se consegue organizar uma campanha sem ter um cronograma de entrega, e eu precisava colocar isso na versão do plano, e a primeira entrega que a Pfizer tinha – e isso está o público, tá? na primeira edição – eram duas milhões de doses pro primeiro trimestre”, afirmou.

     

     

    Matheus de Souza, Amanda Pupo e Daniel Weterman

     

    Foto: Gabiela Bilo/Estadão

    https://politica.estadao.com.br/blogs/fausto-macedo/wp-content/uploads/sites/41/2021/07/cpipandemia-bilo_080720212848.jpg

  • 15h17

    08/07/2021

    Francieli: minha opinião é que precisamos ter comunicação em favor da vacina

     

    A ex-coordenadora do Programa Nacional de Imunizações (PNI) Franciele Fantinato confrontada com diversas declarações do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) criticando vacinas contra a covid-19, afirmou ser necessário que o País tenha uma comunicação unificada a favor dos imunizantes. 

     

    Sobre declarações do presidente Bolsonaro, apresentadas pelo senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP), Francieli afirmou não ser possível mensurar os impactos das falas do chefe do Executivo no Programa Nacional de Imunização (PNI). Ela disse que, na sua opinião pessoal, é necessário existir uma comunicação favorável das vacinas, partindo de todas as pessoas. “Nós precisamos ter uma informação unificada, a vacinação é um ato coletivo”, afirmou.

     

    Randolfe também declarou não ter dúvidas que o ex-secretário-executivo da Saúde Elcio Franco deve ser um dos primeiros indiciados da CPI. A declaração foi feita após Francieli afirmar que, ao conversar com o ex-secretário sobre o motivo para o País não ter solicitado uma porcentagem maior que 10% ao ingressar no consórcio Covax Facility, ele teria argumentado que não se deveria “apostar todos os ovos” no instrumento.

     

    Matheus de Souza, Amanda Pupo e Daniel Weterman

  • 14h54

    08/07/2021

    Sessão suspensa por 20 minutos

     

    O presidente da CPI, senador Omar Aziz (PSD-AM), suspendeu a sessão por 20 minutos para que a depoente Francieli Fantinato fizesse uma pausa para refeição. O intervalo foi precedido por um momento de conciliação entre os membros da comissão. Senadores da oposição e da base governista fizeram declarações de desagravo um ao outro e houve uma entrega de flores a Aziz – enviadas não por senadores, mas por uma espectadora que perdeu a mãe por covid-19 e quis homenagear o presidente da CPI. 

     

    Em meio a declarações conciliadoras, o senador Eduardo Girão (Podemos-CE) citou uma frase atribuída ao pacifista indiano Mahatma Gandhi: "Com olho por olho e dente por dente, a humanidade acabará cega e sem dentes". 

  • 14h40

    08/07/2021

    Aziz e Renan dizem que não misturam Forças Armadas com casos isolados

     

    O presidente da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Covid, senador Omar Aziz (PSD-AM), rebateu hoje as críticas que vem recebendo devido a uma declaração que foi rechaçada por comandantes das Forças Armadas e pelo ministro da Defesa, Walter Braga Neto. Ontem, o senador afirmou que "há muitos anos a gente não via membros do lado podre das Forças Armadas envolvidos com falcatrua do governo". 

     

    Os representantes das Forças classificaram a declaração como "grave, infundada e irresponsável".

     

    Hoje, Aziz salientou que não misturou as Forças Armadas com os acusados de corrupção dentro do governo. "Quando o general Pazuello esteve aqui, podem procurar no depoimento todo, eu o chamo de ex-ministro da Saúde", declarou.

     

    O relator da CPI, senador Renan Calheiros (MDB-AL), também aproveitou a sessão desta quinta para comentar a nota oficial dos militares. 

     

    "Que o sr. Braga Netto saiba que não há nenhuma confusão da participação de Pazuello (no Ministério da Saúde) com as Forças Armadas. O Brasil todo respeita as Forças Armadas e o exemplo que elas podem continuar dando", disse Renan. "Mas não pode confundir o nosso papel nem achar que vai nos intimidar. Nós vamos investigar, haja o que houver."

  • 14h04

    08/07/2021

    Francieli Fantinato, ex-coordenadora do Programa Nacional de Imunizações do Ministério da Saúde, participa da CPI da Covid.

     

    Foto: Gabriela Biló/Estadão

    ds

  • 13h39

    08/07/2021

    Francieli deixa de ser investigada da CPI e se torna testemunha; quebras de sigilo são revogadas

     

    O senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP) elogiou os esclarecimentos feitos à CPI por Francieli Fantinato e pediu que ela deixe de estar prestando depoimento na condição de investigada e passe a falar na condição de testemunha. O relator da comissão, Renan Calheiros (MDB-AL), disse concordar com a medida e anunciou a mudança.

     

     

     

    Após uma discussão sobre o tratamento dado a outras pessoas ouvidas pela CPI, a presidente em exercício da CPI, senadora Eliziane Gama (Cidadania-MA), colocou em votação uma questão de ordem de Marcos Rogério (DEM-RO) para revogar as quebras de sigilo telefônico de Francieli, que havia sido determinada pela comissão e mantida pelo Supremo Tribunal Federal (STF).

     

    Francieli foi coordenadora do Programa Nacional de Imunizações do Ministério da Saúde entre outubro de 2019 e o final do mês passado. Ela conseguiu explicar como que embasou tecnicamente as suas decisões tomadas à frente do cargo e ajudou a comissão com outras informações que os senadores avaliam ser valiosas.

     

     

    Paula Reverbel

  • 13h26

    08/07/2021

    A ex-coordenadora da Programa Nacional de Imunizações do governo Bolsonaro, Francieli Fantinato, participa da CPI da Covid.

     

    Foto: Gabriela Biló/Estadão

    sdsd

  • 12h59

    08/07/2021

    Aziz cobra posicionamento de Bolsonaro sobre acusações de Luis Miranda: 'Diga que ele está mentindo, diga que Ricardo Barros é um homem honesto'

     

    O presidente da CPI, Omar Aziz, reagiu a uma declaração do presidente Jair Bolsonaro, que na manhã desta quinta afirmou a apoiadores que o senador teria desviado R$ 260 milhões do Amazonas. Aziz contestou a informação e aproveitou para cobrar um posicionamento a respeito das declarações do deputado Luis Miranda (DEM-DF), que acusa o governo de ignorar suspeitas de corrupção nas negociações para compra da vacina indiana Covaxin.

     

    Em fala a apoiadores do "cercadinho", na saída do Palácio da Alvorada, o presidente fez referência à investigação do Ministério Público na operação “Maus Caminhos”, deflagrada em 2016 para apurar desvios na área da Saúde no Estado do Amazonas. Aziz é um dos suspeitos de participar do esquema, mas nunca foi condenado.

     

    Aziz afirmou que o presidente tenta descreditar a CPI da Covid e seus integrantes e o desafiou a apresentar provas. "Presidente, eu desafio a procurar um processo em que eu seja réu ou denunciado. Vossa Excelência já mandou vasculharem minha vida toda, até proporciona pateticamente falas contra a ciência. A doutora Francieli está confirmando o que falamos sempre: nem propaganda de vacinação esse governo quis fazer", disse Aziz.

     

    "Nunca lhe chamei de genocida, nem de ladrão. Nunca disse que o senhor fazia rachadinha em seu gabinete. O senhor vai para o seu cercadinho onde ficam pessoas sem conteúdo para debater a crise nacional e superficialmente joga ao léu palavras", continuou.

     

    "Presidente, eu não prejulgo, mas hoje eu, o vice (Randolfe Rodrigues) e o relator (Renan Calheiros) estamos mandando uma carta ao senhor (cobrando) para que diga se o deputado Luis Miranda está falando a verdade ou está mentindo. O senhor não respondeu ainda e quer desqualificar a CPI. Senhor presidente, diga pra gente que o deputado está mentindo. Diga que o seu líder na Câmara (Ricardo Barros) é um homem honesto. Presidente, não é o senhor que vai parar essa CPI. Essa CPI vai se aprofundar", concluiu.

     

    Matheus Lara

     

     

  • 12h42

    08/07/2021

    Elcio Franco ordenou retirada de presidiários dos grupos prioritários da vacina, diz Francieli

     

     

    Francieli afirmou que o ex-secretário-executivo do Ministério da Saúde Elcio Franco ordenou a retirada de presidiários dos grupos prioritários da vacinação contra a covid-19. O coronel foi o número 2 do ex-ministro Eduardo Pazuello na pasta e agora ocupa uma vaga na Casa Civil, abrigada no Palácio do Planalto. Em dezembro do ano passado, o Ministério da Saúde retirou a população privada de liberdade da lista de grupos prioritários para vacinação contra o novo coronavírus, mas manteve agentes do sistema prisional.

     

    A justificativa apresentada por auxiliares do ministro Eduardo Pazuello na ocasião é que o público excluído do plano seria principalmente de jovens. "Quem pediu para tirar o grupo com privação de liberdade foi o coronel Elcio", disse Francieli. Ela afirma que o pedido ocorreu na primeira quinzena de dezembro. O plano foi lançado no dia 16. 

     

    Questionada pelo senador Otto Alencar (PSD-BA), a ex-chefe do plano de imunização justificou o intervalo de doses da AstraZeneca, de 90 dias. De acordo com ela, o prazo se deve a evidências de que o aumento no intervalo entre as duas aplicações aumenta o nível de anticorpos imunizantes.

     

    A informação foi contestada pelo parlamentar, que defendeu o intervalo de 21 dias. "Acho que foi uma coisa temerária. Tem alguns casos já notificados que pacientes que tiveram a primeira dose, não tomaram a segunda e tiveram a forma grave da doença", disse Alencar. 

     

    Daniel Weterman, Matheus de Souza e Amanda Pupo

  • 11h55

    08/07/2021

  • 11h52

    08/07/2021

    Monitor da CPI: veja agenda e resumo dos depoimentos

     

    Fique por dentro do andamento das apurações, depoimentos e próximos passos dos senadores que investigam a atuação da gestão Bolsonaro e de governos locais ao longo da pandemia do coronavírus. Clique aqui. 

  • 11h48

    08/07/2021

    CPI da Covid: Francieli diz que deixou programa de imunizações por politização da vacina 

     

  • 11h45

    08/07/2021

    Francieli diz que nota técnica de junho de 2020 já informava necessidade de cobertura vacinal

     

    Francieli Fantinato afirmou que os técnicos do PNI produziram uma nota técnica, no dia 19 de junho de 2020, alertando para a necessidade de imunização da população, ainda em um cenário de incerteza na pandemia do novo coronavírus. O documento teria sido encaminhado à Secretaria-Executiva do Ministério da Saúde. Na ocasião, o general Eduardo Pazuello chefiava interinamente a pasta.  

     

    De acordo com ela, os técnicos projetaram um cenário de campanha imunização no País como forma de controlar a doança. "A gente precisaria, para a questão de controlar a transmissão, uma quantidade em torno de 55% de cobertura vacinal, que poderia variar até 95%", relatou. Considerando uma provável escassez de produtos no mercado internacional, ela revelou que a nota técnica considerou o cenário de vacinação dos grupos prioritários, iniciando pelas populações vulneráveis. 

     

    O presidente Jair Bolsonaro é alvo da CPI por ter suspendido as negociações para compra da Coronovac e ignorado as ofertas da Pfizer feitas no ano passado.

     

    Daniel Weterman e Amanda Pupo

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