DANIEL TEIXEIRA/ESTADÃO
DANIEL TEIXEIRA/ESTADÃO

Grupo de elite da Polícia vai apurar tiros contra caravana de Lula

Secretaria de Segurança do Paraná informou que laudo pericial de ônibus atingido por disparos ficará pronto nos próximos dias

Igor Moraes, O Estado de S.Paulo

28 Março 2018 | 12h42

A Secretaria de Segurança Pública do Paraná (Sesp) informou que deslocou para Laranjeiras do Sul duas equipes do Centro de Operações Policiais Especiais (Cope), grupo de elite da Polícia Civil do Estado, para reforçar as investigações sobre os tiros disparados contra veículos da caravana do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

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Os disparos foram relatados por integrantes da caravana do petista. Um dos veículos apresentava marcas de três tiros. Um disparo perfurou a lataria e outros dois atingiram os vidros. O ônibus transportava jornalistas que fazem a comunicação da caravana, de blogs e sites que acompanham a comitiva, e repórteres estrangeiros. O outro ônibus, que foi atingido por um tiro, levava convidados da caravana. O ônibus que estava com o ex-presidente Lula não foi atingido. Ninguém ficou ferido.

Responsável pela investigação do caso no município de Laranjeiras do Sul, o delegado Fabiano Oliveira confirmou ao Estado que um dos ônibus da caravana foi alvejado por ao menos um tiro. "Pelo menos uma das marcas é de arma de fogo", afirmou.  "Se as outras marcas são, apenas a perícia irá dizer".

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De acordo com a Secretaria de Segurança, um inquérito policial já foi aberto para apurar o caso e o laudo pericial do ônibus deve ficar pronto nos próximos dias.

A Sesp afirmou que não houve nenhum pedido formal de escolta para a caravana ou para o ex-presidente e que sequer tem conhecimento do "paradeiro" de Lula. A pasta reafirmou que a Polícia Militar do estado reforçou o policiamento nos locais indicados pela caravana, mas ressaltou também que parte do cronograma que fora informado previamente às autoridades paranaenses foi alterado durante a passagem de Lula.

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Após o incidente desta terça, petistas acusaram as autoridades da área de segurança, tanto federais como estaduais, de omissão em relação aos atos de violência contra a caravana registrados ao longo destes oito dias.

Deputados do PT se reuniram ontem à noite com o ministro da Segurança Pública, Raul Jungmann, para cobrar providências. O ministro classificou como “inaceitável” o episódio no Paraná e afirmou que a Polícia Federal não irá investigar o caso dos tiros porque o crime não foi federal e cabe às autoridades estaduais atuar.

Nesta quarta-feira, haverá ato programado em Curitiba, que marcará o encerramento da caravana. O deputado federal e presidenciável Jair Bolsonaro (PSL) também passará pela capital paranaense.   

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