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Veja como foram as manifestações deste domingo que cobraram impeachment do presidente Jair Bolsonaro

Atos convocados pelos movimentos de centro-direita MBL, Vem Pra Rua e Livres contaram com público reduzido e presença pequena de ativistas da esquerda

Os protestos em defesa do impeachment do presidente Jair Bolsonaro, neste domingo, tiveram baixa adesão nas 15 capitais onde havia atos marcados pelos grupos de centro-direita Movimento Brasil Livre (MBL), Vem Pra Rua e Livres. Foi o primeiro evento do tipo encabeçado por esses movimentos, que ganharam projeção durante a campanha pelo impedimento de Dilma Rousseff (PT) em 2016.

 

Apesar de o PDT e parte das centrais sindicais terem aderido aos protestos, a ausência do PT e outros partidos da esquerda deixou claros os limites da mobilização. 

 

A Avenida Paulista, em São Paulo, reuniu o maior público, que começou a dispersar, há pouco, após a participação de pré-candidatos à Presidência, como o governador João Doria (PSDB) e os ex-ministros Ciro Gomes (PDT) e Luiz Henrique Mandetta (DEM).  

 

Seis capitais registraram atos pela manhã, mas todos também com baixa adesão. Belo Horizonte e Rio reuniram os maiores contingentes, até o início do protesto em São Paulo. Na capital paulista, organizadores deixaram em segundo plano o lema “nem Bolsonaro, nem Lula”, mas isso não bastou para atrair mais manifestantes. 

 

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  • 20h00

    12/09/2021

    Boa noite! Encerramos agora a cobertura em tempo real das manifestações pró-impeachment deste domingo, 12. Continue a acompanhar a repercussão dos atos e as últimas notícias da política nacional no portal do Estadão.

     

    Agradecemos a audiência!

     

    Foto: Taba Benedicto/Estadão

    Taba Benedicto/Estadão

  • 19h17

    12/09/2021

    Teresina tem ato com baixa adesão de partidos de esquerda contra Bolsonaro

     

    Um grupo de cerca de 100 manifestantes se reuniram no final da tarde de hoje, 12, no Complexo Cultural da Ponte Estaiada, em Teresina (PI), para manifestação pelo impeachment do presidente Jair Bolsonaro. O protesto foi convocado pelo Movimento Brasil Livre (MBL) e durou cerca de duas horas. 

     

    Nas camisas e cartazes, frases contra o governo Bolsonaro e o ex-presidente Lula. “Nem Lula, nem Bolsonaro”, afirmavam manifestantes. De acordo com o coordenador do MBL do Piauí Francisco Firmo, o objetivo é criar uma frente ampla pelo impeachment. “Tentamos generalizar para fazer uma frente ampla contra o governo Bolsonaro. Se tivéssemos que traçar outras pautas, trataríamos da vacinação, que foi um desastre, e da economia, mas sabemos que esses temas secundários vão recair sobre um nome só, que é o de Bolsonaro.”

     

    No Piauí, os protestos de hoje tiveram pouca adesão de partidos da esquerda. O PCdoB foi um dos poucos que participaram. “Sempre pautamos a importância de uma frente ampla e neste momento seria uma incoerência da nossa parte não participar. Este é o momento de somar forças para derrotar Bolsonaro”, afirma a integrante da direção estadual da sigla Isadora Cortez.

     

    Texto e foto: Luan Matheus Santana, especial para o Estadão

     Luan Matheus Santana

  • 18h54

    12/09/2021

    Ato em Belém tem PSB, PDT, Podemos, Cidadania e Novo, mas lideranças não comparecem

     

    Em Belém (PA), a manifestação organizada pelo Movimento Brasil Livre (MBL) teve baixa adesão e não registrou a participação de lideranças políticas, como anunciou a coordenação do movimento. Cerca de 200 manifestantes se concentraram por volta das 16h em um trecho da Avenida Visconde de Souza Franco, no centro da cidade.

     

    O ato recebeu apoio dos partidos PSB, PDT, Podemos, Cidadania e Novo. O movimento também cogitou a participação de integrantes do Movimento Esquerda Socialista, do PSOL, o que não ocorreu. Segundo um dos líderes regionais do partido, Max Costa, a manifestação deste domingo foi construída de forma isolada pelo MBL e algumas tendências internas do PSOL apoiam a ideia de realizar os próximos atos de forma unificada, tendo como eixo o lema “fora Bolsonaro”.

     

    Com faixas com o escrito “nem Bolsonaro, nem Lula”, manifestantes discursaram em um carro de som e exigiram o impeachment do atual presidente. Durante o ato, a coordenação do MBL no Pará fez críticas à vereadora Bia Caminha (PT). Em sua rede social, a parlamentar acusou o movimento de defender a saída de Dilma Rousseff, atacar professores, taxar universitários de “vagabundos” e apoiar a eleição do presidente Jair Bolsonaro

     

    Danielle Ferreira, especial para o Estadão

     

     

  • 18h49

    12/09/2021

    Em Florianópolis, manifestação pró-impeachment tem discurso de ativista do PCdoB

     

    O ato pelo impeachment do presidente Jair Bolsonaro em Florianópolis começou por volta das 14h e reuniu um pequeno grupo de pessoas em frente à Catedral Metropolitana. A maioria carregava bandeiras do Partido Democrático Trabalhista (PDT). Também havia faixas com os dizeres “Fora Bolsonaro”, bandeiras do Brasil e do Movimento Brasil Livre (MBL). 

     

    Nas redes sociais, manifestantes relatam que foram entregues panfletos “Nem Lula, nem Bolsonaro”, slogan inicialmente adotado pela organização, mas deixado de lado em uma tentativa de atrair a esquerda.

     

    A vice-presidente do Partido Comunista do Brasil (PCdoB) em Florianópolis, Janaína Deitos, discursou em um carro de som. “Onde houver um ato pela democracia e pelo Fora Bolsonaro, o PCdoB estará”, afirmou. “Estamos juntando todos os democratas e progressistas que querem viver num país livre contra o nosso inimigo comum”.

     

  • 18h41

    12/09/2021

    Em Natal, chuva abrevia ato reduzido em defesa do impeachment de Bolsonaro

     

    O ato convocado para este domingo, 12, a favor do impeachment do presidente Jair Bolsonaro reuniu poucos manifestantes em Natal, diferente do que foi realizado no dia 7 de setembro passado, quando milhares de pessoas contra e a favor do mandatário saíram às ruas. O grupo que defendeu publicamente o impedimento do presidente se reuniu em um dos cruzamentos mais movimentados da zona Leste da capital, entre as Avenidas Nevaldo Rocha e Hermes da Fonseca.

     

    O trânsito, porém, não foi interrompido. Os participantes da manifestação se concentraram na calçada e lá permaneceram. A chuva que caiu de surpresa no meio da tarde na cidade os intimidou e abreviou a movimentação. Entre os poucos reunidos, a maioria era jovem. Alguns seguravam bandeiras de partidos como o PDT, umas das legendas que convocou o povo às ruas para uma ação de contraponto às manifestações ocorridas semana passada. 

     

    No Rio Grande do Norte, o Partido dos Trabalhadores (PT) usou as redes sociais para orientar a militância a não participar dos atos deste domingo. Na página oficial do Movimento Brasil Livre para o Rio Grande do Norte, a capital não aparecia entre as cidades com atos confirmados.

     

    Ricardo Araújo, especial para o Estadão

  • 18h32

    12/09/2021

    Ato na Avenida Paulista reúne 6 mil pessoas, diz Secretaria de Segurança Pública

     

    A manifestação que aconteceu na tarde de hoje na Avenida Paulista, em São Paulo, reuniu cerca de 6 mil pessoas, segundo estima a Secretaria de Segurança Pública de São Paulo (SSP-SP). Em nota divulgada no começo da noite deste domingo, 12, a secretaria explica que o número foi calculado com base no uso de imagens aéreas, análise de mapas e georreferenciamento.

     

    O carro de som que recebeu quatro presidenciáveis e uma série de parlamentares contra o presidente foi capaz de lotar apenas a área ao redor do Masp. No ato a favor do presidente, a via ficou lotada em toda a extensão. Mas os organizadores minimizaram o pequeno público, afirmando que outras manifestações futuras terão público maior.

     

    O número é baixo se comparado aos estimados 125 mil apoiadores do presidente Jair Bolsonaro que se reuniram para apoiar o presidente na mesma via no último dia 7 de setembro, segundo estimou a pasta.

     

    Também segundo a secretaria, foi montado um esquema especial de segurança para o evento, que mobilizou 700 viaturas, três veículos lançadores de Água (VLA) e 10 drones, entre outros aparatos. O custo do esquema está estimado em R$ 885 mil.

     

    Cinco pessoas foram detidas ao longo da tarde. Entre as ocorrências, um jovem foi abordado portando um canivete, um estava pilotando um drone sem autorização e uma mulher, colombiana, tinha uma sacola com celulares roubados, segundo a PM.

  • 18h25

    12/09/2021

    Fortaleza tem atos por impeachment de Bolsonaro convocados por MBL e Vem Pra Rua

     

    Os protestos contra o presidente Jair Bolsonaro organizados pelo Movimento Brasil Livre (MBL) e Vem Pra Rua para este domingo, 12, também ocorreram em Fortaleza (CE). O ato contou também com a participação de partidos de esquerda, como o PDT e o PCdoB. 

     

    A pauta principal é o impeachment do presidente Jair Bolsonaro, mas as demandas também passam por mais vacinas, mais empregos e o aparecimento de uma terceira via para as eleições presidenciais de 2022.

     

    Vestindo camisas brancas, os manifestantes ocuparam a praça Portugal, principal ponto de manifestações na capital Cearense, tanto pela direita, quanto pela esquerda.

     

    Um dos objetivos é criar uma frente ampla, unindo forças para pedir o impeachment do presidente da República. Além disso, o protesto também é uma resposta aos atos com pautas antidemocráticas e discursos  contra o Supremo Tribunal Federal (STF) por parte de Bolsonaro, que ocorreram no feriado da Independência, 7 de setembro, pelo País.

     

    Texto e foto: Lorrâne Mendonça, especial para o Estadão

     Lorrâne Mendonça

  • 17h47

    12/09/2021

    Manifestação em Porto Alegre tem baixa adesão

     

    Em Porto Alegre, a manifestação liderada pelo Movimento Brasil Livre (MBL) pelo impeachment do presidente Jair Bolsonaro não conseguiu reunir um público próximo aos protestos capitaneados por partidos de esquerda ao longo do ano, nem na comparação com as manifestações favoráveis ao presidente do 7 de Setembro. Reunidos na avenida Goehte, próximo ao Parque Moinhos de Vento, o Parcão, pouco mais de uma centena de pessoas se concentraram a partir das 15h em um espaço de aproximadamente 10 metros, onde estavam estacionados os caminhões de som que bloquearam uma faixa da avenida.

     

    Sem a adesão dos maiores partidos de esquerda e movimentos sociais do campo, as representações políticas ficaram restritas ao PDT e o Novo, únicos partidos que tiveram integrantes com bandeiras na manifestação. O governador Eduardo Leite (PSDB) circulou pelo protesto e falou com os manifestantes, defendendo a democracia e a diversidade. 

     

    Para o coordenador do MBL Porto Alegre, Klaus Schuch, apesar do pequeno público, o fato de a manifestação ter acontecido em um tradicional ponto de encontro de bolsonaristas foi um recado importante. "É algo afrontoso, estar no reduto do Bolsonaro, a gente quer mostrar pra eles que não vão nos calar." Apesar de os organizadores terem defendido que não fossem levadas bandeiras partidárias, foi possível ver representações do PDT e Novo, o que, na opinião de Schuch apenas reforçou o caráter democrático do ato. "Eu não tenho como negar o fato de que a liberdade está sendo espalhada. Foi orientado as pessoas deixarem as bandeiras partidárias de lado." Na avaliação dele, o impeachment deve ser a única pauta dos protestos. Mesmo assim, pessoas que utilizaram o microfone defenderam uma terceira via eleitoral, rejeitando Bolsonaro e o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Enquanto o pequeno grupo protestava, um grande público aproveitava a tarde agradável para passear no Parcão. Por volta das 17h a manifestação foi encerrada.

     

    Eduardo Amaral

     

    Foto: Eduardo Amaral

     

    Especial para o Estadão

    Foto: Eduardo Amaral

  • 17h35

    12/09/2021

    Protesto em Brasília contra Bolsonaro reúne algumas centenas de pessoas pró-impeachment

     

    Os manifestantes que foram na tarde deste domingo, 12, à Esplanada dos Ministérios, em Brasília, tinham como principal bandeira o impeachment do presidente Jair Bolsonaro. Organizado pelo MBL e o Vem Pra Rua, o ato não teve um grande número de participantes, mas conseguiu reunir algumas centenas de pessoas próximo ao Congresso Nacional. 

     

    Com faixas pedindo o impeachment de Bolsonaro, o movimento defende uma terceira via: “Nem Lula, nem Bolsonaro”. 

     

    Nas redes sociais, parlamentares governistas e ministros ironizaram o número de manifestantes que foram às ruas no primeiro ato em resposta aos eventos de 7 de setembro, organizados por apoiadores de Jair Bolsonaro, mas não comentaram o fato de o ato no início da manhã em Brasília, favorável ao governo, ter tido poucos apoiadores.

     

    O ministro do Turismo, Gilson Machado Neto, publicou um vídeo no Twitter, aos risos, com críticas à imprensa por noticiar os atos. Ele também compartilhou montagens de supostas fotos tiradas hoje com os registros das manifestações bolsonaristas recentes. O mesmo fez o ministro da Comunicação, Fábio Faria, que citou o ex-ministro da Saúde Luiz Henrique Mandetta (DEM-MS) ao dizer que "o distanciamento social está sendo 'totalmente respeitado' em todas as manifestações de hoje", em alusão ao baixo comparecimento. 

     

    A Secretaria de Segurança Pública do Distrito Federal (SSP-DF) montou um esquema de reforço à segurança na Esplanada, pois a manifestação convocada pelos movimentos de oposição ocorreu poucas horas depois de atos que seriam realizados a favor de Bolsonaro.

     

    Os dois protestos tiveram baixa adesão e não foram registradas ocorrências junto a Polícia Militar do DF. O ato pró-impeachment terminou por volta das 17h. As vias da Esplanada dos Ministérios só serão liberadas após a dispersão completa dos manifestantes.

     

    Dida Sampaio, Marlla Sabino e Weslley Galzo

     

    Foto: Dida Sampaio/Estadão

    Dida Sampaio/Estadão

  • 17h25

    12/09/2021

    'Todo começo tem dificuldades. Isto aqui é um começo', diz Doria na Avenida Paulista

     

    O governador de São Paulo, João Doria (PSDB), falou por sete minutos para o público Avenida Paulista, e foi o discurso mais longo nesta tarde de domingo. Militantes do MBL puxaram gritos de "vacina" antecedendo a fala do governador, que foi aplaudido quando começou a falar.

     

    Doria se apresentou ao público como um dos "organizadores" do comício pelas Diretas Já na Praça da Sé em 1984 e disse que "quem defende a vida" deve ser contra o presidente Jair Bolsonaro. "Todo começo tem dificuldades. Isto aqui é um começo", afirmou o governador, diante de um público muito menor do que o da manifestação de 7 de setembro.

     

    O governador fez um discurso em que citou a vacinação e a fome no país, mas afirmou que Bolsonaro poderia sair "pelo voto". "Quem pode mudar o Brasil são vocês", disse, puxando gritos contra o presidente.

     

    Bruno Ribeiro

     

    Foto: Taba Benedicto/Estadão

     

    Taba Benedicto

  • 17h07

    12/09/2021

    Grupos de esquerda justificam ausência em ato de João Pessoa

     

    O protesto contra o presidente Jair Bolsonaro reuniu cerca de 50 pessoas em João Pessoa. O grupo ergueu uma grande bandeira do Brasil sob os gritos de "Fora Bolsonaro" e "Fora Lula". Do alto de um carro de som, no Largo da Gameleira, no bairro de Tambaú, jovens gritavam palavras de ordem e afirmavam que uma terceira via para a disputa das eleições de 2022 é possível. "Temos um presidente traidor, queremos ele fora", gritou um dos líderes ao microfone. Diversos sindicatos e movimentos sociais da Paraíba ligados à esquerda divulgaram notas informando os motivos de não participarem do ato organizado pelo Movimento Brasil Livre (MBL) e Vem Pra Rua (VPR). A Associação Brasileira de Juristas pela Democracia (ABJD) na Paraíba disse que não houve debate coletivo para a mobilização. A CUT-PB afirmou que ato é uma "furada"  e a Articulação de Mulheres Brasileiras-PB informou que os movimentos que organizaram os atos deste dia 12 de setembro "apoiaram o golpe de 2016 e sustentaram a subida de Bolsonaro".

     

    Janaína Araújo, especial para o Estadão

  • 16h54

    12/09/2021

    Doria chega à Avenida Paulista e defende formação de frente democrática contra Bolsonaro

     

    Ao chegar na manifestação na Avenida Paulista, o governador João Doria (PSDB) defendeu a formação de uma grande frente democrática contra o presidente Jair Bolsonaro que inclua também o PT. "Temos que estar juntos e formar uma grande frente democrática", disse o tucano.

     

    Questionado se subiria no mesmo palanque que os petistas, o Doria respondeu: "Não tenho dúvida disso. É uma evolução. Não é algo feito com ansiedade. Esse é o primeiro movimento a partir da liberação da quarentena (em São Paulo)".

     

    No último dia 7, o governador declarou-se a favor do impeachment do presidente Bolsonaro, no mesmo dia em que manifestações pró-governo federal aconteceram em todo o País. Doria voltou a defender a causa hoje: "Se Bolsonaro não receber o impeachment, ele receberá o impedimento pelo voto", disse.

     

    A chegada do governador ao palco montado na Paulista resultou em um tumulto. Seguranças do evento e policiais militares à paisana que fazem a segurança do político se desentenderam, e houve troca de empurrões. Uma série de assessores teve de intervir para que não houvesse troca de socos. No palco, ficou um clima de tensão.

     

    Mais cedo, por volta das 16h, houve uma mudança de militância na lateral do vão livre do Masp. Saíram os militantes do PDT e chegaram os do PSDB.

     

    O presidente do PSDB paulista, Marco Vinholi, estava no caminhão do MBL e recusou uma possível aliança com o PT. "Não existe possibilidade de união nossa com o PT. Estamos aqui pelo fora Bolsonaro porque ele ultrapassou todos os limites das instituições democráticas", disse ele.

     

    Bruno Ribeiro e Pedro Venceslau

     

    Foto: Taba Benedicto/Estadão

    Taba Benedicto/Estadão

  • 16h47

    12/09/2021

    Oposição vai convergir ‘em torno da democracia’ com o tempo, diz Maia

     

    Apesar da divisão dos grupos de oposição em torno dos protestos deste domingo contra o presidente Jair Bolsonaro, o secretário de Projetos e Ações Estratégicas do governo de São Paulo, Rodrigo Maia, mantém o otimismo em torno do movimento pelo impeachment de Bolsonaro. Para ele, estes são os primeiros passos dessa mobilização, e é normal que ajustes ainda sejam feitos. Mas o deputado federal licenciado, um dos principais defensores de uma candidatura da chamada terceira via, avalia que mais setores de esquerda, incluindo o PT, acabarão se juntando às manifestações nos próximos eventos.

     

    Leia a avaliação de Rodrigo Maia aqui.

     

    Foto:Dida Sampaio/Estadão

    Dida Sampaio/Estadão

  • 16h43

    12/09/2021

    Protesto reúne cerca de três mil pessoas em Curitiba, dizem organizadores 

     

    Cerca de três mil pessoas, segundo a coordenação do ato, se reuniram na Boca Maldita, na capital paranaense, para protestar contra o governo federal e pedir o impeachment do presidente Jair Bolsonaro. A manifestação teve em comum discursos por uma terceira via para as eleições de 2022 e reuniu representantes do MBL, MDB, PC do B, Novo, Rede, PDT e PSDB, além de outros movimentos de juventude.

     

    A professora Joselaine Gomes, 40 anos, foi eleitora de Ciro Gomes e de Fernando Haddad, no segundo turno.

     

    Segundo ela, "o mau governo de Bolsonaro já era previsto e agora todos precisam se unir": "Há uma pauta comum que é o fora Bolsonaro".

     

    Representante do MDB Afro, Aloísio Nascimento disse que não há governo atualmente. "Não tem governo e por isso foram perdidas tantas vidas, temos que dar um basta a um governo que não se preocupa com a nação", afirmou o militante. A manifestação foi pacífica e a PM não divulgou uma estimativa de público.

     

     Júlio Cesar Lima, especial para o Estadão

     

    Foto: Júlio Cesar Lima

    crédito

  • 16h41

    12/09/2021

    Deputada estadual Isa Penna é única representante do PSOL em protesto contra Bolsonaro

     

    A deputada estadual Isa Penna disse que debateu, pelas redes sociais, sobre sua presença na manifestação convocada pelo MBL. A parlamentar era alvo do grupo até 2016. Ela ressaltou que não se aproximou do MBL, apenas se juntou à pauta contra Bolsonaro. "Às vezes é preciso se unir a adversários para derrubar um inimigo em comum. É isso que vivemos agora. Temos pressa pelo #ForaBolsonaro", escreveu ela no Twitter.

     

    Foto: Bruno Ribeiro

     

    Bruno Ribeiro/Estadão

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