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CPI da Covid: Veja como foram os depoimentos dos irmãos Miranda sobre a Covaxin

Deputado Luis Miranda e seu irmão, o servidor Luis Ricardo Miranda, afirmam ter avisado o governo federal de suspeita de corrupção em contratos para compra da Covaxin

Em depoimento à CPI da Covid, o deputado Luis Miranda (DEM-DF) disse que o presidente Jair Bolsonaro citou o líder do governo na Câmara, Ricardo Barros (Progressistas-PR), como alguém que queria fazer “rolo” no Ministério da Saúde com a compra da vacina indiana Covaxin. Miranda e seu irmão Luis Ricardo Fernandes Miranda, servidor de carreira do ministério, disseram aos senadores da CPI ter avisado Bolsonaro, em março, sobre suspeitas de corrupção na compra da vacina. 

 

Segundo Miranda, na reunião Bolsonaro teria mostrado saber a origem da pressão ao dizer que o caso seria “mais um rolo” do líder de governo. O deputado inicialmente disse que não se lembrava do nome do deputado que o presidente mencionou, mas cedeu à pressão dos senadores e confirmou que tratava-se de Barros. “Os senhores também sabem que é o Ricardo Barros que o presidente falou. Foi o Ricardo Barros. Eu queria ter dito desde o primeiro momento, mas vocês não sabem o que eu vou passar.”

 

Ao relatar a conversa com Bolsonaro no Palácio da Alvorada, no dia 20 de março, um sábado, Miranda indicou que o presidente estava ciente de todas as irregularidades. 

 

Já Luis Ricardo disse ter ocorrido “pressão atípica” para que acelerasse a importação. Ele é chefe da área de importação do Departamento de Logística da pasta desde 2011.  

 

Em transmissão ao vivo pelas redes sociais, nesta quinta-feira, Bolsonaro admitiu ter conversado com Miranda em março, no Palácio da Alvorada. “Ele não falou nada de corrupção em andamento". 

 

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  • 22h54

    25/06/2021

    O presidente da CPI da Covid, senador Omar Aziz (PSD-AM), encerrou a reunião desta sexta-feira, 25

  • 22h52

    25/06/2021

    Líder de Bolsonaro na Câmara fez emenda que viabilizou importação da Covaxin

     

    O deputado Ricardo Barros (Progressistas-PR), líder do governo de Jair Bolsonaro na Câmara dos Deputados, foi o autor da emenda que viabilizou a importação da vacina indiana Covaxin, da farmacêutica Bharat Biotech. Segundo Luis Miranda, Bolsonaro atribuiu a Barros suspeitas em esquema de vacinas

     

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    Foto: Sergio Moraes/Reuters

    Sergio Moraes/Reuters

  • 22h46

    25/06/2021

    Bolsonaro atribuiu suspeitas da compra de Covaxin a ‘rolo’ de Ricardo Barros, diz Miranda

     

    Em depoimento, deputado reitera denúncia de corrupção no caso da vacina indiana e diz que presidente fez referência ao líder do governo na Câmara após seu relato

     

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    Foto: Gabriela Bilo/Estadão

    Gabriela Bilo/Estadão

  • 22h40

    25/06/2021

    Deputado disse 12 vezes não 'se lembrar' de nome citado por Bolsonaro até mencionar Ricardo Barros

     

    Em seu depoimento à CPI da Covid nesta sexta-feira, o deputado Luis Miranda (DEM-DF) disse por 12 vezes "não se lembrar" qual havia sido o parlamentar que o presidente Jair Bolsonaro havia apontado como possível responsável por irregularidades na contratação da vacina Covaxin. Após quase 7 horas de sessão, recuperou a memória apenas após ser enquadrado pela senadora Simone Tebet (MDB-MS). 

     

    "Os senhores também sabem que é o Ricardo Barros que o presidente falou. Foi o Ricardo Barros. Eu queria ter dito desde o primeiro momento, mas vocês não sabem o que eu vou passar", disse. Em seguida, explicou que o motivo de ter demorado tanto para dizer. "Apontar um presidente da República que todo mundo defende como uma pessoa correta, honesta, que sabe que tem algo errado, sabe o nome, que sabe quem é e não faz nada por medo da pressão que pode levar do outro lado? Que presidente é esse que tem medo de pressão de quem está fazendo o errado? De quem desvia dinheiro público de gente morrendo por causa dessa p* de covid", completou, com lágrima nos olhos.

     

    Lauriberto Pompeu

  • 22h37

    25/06/2021

    Omar Aziz pede reforço na segurança dos irmãos Miranda

     

    O presidente da CPI da Covid, Omar Aziz (PSD-AM), engrossou o coro de vários senadores que pediram reforço na segurança dos irmãos Luis Ricardo Fernandes Miranda e Luis Miranda. As declarações ocorreram logo após o deputado confirmar, emocionado, que ouviu do presidente Jair Bolsonaro que as suspeitas de corrupção na compra da vacina indiana Covaxin seriam "rolo" do líder de governo na Câmara, Ricardo Barros (Progressistas-PR). 

     

    Aziz disse que "caso aconteça alguma coisa, o diretor da PF vai responder pela vida deles". A responsabilidade pela segurança do deputado Luis Miranda é da polícia da Câmara que, segundo ele, já recebeu um pedido para reforçar sua escolta. O presidente da CPI disse que pedirá à Polícia Legislativa do Senado o reforço da seugrança do servidor Luis Ricardo. Segundo Miranda, eles têm recebido ameaças. 

  • 22h27

    25/06/2021

    Ricardo Barros nega intermediação de compra da vacina indiana

     

    O líder do governo na Câmara, Ricardo Barros (Progressistas-PR), negou ter participado das negociações da compra da Covaxin após ser citado na CPI da Covid. 

     

  • 22h05

    25/06/2021

    Miranda afirma que Bolsonaro atribuiu a Ricardo Barros irregularidade na compra da Covaxin

     

    Em depoimento marcado por tumultos provocados por governistas, o deputado federal Luís Miranda (DEM-DF) disse que o presidente Jair Bolsonaro atribuiu ao líder do governo na Câmara, Ricardo Barros (Progressistas-PR), a responsabilidade por eventuais irregularidades no processo de compra da vacina indiana contra a covid-19, a Covaxin. Miranda, que falou à Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Covid ao lado do irmão Luís Ricardo, servidor do Ministério da Saúde, se negou inicialmente a revelar o nome do congressista citado pelo presidente, mas depois acabou divulgando a identidade.

     

    Ao responder a pergunta da deputada Simone Tebet (MDB-MS), Miranda afirmou que não queria revelar o nome de Barros para não se complicar ainda mais. "Cheguei no limite de complicar a minha vida", disse. 

     

    Em seguida, o relator Renan Calheiros emendou dizendo que foi de Barros a emenda parlamentar que incluiu na lei que libera vacinas aprovadas por agências sanitárias internacionais imunizantes produzidos na Índia. Foi essa emenda, oficializada em março, que garantiu ao governo federal o direito de contratar, sem aval da Anvisa, as 20 milhões de doses da vacina indiana.

     

    Lauriberto Pompeu e Adriana Ferraz

  • 22h01

    25/06/2021

    Líder do governo, Ricardo Barros deve ser convidado a dar esclarecimentos na CPI

     

    O senador Alessandro Vieira (Cidadania-ES) comunicou à presidência da CPI da Covid que apresentará um convite ou convocação do líder do governo na Câmara dos Deputados, Ricardo Barros (Progressistas-PR), para dar explicações sobre as suspeitas em torno da compra da vacina indiana Covaxin. Barros foi citado por vários senadores ao longo da sessão por responder a uma ação do Ministério Público Federal por suspeitas de ter favorecido a empresa Global Gestão em Saúde, que pertence ao mesmo grupo que intermediou a compra da Covaxin no Brasil. 

     

    "Claramente está lhe faltando coragem para dizer o nome do deputado Ricardo Barros", disse Vieira ao deputado Luis Miranda, que foi pressionado por vários membros da comissão a revelar o nome de um parlamentar que, segundo ele, foi mencionado pelo presidente Jair Bolsonaro como responsável por um "rolo" relacionado à compra da vacina indiana. "O senhor ofende a inteligência dos brasileiros e claramente joga fora uma oportunidade."

     

    Miranda disse novamente que não se lembra o nome do deputado em questão, e justificou que já teria contribuído o suficiente com a comissão. "Acho que cheguei no limite de complicar minha vida, mas acho que essa comissão já sabe o caminho que tem de seguir", disse Miranda.

     

    Tulio Kruse

  • 21h42

    25/06/2021

    Luis Miranda diz que já pediu proteção à segurança do Congresso

     

    Questionado pelo senador Eduardo Girão (Podemos-CE), o deputado Luis Miranda (DEM-DF) confirmou que já pediu à Câmara dos Deputados que sua segurança seja reforçada por causa das ameaças que diz estar recebendo. Segundo Girão, a polícia legislativa normalmente faz uma investigação prévia para decidir se a escolta e reforço de segurança pessoal dos parlamentares é necessária. 

     

    "Encaminhei ofício para o presidente da Câmara. Hoje mesmo, inclusive, eu cobrei e o departamento da Polícia Legislativa da Câmara dos Deputados me acompanhou tanto quanto a polícia do Senado, quando eu saí da minha casa", relatou Luis Miranda. Ele voltou a responsabilizar o ministro Onyx Lorenzoni, da Secretaria-Geral da Presidência, pelas ameaças. 

     

    "Nosso receio é por conta das falas irresponsáveis do ministro Onyx, secretário-geral, que tem a coragem de dizer que um documento verdadeiro é falso, dizer que eu minto perante Deus – ele usou a palavra de Deus em vão, eu sou um verdadeiro cristão", disse o deputado. "Eu perdoo ele, mas talvez os fanáticos por polarização não tenham essa mesma sensibilidade de perdoar as pessoas."

     

    Tulio Kruse

  • 21h20

    25/06/2021

    Pressionado a confirmar nome de responsável por 'rolo', Luis Miranda reafirma que não se lembra

     

    O deputado Luis Miranda (DEM-DF) foi novamente pressionado por senadores a revelar o nome que, segundo ele, foi citado pelo presidente como responsável por um "rolo" relacionado à compra da Covaxin. Segundo Miranda, Jair Bolsonaro teria mencionado o nome de um parlamentar quando ouviu as suspeitas sobre a compra da Covaxin. 

     

    O senador Rogério Carvalho (PT-SE) chegou inclusive a sugerir que o nome em questão seria Ricardo Barros (Progressistas-PR), líder do governo na Câmara. Carvalho afirmou que Barros mantém influência no Ministério da Saúde, pelo fato de ainda haver na pasta servidores indicados por ele, e pediu que Miranda confirmasse se o presidente havia ou não mencionado o líder de governo. 

     

    "São perguntas que eu gostaria muito de ter a resposta", respondeu Luis Miranda. 

  • 20h57

    25/06/2021

    Fiscal do contrato da Covaxin, Regina Célia Oliveira foi nomeada por Ricardo Barros 

     

    Fiscal do contrato da Covaxin, a servidora Regina Célia Oliveira foi nomeada pelo deputado Ricardo Barros para o Ministério da Saúde enquanto ele era ministro, em 2017, no governo de Michel Temer. Atualmente, Barros é líder do governo na câmara dos deputados. 

     

    Regina deu aval para a importação da vacina indiana. O vice-presidente da CPI, Randolfe Rodrigues (Rede-AP), leu relatório do Tribunal de Contas da União encaminhado ao Ministério da Saúde, alertando que havia relação entre a Precisa Medicamentos e a Global Saúde, investigada em contratos anteriores de fraudes. "Claramente houve advertência", salientou Randolfe, que frisou ainda a indicação política de Regina Célia, ao contrário de Luis Ricardo, que é servidor concursado. 

     

    Os senadores vão convocar a servidora para depor.

     

    Isadora Rupp

  • 19h58

    25/06/2021

    Petista Humberto Costa diz que Precisa é a ‘empresa VIP’ do governo

     

    Ex-ministro da Saúde no governo Lula, o senador Humberto Costa (PT-PE) afirmou que o governo Jair Bolsonaro trata a Precisa Medicamentos como uma  “empresa VIP”. O petista ressaltou que os governistas que já prestaram depoimento à comissão sempre afirmaram que a gestão Bolsonaro não poderia comprar vacinas sem aprovação na Anvisa. “Não foi isso que sempre se falou aqui? Pois sabe quando essa vacina indiana conseguiu aprovação na Anvisa? Três meses e sete dias depois de o contrato ser assinado”, disse.

     

    Para Costa, todo o tratamento dado pelo Ministério da Saúde à empresa foi diferenciado. “Foi o famoso se colar, colou.” O senador reforçou que o servidor Luis Ricardo deixou claro que o pagamento seria feito a uma terceira empresa não citada em contrato. “Em nenhum momento, o servidor aceitou isso. Pra mim, a chave desse negócio se chama Precisa. O dono terá de vir aqui para explicar tudo isso.”

     

    Adriana Ferraz

  • 19h49

    25/06/2021

    Luis Miranda se diz ameaçado por Onyx Lorenzoni e vai representar criminalmente contra ele 

     

    Questionado pela senadora Eliziane Gama (Cidadania-MA) se tem sido ameaçado por causa das denúncias na compra da Covaxin, o deputado Luis Miranda respondeu afirmativamente, e disse que a forma como o ministro Onyx Lorenzoni se referiu a ele e seu irmão, em um pronunciamento à imprensa na quarta (23), contribuiu para o ódio nas redes sociais. 

     

    "A forma com a qual foi colocada pelo ex-ministro Onyx é como se fossemos inimigos do Brasil e estivéssemos falsificando documentos. Vi nas redes sociais muitos apoiadores colocando como se fosse (a denúncia) uma ameaça ao Brasil. Fizeram uma loucura com o presidente da república por essa paixão polarizada entre dois lados", frisou Luis Miranda. Ele disse que Onyx incitou violência contra os irmãos, e que vai representar contra ele criminalmente. "Apontamos um fato, não atacamos o governo". 

     

    Em pronunciamento à imprensa, o ministro-chefe da Secretaria-Geral da Presidência ameaçou o deputado. "Deputado Luis Miranda. Deus está vendo. Mas o senhor não vai só se entender com Deus não, vai se entender com a gente também", declarou. 

     

    Luis Miranda classificou o pronunciamento como ato de "desespero". "Não entendo por que ele se enraiveceu tanto com pessoas que querem combater desvio de dinheiro público", respondeu o deputado. Na mesma fala, Onyx Lorenzoni disse que será aberta uma investigação na Polícia Federal sobre os irmãos. "Não entendo por que o governo quer investigar quem está combatendo a corrupção". 

     

    O deputado disse também que o pedido de proteção para os irmãos ainda não foi respondido e que eles estão temerosos. Luis Miranda chegou à CPI vestindo um colete a prova de balas.

     

    Isadora Rupp

  • 19h39

    25/06/2021

    TV Estadão: ‘Pazuello me disse que tinha conhecimento de várias irregularidades’, diz Luis Miranda

     

     

    O deputado Luis Miranda (DEM-DF) disse ter informado o ex-ministro e general da ativa Eduardo Pazuello sobre os indícios de irregularidades na negociação da Covaxin. "Comentei que a situação era grave. Ele olhou para mim com cara de descontentamento e disse que tinha conhecimento sobre várias irregularidades. Que tentava coibir e que tinha certeza de que seria exonerado", falou. Miranda continuo dizendo que Pazuello foi "atrapalhado" por terceiros na produção da vacina brasileira. 

  • 19h34

    25/06/2021

    Luis Miranda diz entender que Bolsonaro sabia de práticas irregulares no Ministério da Saúde 

     

    A representante da bancada feminina, senadora Eliziane Gama (Cidadania-MA), quis saber se o presidente Jair Bolsonaro comunicou a Eduardo Pazuello a denúncia após ser procurado pelo deputado Luis Miranda (DEM-DF). "Ele entendeu que era algo que externava o nível administrativo, e levaria para a Polícia Federal", falou. Eliziane indagou se o presidente estaria ciente de outras fraudes no Ministério da Saúde. "Eu entendi que sim, que ele já tinha conhecimento dessa prática no ministério", respondeu Miranda. 

     

    Eliziane também pediu a Luis Ricardo mais informações sobre outro servidor do Ministério da Saúde, a quem ele chamou de Rodrigo. Segundo Ricardo, esse colega disse que havia gestores do ministério pedindo propina na compra das vacinas. Luis Ricardo se comprometeu a passar o sobrenome de Rodrigo para que ele seja convocado pela CPI.

     

    Isadora Rupp

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