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Dida Sampaio/Estadão
Dida Sampaio/Estadão

Presidente da Anvisa fala primeiro que Mandetta em entrevista sobre coronavírus

Não é de hoje que o ministro da Saúde vê seu trabalho ser esvaziado pelo Palácio do Planalto

Redação, O Estado de S.Paulo

18 de março de 2020 | 19h16

BRASÍLA – Na entrevista em que o presidente Jair Bolsonaro anunciou a contaminação do ministro de Minas e Energia, Bento Albuquerque, pelo novo coronavírus, um fato chamou a atenção: o titular da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, falou depois que o presidente da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), Antonio Barra Torres.

A ordem dos pronunciamentos, no Palácio do Planalto, poderia passar despercebida se o contra-almirante da reserva não fosse o homem a quem Bolsonaro recorre diariamente para pedir opiniões sobre todos os assuntos relacionados à área de saúde.

Na questão do avanço do coronavírus, por exemplo, Bolsonaro “atropelou” Mandetta e, no domingo,15, chegou a desautorizar sua recomendação para evitar aglomerações. Já o presidente da Anvisa acompanhou Bolsonaro, naquele dia, na manifestação contra o Congresso e o Supremo Tribunal Federal (STF).

Não é de hoje, no entanto, que Mandetta vê seu trabalho ser esvaziado pelo Palácio do Planalto. Nos últimos dias, o ministro da Saúde - que é filiado ao DEM - apareceu ao lado do governador de São Paulo, João Doria (PSDB), fato que também incomodou Bolsonaro, pois o tucano é seu adversário político.

Nesta quarta-feira, porém, Mandetta agradeceu o chefe e disse que nada na equipe é feito por acaso. “O presidente é o grande timoneiro desse barco”, afirmou o ministro da Saúde, em tom diplomático. Apesar de enfrentar desconfianças e de ser "fritado" no Planalto, Mandetta vem sendo elogiado até por opositores de Bolsonaro.

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