Doug Mills / POOL / AFP
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Trump diz que não está preocupado que Wajngarten tenha sido testado para coronavírus

Fabio Wajngarten fez parte da comitiva que acompanhou o presidente Jair Bolsonaro aos Estados Unidos. Ele testou positivo para o vírus e tirou fotos ao lado do presidente americano

Beatriz Bulla e Jussara Soares, O Estado de S.Paulo

12 de março de 2020 | 14h18
Atualizado 12 de março de 2020 | 15h51

WASHINGTON / BRASÍLIA - O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse nesta quinta-feira, 12, que “não está preocupado” que o secretário de comunicação do Brasil tenha sido testado para identificação do coronavírus.

Fabio Wajngarten fez parte da comitiva que acompanhou o presidente Jair Bolsonaro no jantar em Mar-a-Lago, no sul da Flórida, no sábado. Wajngarten, que testou positivo para o vírus, tirou foto ao lado do presidente americano e do vice Mike Pence na ocasião.

O governo Brasileiro comunicou o caso aos Estados Unidos. A Casa Branca informou que nem Trump nem Pence farão exames por terem tido contato mínimo com Wajngarten.

Trump falava com jornalistas sobre a disseminação do vírus e as medidas anunciadas ontem pelo governo americano quando foi questionado sobre a situação de Wajngarten. 

"Jantamos juntos em Mar-a-Lago, na Flórida, com a delegação inteira. Não sei se o assessor de imprensa estava lá. Se estava, estava. Mas não fizemos nada fora do usual. Sentamos perto por algum tempo, tivemos uma ótima conversa. Ele (Bolsonaro) está fazendo um excelente trabalho no Brasil e vamos descobrir o que vai acontecer. Acredito que estejam sendo testados agora", afirmou o presidente. "Deixa eu colocar desta forma: eu não estou preocupado", concluiu.

Os exames de Wajngarten foram realizados em São Paulo e a informação, antecipada pelo Estado, foi confirmada pelo Palácio do Planalto no início da tarde desta quinta-feira. O presidente Jair Bolsonaro e integrantes da comitiva que o acompanhou a Miami, nos Estados Unidos, estão sendo monitorados desde a quarta-feira, após Wajngarten apresentar sintomas de gripe e ser submetido a um teste para o novo coronavírus

Entre o final da tarde e o início da noite de quarta-feira, o grupo que participou da viagem passou a receber ligações do gabinete da Presidência pedindo que diante de qualquer sintoma fizesse o comunicado imediatamente e procurasse um hospital militar em Brasília para fazer os exames, segundo integrantes da comitiva que falaram com o Estado em caráter reservado. Bolsonaro completa 65 anos no dia 21.

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Nesta quinta-feira, 12, o presidente cancelou viagem ao Rio Grande do Norte. O ministro do desenvolvimento regional, Rogério Marinho, afirmou que o evento oficial foi cancelado por "razões de segurança sanitária". O governo federal negou que o cancelamento da agenda do presidente tenha a ver diretamente com a situação do chefe da Secom.

Participaram da comitiva aos Estados Unidos, entre sábado e terça-feira, os ministros Ernesto Araújo (Relações Exteriores), Augusto Heleno (Gabinete de Segurança Institucional),  Fernando Azevedo e Silva (Defesa) e Bento Albuquerque (Minas e Energia). Também viajaram os senadores Nelsinho Trad (PTB-MS) e Jorginho Mello (PL-SC); os deputados Eduardo Bolsonaro (PSL-SP) e Daniel Freitas (PSL-SC), o assessor especial Filipe Martins, o presidente da Embratur, Gilson Machado, o secretário especial de Pesca, Jorge Seif Jr, entre outros.

 

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