Wesley Gonsalves/ Estadão
Wesley Gonsalves/ Estadão

Preço da gasolina vira combustível para a desinformação

Postagens fazem comparações equivocadas do poder de compra atualmente com de governos anteriores

Samuel Lima, O Estado de S.Paulo

28 de março de 2022 | 05h00

O aumento no preço da gasolina impulsionou a desinformação nas redes sociais recentemente. O Projeto Comprova, por exemplo, desmentiu o boato de que o Tribunal Superior Eleitoral teria considerado como “criminosa” a eventual redução do valor dos combustíveis.

O governo federal, por meio da Advocacia Geral da União, pediu ao TSE que analisasse se a medida feriria a legislação eleitoral. Mas a consulta não foi analisada no mérito, porque os ministros entenderam que continha erros técnicos. Assim, o caso foi arquivado sem que as perguntas fossem respondidas.

Já o empresário Luciano Hang teve uma postagem enganosa checada pelo Estadão Verifica em que comparava o “poder de compra” do salário mínimo em litros do combustível nos anos de 2006 e 2022. A peça exaltava o presidente Jair Bolsonaro (PL) com um recorte enviesado. Outras falsidades relacionadas à Petrobras surgiram como reação a críticas de opositores do governo.

O Estadão Verifica também explicou que refinarias brasileiras foram vendidas por US$ 112 milhões para a Bolívia, e não doadas pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), em 2007.

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.