STF / Reprodução
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Reunião de Bolsonaro com ministros: leia as análises do ‘Estadão’

Vídeo da reunião ministerial de 22 de abril foi divulgado parcialmente pelo ministro do STF Celso de Mello e provocou reações no meio político

Redação, O Estado de S.Paulo

23 de maio de 2020 | 14h47

O vídeo da reunião realizada em 22 de abril de 2020 pelo presidente Jair Bolsonaro com sua equipe ministerial teve sua divulgação permitida nessa sexta-feira, 22, pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Celso de Mello, com a omissão de trechos que citam outros países e que poderiam gerar desconforto em relação à política externa nacional. 

Confira a opinião dos colunistas do Estadão sobre o conteúdo da gravação:

Rosângela Bittar: Íntegra de vídeo conta histórias absurdas, ilegais e imorais

O vídeo da reunião ministerial de 22 de abril, prova citada pelo ex-ministro Sérgio Moro para sustentar sua denúncia de que o presidente Jair Bolsonaro interferiu na Polícia Federal para ter acesso a informações privilegiadas e sigilosas, conta várias outras histórias absurdas, ilegais e imorais, além desta. Sobre a interferência em órgãos de Estado, a discussão não deixa dúvidas, pois o próprio presidente a admite, inclusive trocando, ao longo de todas as suas manifestações, o velho “tá ok” por um novo “ponto final”, agora seu desfecho peremptório. “Eu sou o chefe supremo das Forças Armadas e ponto final”, “interfiro e ponto final”. 

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José Nêumanne Pinto: Enfim, unidos contra o vírus

Uma boa noticia na guerra do Brasil na pandemia: na reunião do presidente Jair Bolsonaro com os 27 governadores, todos deixaram de lado a guerra por causa de uma eleição a ser disputada em longínquos 2 anos e meio e se trataram como pessoas minimamente civilizadas.

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Vera Rosa: Uma reunião ministerial com destempero verbal, ofensas e pitos

Sem papas na língua e bastante exaltado, Bolsonaro abordou ali os assuntos mais polêmicos da República: foi de mudanças na Polícia Federal às armas, passando pela ditadura, problemas com o Supremo Tribunal Federal, ameaças de trocar ministros até chegar à agenda de costumes.

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Marcelo de Moraes: O governo está nu

O vídeo revela o governo nu. Exatamente da maneira como o presidente e seus principais auxiliares enxergam e exercem seus papéis de homens públicos dentro da administração federal. E se a militância bolsonarista pode até se assanhar com alguns trechos nos quais o presidente é mais incisivo, o Estado democrático foi desafiado em diversos momentos dessa reunião.

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Rodrigo Augusto Prando: Bolsonaro cobra defesa do governo; Moro cruza os braços

Para o presidente, a liberdade é mais importante que a própria vida e, para garanti-la, tem a intenção de armar a população, já que o povo armado não permitiria que o Brasil fosse tomado por uma ditadura. Na reunião, ganham pontos e elogios: Paulo Guedes, Weintraub e Damares, bem como Braga Neto que foi o articulador do Plano Pró-Brasil apresentado.

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Mário Aquino Alves e Marco Antonio Carvalho Teixeira: Reunião mostra clima hostil que deve isolar o governo ainda mais

Os trechos veiculados pouco se parecem com uma reunião ministerial que precisa debater a maior crise sanitária da história do Brasil. Em meio aos diversos assuntos, parece que o grupo reunido está em uma mesa de botequim, com uma linguagem que remete o tempo todo para uma figura central: o presidente da República. Bolsonaro, confunde o que seria a sua persona com o próprio País. Usa uma linguagem muito autocentrada, cobrando lealdades a si. Alguns deles respondem no mesmo tom, como o da Educação, que também se coloca como vítima de todos e que está a serviço do presidente, indiretamente cobrando a mesma postura de seus colegas, e sendo muito agressivo. Mostra uma postura belicosa em relação aos demais poderes, falando que não é para haver diálogo, mas enfrentamento, não sendo desautorizado pelo presidente.

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Bolsonaro cometeu crime? Juristas comentam

O Estadão procurou juristas para analisarem o que Bolsonaro disse na reunião. Entre ameaças, ofensas e palavrões, as imagens mostram o chefe do Executivo cobrando mudanças no governo e fazendo pressão sobre Moro e os demais auxiliares sob a alegação de que não vai esperar “foder a minha família toda”.

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